vendredi 26 février 2016

OFICINA CRIATIVA VARAL DO BRASIL

TEMA: CARNAVAL



Objetivo: Trazer ao Grupo a alegria do carnaval através de textos que falem do carnaval. Pode falar também da quarta-feira de cinzas.
Formato: prosa ou verso
Duração: até dia 10 de fevereiro.
Organização: Isabel Vargas.

PROSA


Norália Castro

Meu mês especial chegou. Chegou pleno com as folias de Momo. O Brasil pula e canta, dança e berra marchinhas, sambas, um amontoado de músicas... e os blocos de foliões a todo o vapor pelas ruas das cidades. Gosto de ver, mesmo por TV, a euforia e o colorido que tomando conta de tudo em fantasias e adereços. Curti Carnaval quando menina e mocinha, vesti minhas fantasias e pulei muito. Adulta, eu gostava sem ser uma apaixonada por Carnaval, talvez por ser aquariana nascida numa quarta feira de cinzas... Talvez. Talvez as cinzas tenham bloqueado a desconcentração de brincar e pular, mas eu gostava mesmo de fantasiar de cigana, de havaiana ou tirolesa... qualquer fantasia que inventava... Quando Máscara Negra foi lançada, me despedi dos bailes carnavalescos. Daí pra frente, só pela Tv vendo os desfiles, que gosto de ver até hoje.
Gosto do meu mês especial, mesmo que as Cinzas tenham predominado. Ser aquariana tem suas vantagens...e como...é um signo interessante e pesado. Acredito que o peso de ser aquariana tenha pesado mais do que as cinzas da quarta feira.
Hoje, lendo PALAVRAS PARA O SEU CORAÇÃO, aceito de coração a mensagem que vem para o meu dia 16.02.2016. Está lá:
“Pequenas coisas que fazem um enorme bem: um abraço, uma oração, uma palavra, um pote de sorvete, o olhar de um amigo, um bilhete (e-mail) de amizade...”
Se eu receber uma só dessas coisinhas, ficarei feliz, muito feliz, com mais um dia especial do mês de fevereiro aumentando minhas dezenas de anos, pois estarei vestida de Vida. Pode ter melhor fantasia?


Ly Sabas



 Ah...vira virou...e meu aniversário cai no carnaval. Não consigo explicar, mas isso me causa um imenso desconforto. Meus quinze anos foram festejado no baile do clube, em plena “segunda-feira gorda”. Meia noite a banda cantou parabéns, os foliões cantaram parabéns, tiramos muitas fotos e só. Pronto, acabou a festa que para muitas adolescentes é um marco mágico. Bandeira branca, amor... e lá se foram meus anos dourados.
Não deixei de gostar da alegria e da energia que impregna tudo, porém hoje, sair no bloco já não é tão importante, o melhor mesmo é estar junto e sentir a vibração. Carnaval, nesse momento de minha vida, é ir para minha Ilha de Paquetá e deixar a banda passar.


Jacqueline Bulos Aisenman

Não sei o que é viver um carnaval pessoalmente desde 1990, o ano em que me mudei para a Suíça. No Brasil sempre gostei de carnaval: saía em escola de samba, ia fantasiada para os bailes de salão! Tenho boas histórias gravadas na memória, algumas muito engraçadas me fazem rir até hoje. Gostava muito da alegria, das músicas, dos bloquinhos de rua, dos blocos de mascarados. Na cidade onde nasci, Laguna, em Santa Catarina, o carnaval era realmente especial. Colorido e mais familiar, todos se conheciam, existia muita amizade. Pelo que tenho observado, lido e visto em vídeos e fotos, o carnaval mudou muito nestes vinte e seis anos em que estou fora. Não há mais nada do que vivi e o que tem agora (trios elétricos, festas em boites e festas na rua com músicas que eu detesto ouvir) não me agrada. Sei que, mesmo se voltasse a morar no Brasil não pularia mais carnaval. Provavelmente seria uma das pessoas que fogem pra longe, pra lugares calmos e cheios de paz. Permaneçam as recordações, ao menos estas, só me fazem bem!


