mardi 17 novembre 2015

CONVITE


O ADVERSÁRIO

 

Autor: Maurício Limeira
Gênero: Terror
Páginas: 222

Release: “Há uma sombra”, ela enfim disse, sem abrir os olhos. “Há alguém perto de você. Rodeando você. Quer algo que você tem. Não 
descansará enquanto não obtiver aquilo que só em você encontrou.”

Na procura por vingança pelo assassinato da namorada, um jornalista se embrenha no submundo do crime sem saber o que vai 
encontrar. Ao buscar os serviços do assassino Casemiro, jamais esperaria ele que a vingança desejada iria se transformar em algo muito maior e mais assustador do que a violência urbana e a corrupção do tráfico. Sangue, almas gêmeas, dor, medo, trevas, o outro obscuro à espreita. O mal, personificado na crueza e agressividade de Casemiro, já o incluíra em seus planos e o aguardava para um destino do qual 
era tarde demais para recuar.

Em O ADVERSÁRIO, o sobrenatural age da forma mais incômoda: nas coisas pequenas de nosso cotidiano. Ele age por baixo dos momentos de tranquilidade. Prega pequenas peças que jamais associamos ao todo. Aflora em lugares insuspeitos. Cava galerias sob nossa paz. Até que, num crescendo de tensão e horror, chegar a hora em que as instalações nas quais erguemos nossa sanidade, de tão corroídas, vêm abaixo.

Biografia do autor: Maurício Limeira é carioca, formado em História, nasceu em 1969. Escreve desde a adolescência, publicando parte desse material na internet e parte inscrevendo em concursos literários, onde já foi premiado. Teve um artigo dos tempos de faculdade publicado no livro “História e Imagem”, e dois contos publicados na coluna na revista “Cult”. Participa do grupo Filmantes, o qual fundou e com quem vem realizando vídeos independentes disponibilizados na internet. 


No blog de O ADVERSÁRIO, além de notícias sobre este romance, você também pode encontrar contos com temática fantástica e sobrenatural. O blog fica em  O Adversário

CRÔNICA DA URDA

Europeu também pode

Diante dos atentados na França, faz dois dias, achei por bem trazer a lume esta crônica antiga. Há que se considerar que o Estado Islâmico é financiado pelo Capital, via Arábia Saudita/EUA/OTAN – até a Hilary Clinton já andou censurando tal financiamento.

(Explicação aos leitores:
Onde está escrito Espanha, leia França;
Onde está escrito Iraque e Afeganistão, leia Síria, ou Palestina, etc.;
Onde está escrito Bush, leia OTAN;            
Onde está escrito Al-Qaeda, leia Estado Islâmico.
O resto é igualzinho.)


            Tinha passado dois dias em Florianópolis, e vim pelo caminho imaginando como iria contar para vocês, desta vez, sobre uma goiabeira que foi muito importante na minha infância. Então chego, ligo para minha mãe para dizer que cheguei bem – as mães sempre querem saber tal coisa – e do alto dos seus 82 anos, ela me diz:
                                   - Tu já viste o que aconteceu na Espanha? Peguei a notícia no meio, não sei muito bem, mas foi terrível! Deve sair tudo de novo agora nos noticiários da noite.
                                   É claro que me aboletei no sofá para ver todos os noticiários. E como ando sentindo muita dor, porque quebrei um braço faz 40 dias, mas só há 4 que um médico descobriu que o braço estava quebrado, de imediato senti muita pena daquelas pessoas mortas, feridas, estraçalhadas, cheias de dor que resultaram do tríplice atentado madrilenho de hoje. A primeira informação que cada canal de televisão disse foi: “Atentado atribuído ao E.T.A.”, que é uma organização de uma região separatista ao norte da Espanha, o País Basco. Só que tem uma coisa: o E.T.A. até faz uns alguns atentados, mas muito menores, nada a ver com o massacre das estações de trem ocorridos hoje. Ficava bem ao Primeiro Ministro espanhol, no entanto, jogar a culpa no E.T.A. – se é um atentado caseiro, não tem nada a ver com a irresponsabilidade dele, juntando-se a um louco como Bush II para invadir outros países e massacrar muitas centenas de milhares de pessoas, que acho que é o que já foi massacrado recentemente na soma das mortes feitas pelos invasores só no Afeganistão e no Iraque. Rabo entre as pernas, o Ministro Aznar procurava ficar escondido atrás do E.T.A. – mas antes que a noite se adiantasse já havia uma associação ligada a Al Qaeda assumindo a responsabilidade, e dizendo que não tinha nenhuma  pena de ver civis europeus tão bem estraçalhados quanto civis asiáticos. Al Qaeda vocês se lembram, é a organização do Osama bin Laden, a que derrubou as torres gêmeas nos Estados Unidos.
                                               Daí imagino que metade de vocês está querendo comer Osama Bin Laden e a Al Qaeda por uma perna, porque gente legitimamente branca, ancorada na velha e boa Europa, aquela que gerou a maioria de nós, sofreu na pele um ATENTADO – meu braço aqui está doendo o suficiente para eu saber que braços e outras coisas quebradas doem muito – imaginem gente estraçalhada como explosivos estraçalham, gente que fica sem uma perna e meia barriga, ou gente que perde meio rosto e meia cabeça, como vi muito bem como ficam pessoas explodidas numas fotos realistas que estavam expostas em Porto Alegre, lá no Terceiro Fórum Social Mundial. Isto sem contar as crianças, pequenas vítimas inocentes da loucura de adultos loucos, com as barrigas abertas como couve flores vermelhas e outras coisas horripilantes.
                                               E daí uma coisa assim acontece na velha e boa Europa que nos “descobriu” (A América já estava “descoberta” há pelo menos 12.000 anos!), e a maior parte do nosso público se horroriza: como? Na Europa? Lá não pode! Lá é o berço da civilização! – e por aí vai. Esquecem-se, claro, que há diversas civilizações, e que a da Europa é apenas uma delas. Mas os europeus podem sair por aí na cola do Louco Bush, invadindo países que têm petróleo e explodindo gente a granel, sem que a gente ache que está errado. Não está errado uma ova! Gente explodida na Ásia e gente explodida na Europa é a mesmíssima coisa. E veja bem quantos países europeus estão ajudando a explodir gente na Ásia: Inglaterra, Itália, Estônia, Polônia, Dinamarca, Hungria, uma Espanha com um louco Aznar que decerto agora não sabe onde enfiar a cara, e até o nosso antepassado Portugal, coisa que nunca nem quis acreditar direito! Pois é, estão lá os europeus a fazer as barbaridades sem pensar que elas acabarão vindo parar dentro de casa. Já começou. E decerto ainda vai piorar. Europeu também pode explodir. Exatamente como asiático explode. É a mesma coisa.         
                                   E o mundo ocidental se horroriza com o que aconteceu na Europa. Mas por que não se horroriza quando acontece nos outros continentes?

                                               Blumenau 12 de março de 2004.

                                               Urda Alice Klueger

                                               Escritora, historiadora e doutora em Geografia.

NOTICIAS DO CONSULADO-GERAL BRASILEIRO EM GENEBRA



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