mardi 26 janvier 2016

TEMPESTADE

O MENINO E A TEMPESTADE

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


Naquela noite tão ancestral
o  menino e seu beliche,
vento sem nome,
e a tempestade varria tudo.
Era o tempo?
A infância?
São os sonhos que se foram com ela?
Ou a restauração purificada de todas as utopias?

A tempestade ainda varre o menino – no coração.
Está ali, e ela não desiste. Nem ele (o menino e a tempestade).
O que é o tempo?
O que é a vida?
Pensando naquela tempestade imemorial, a vida foi (re) descoberta.
Ela cai para sempre: é o teu tempo.
Sim: ela ainda salva uma utopia – esperança
Ela passa por tudo – provisória sim,
Mas está presa no teu coração – sempre.

O menino, o beliche – chuva e tempestade:
Lá no fundo, ela é a tua vida – menino.

(Salvador, janeiro de 2016)

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