Marilu R F Queiroz

Carnaval, escola de samba, quando vejo aqueles corpos sambando em plena avenida, penso no tempo de ensaio e preparação física necessários para se enfrentar uma pista como a dos sambódromos. Nem consigo imaginar a vibração que deve ser um desfile desses. Aquelas fantasias elaboradas durante o ano todo. Os carros alegóricos e seus personagens, espetáculo que envolve inúmeras pessoas nos seus bastidores. Quanta criatividade e dedicação empenhadas em prol de um objetivo maior.
Foi pensando assim que resolvi ir a um baile para sentir um pouco da euforia do carnaval. Já é um passo, para sair em alguma escola de samba no próximo ano. Escolhida a fantasia, aventurei-me em dar os primeiros passos em busca do meu sonho. A fantasia era simples, porém confortável, consistia numa roupa de odalisca com seus vários véus e medalhas que com o balanço emitiam suaves barulhos metálicos ao ritmo da música agitada e alegre do carnaval. Meus primeiros passos ora tímidos ora mais desenvoltos deixavam-me cada vez mais confiante no meu propósito de sambista amadora.
Dancei, dancei até sentir o cansaço e o suor banhando-me o corpo, ao mesmo tempo em que os pés gritavam por uma trégua que certamente não iriam ter. Apesar da alegria da festa, eles pediam socorro e ficaram agradecidos quando tocaram a música de encerramento do baile. Ah! A última música! E pensar que dali a instantes o baile terminaria e com certeza irái provocar uma sensação de estremecimento, cada vez que me lembrar de quando ousei enfrentar um baile de carnaval.

Maria Nilza Campos Lepre

E chegou fevereiro!
Mês muito esperado pelo povo brasileiro, pois, para a população mais humilde é o mês dos sonhos! É nele que conseguem realizar mesmo que por poucos dias todos os seus sonhos, pois é o mês do carnaval!
Carnaval que é considerado por muitos como o ópio do povo, que consegue nestes dias esquecer suas infelicidades, fome, escravidão e até as tristezas.
Nestes poucos dias conseguem se transformar em reis, rainhas, arlequins, pierrôs, palhaços e até pássaros, peixes, tigres e leões!
Conseguem viver em um mundo cheio de luzes cores e rico de glamour e alegria!
Só que na quarta feira de cinzas quando a realidade se apresentar se sentirão mais infelizes do quando começaram!
E assim continuará se repetindo todos os anos. Eles esperam por este pouquinho de alegria e sonho como se fosse à coisa mais importante do mundo!
Talvez para eles este seja o paraíso na terra!



Isabel Vargas

 CARNAVAL

Quando era pequena quem me levava a bailes de carnaval infantil eram meus padrinhos pois eles só tinham filhos homens eu era a menina que eles não tiveram e me amavam muito. A casa deles era bem no centro da cidade e na rua onde ocorria o carnaval que naquela época era ingênuo, saudável e divertido, Começava à tarde e se estendia até a madrugada com as escolas de samba passando, assim como os blocos.
Eu ficava na casa deles e quando o sono chegava ia dormir tendo visto o máximo que pudesse aguentar.
Quando cresci ia aos bailes nos clubes sociais com meus pais e foi em um desses bailes em 1971 que conheci meu marido. Repetimos tudo que foi feito pelos meus pais e padrinhos levando nossos filhos para os bailes infantis desde pequenos. Não contentes com isso ainda levamos nossa primeira neta, hoje com dezesseis anos e já entrando na universidade, para os bailes de carnaval, isso porque nossa filha, mãe dela é uma apaixonada por Carnaval. O nosso amor de carnaval se estendeu por quarenta e um anos, mesmo que muitos digam que amor de Carnaval é passageiro.
Depois que meu marido faleceu essa tarefa ficou, exclusivamente, com os pais e mesmo que minhas filhas e genros convidem, prefiro ficar em casa.



POESIA

Ana Rosa Santana

Máscara

por Ana Rosenrot

Máscara,
de alegria, de fantasia,
de folia…

Máscara,
misteriosa, amorosa, melindrosa...
a dançar…

Máscara,
de carência, urgência, inocência...
de bem querer…

Máscara,
negra, branca, de seda, papel, voal...
máscara no baile a girar e girar;
máscara escondendo a tristeza;
máscara exaltando a beleza;
máscara de carnaval.


Isabel Vargas

É Carnaval

Vestida de sonhos,
Pensamento no povo
Que está na avenida,
Ela canta à plenos pulmões.
O samba-enredo que conta
A vida dos moradores do morro
Que luta para sobreviver
Em meio às balas perdidas,
O tráfico e a violência.
Ela dança, sorri e pensa na filha
Para quem deseja felicidades.
Ela ginga e lembra-se das quebradas da vida.
Ela sapateia e recorda
As batalhas vencidas na garra,
No esforço pessoal.
Canta mais forte...
Rodopia e abre os braços
Entrega o corpo e a alma
Para quem a aplaude.
Apoteose!
Hoje ela não é uma pessoa qualquer,
Ela é a Rainha da Avenida.
Suas lutas desaparecem.
A alegria vence.
A esperança acena...
O mundo é colorido.
Tudo é festa
O que importa é sambar.
O desfile se encaminha para o final
E ela já pensa no próximo carnaval.


ACRÓSTICO


Isabel Vargas


 Carnaval é tempo de festa
A alegria toma conta das pessoas
Risos, musica, fantasia, samba
Na avenida passam lindas escolas
Apresentando o trabalho do ano
Vivem personagens diversos
Arrebatando a arquibancada que aplaude

Liberdade, igualdade, alegria geral.

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