lundi 7 mars 2016

MULHERES PARA SEMPRE

Mulher, a prerrogativa matutina para quem se ama.
O privilégio de quem a ama.
O soluço da emoção incontida, o suor que da testa goteja, para quem dela se despede.
            MULHER:   TODAS   AS   ALEGRIAS,  TODAS   AS   AGONIAS.
           
Quando eu era pequenino me enroscava na saia da minha mãe e sabia que estava protegido, que dali ninguém me tiraria. Aquele regaço era o meu berço, meu tesouro, e minha cidadela.  Quando cresci, fiz a mesma coisa, só que desta vez com a saia da mulher que eu amava. Sentia-me resguardado e defeso para todas as tempestades, seguro de que não haveria nenhum dragão que pudesse me arrebatar, levando-me para passear compulsoriamente nas asas da traição.
            A mulher amada engole a língua de fogo, e de volta cuspe na cara do ingrato, que voa célere para longe do perigo da defensora, a leoa de todos os filhotes, de todos os amantes, dos amados e dos indefesos. Mulher, a gladiadora invencível que perdura habitando as arenas dos justos, para lobrigar os incautos sorrateiros, que violam o silêncio da noite para perpetrar a maldade.
            A mulher é a estrada da divindade, o alcance da orla Divina, a pureza de todos os sonhos sonhados e por sonhar. Sua saga é o perdão e a caricia que envolve soluções saudáveis e resultados inesperados. A panaceia para todos os males que aflige os homens, o cordeiro de Deus, e o caminho para a felicidade. Ela deve ser exaltada todas as manhãs, como se oração fosse para começar o dia.  O plenilúnio que deve nortear nossas ações sob a luz que alumia nossos corações, nossos sentidos e nossas vontades.
            A pureza e o perdão, a franqueza e a lassidão.
            Sem a mulher, a vida é uma metade, aquela metade estragada para consumo, dividida com a injúria do desprazer. Sem ela fica faltando o afago nas horas difíceis, a consolação nos momentos de dúvidas, o acarinhamento nas ocasiões em que sofre o ambulante, quando suas ações não são reconhecidas.
            MULHER  O  HAUSTO  VIVIFICADOR.
            ...COMO VIVER SEM ELA!!!


Anchieta Antunes   -    março de 2016.

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