lundi 16 novembre 2015

ESTRELA

ESTRELA

CONTO DE EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

Para CLARICE
Então, eu disse para ela – tentando desdramatizar, buscando um sorriso –: quando sentires saudades, olha uma estrela (qualquer estrela), em qualquer noite, e tenta me enxergar lá – o bigode, o sorriso, as esperanças, as paixões, os erros, as lutas não vencidas, o sonhos, os voluntarismos, tudo o que quiseres enxergar.
Ela camuflava a tristeza. Eu iria partir. Nunca se sabe quando.
De qualquer maneira, eu sempre te amarei, e esse amor vai à eternidade, mas eu não quis ser solene ou retórico– era o que eu  sentia (sempre, só escrevi o que senti).
Morrer é ficar longe dos amigos?
Lembrei-mede um personagem de Gabriel Garcia Marquez, em “Do Amor e Outros Demônios”: “O corpo humano não foi feito para os anos que a pessoa é capaz de viver” (...).
Vida e morte, não pedimos para nascer, não pedimos para morrer.
“Os homens morrem e não são felizes” (Albert Camus).
Fomos andar no Parque da Cidade.
E fiquei pensando: vi esta “menina” nascer, assisti aos  seu crescimento, os primeiros dentes, seu crescimento, a evolução do corpo, e ela estava agora com quase trinta anos, e é um sol nesta minha vida.
Como em Nietzsche, a mim não foi concedido o benefício do esquecimento.
Seria um lugar-comum, mas eu “discursei”: é preciso ser forte, nascemos, vivemos, envelhecemos – se não morrermos antes.
Entendi na prática o que estudara nas aulas de Filosofia: é preciso ser estoico.
Não reclamar, seguir em frente.
Fé? Eu não sabia se ainda a tinha.
“Nada acontece no teu conto”, avisa um anjo.
Um eventual leitor, talvez diga: “que triste!” ( o texto).
Categorias como “alegria” ou “tristeza” não importam no que escrevo. Só busco colher  uma verdade humana, só escrevo o que sinto – sempre (perdão pelo tom solene ou retórico – ou pelo eventual lugar-comum).
Parece um jogo de dados. Cai o número seis, o número um. Sempre cai algum número.
Células “saíram do lugar”. O repertório é vasto – enfermidades várias.
Passamos. Breve sopro.
Insisti: sempre te amarei, aqui, depois, sempre.
Comemos pipoca, tomamos água de coco.
Estávamos no período de seca em Brasília.
Seus olhos pareciam indagar: “por que”?
Nunca saberemos.
Nunca saberemos de nada.
Em tradução livre, recordei-me de “Macbeth”, de Shakespeare” (sobre a vida): “É uma estória contada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem nenhum significado.”
Poderia ter optado por “louco” em vez de “idiota”. E optando “qualquer” em vez de “nenhum”.
A vida? Essa ânsia toda. Essa movimentação toda. Essa luta toda.
Mas não esqueças, moça: para te lembrares de mim, basta escolher uma estrela.
Qualquer uma.

Até.

FILMAR - GENEBRA





Newsletter Festival FILMAR 2015_n° 3
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Filmar

FILMAR a ouvert ses portes !

Casa llena ! La 17ème édition du Festival FILMAR a été inaugurée vendredi soir devant plus de 400 spectateurs enthousiastes. La projection du film guatemaltèque Ixcanul a conquis le public et a été suivi d'un apéritif offert par la Ville de Genève.
Nous nous réjouissons de vous rencontrer dans l'une de nos salles pendant le festival qui se clôturera le 29 novembre. Retrouvez notre programmation sur: www.filmar.ch

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Les premiers jours du festival à Fonction:Cinéma

Ce lundi 16 et mardi 17 novembre, 4 séances vous seront présentées dans la salle de Fonction: Cinéma:
LUNDI 16 NOVEMBRE
18h45 Algún día es mañana
Ricardo Torres, Suisse, Colombie, 2015, doc, 70', vo st fr - en présence du réalisateur

La communauté de Las Pavas décide de rentrer dans la région dont elle a été expulsée. Elle recommence à cultiver les plantes qui la nourissent et tente d'arrêter l'avancée de la monoculture consacrée à l'huile de palme. Cette séance sera suivie à 20h45 du vernissage de l'exposition photographique Les voy a contar la historia.

20h45 Esto es lo que hay 
Léa Rinaldi, France, Cuba, 2014, documentaire, 100', vo st fr


Parcours musical qui suit le groupe de hip-hop le plus populaire et contestataire de Cuba: Los Aldeanos (photo)

MARDI 17 NOVEMBRE
18h45 Les malades de l'imaginaire
Philippe Goyvaertz, France, Guatemala, 2015, documentaire, 109' vo st fr


Voyage dans les communautés mayas du Guatemala, retraçant les visites d'un psychiatre à ses patients schizophrènes. Le documentaire donne également la parole aux thérapeutes traditionnels mayas, qui possèdent leur propre technique pour soigner ce type de maux.
20h45 El aguante
Nina Dupeux, Emmanuel Briand, Argentine, France, 2015, documentaire, 51' vo st fr


En 2001, l'Argentine a fait face à une crise très grave et des ouvriers ont pris l'initiative de récupérer illégalement leurs usines pour continuer la production.

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FILMAR prend ses quartiers à La Maison Internationale des Associations

Pendant trois jours, du lundi 16 au mercredi 18 novembre six films documentaires seront proposés dans le cadre de notre première collaboration avec cet espace convivial.

Mardi 17 novembre à 20h15 le film Otra isla de Heidi Hassan sera présenté en complicité avec Solidarités.
La soirée du mercredi 18 novembre s'intéressera au cinéma documentaire et à l'actualité mexicaine. Avec le soutien de Nouvelles Générations Chili et de ALMA nous projeterons le bouleversant documentaire: Ayotzinapa. Crónica de un crimen de Estado de Xavier Robles.
Programmation complète de FILMAR à la Maison Internationale des Associations sur: www.filmar.ch

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FILMAR au Bio Carouge

A partir de mercredi 18 novembre, FILMAR investit le cinéma Bio de Carouge. Un programme riche et varié vous y attend.
Le mercredi 18, ne manquez pas la projection de Nina y Laura à 18h45 en présence du réalisateur Alejo Crisóstomo et l'actrice Kattia González Zúñiga. La soirée continuera à 21h avec Truman, le dernier film en date avec l'acteur super star argentin, Ricardo Darín.
Le jeudi 19 à 18h45, nous vous proposons en exclusivité le nouveau film du Chilien Pablo Larraín, Ours d'Argent à la Berlinale 2015: El Club (photo).
Programmation complète de FILMAR au Bio sur: www.filmar.ch

Contact

Festival FILMAR en América Latina
Rue Necker 17
1201 Genève
Tél. +41 (0)22 732 61 59
info@filmar.ch

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