mardi 25 août 2015

AZIAGO AGOSTO

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
NARRATIVA (RELEMBRANÇA) ESCRITA ENQUANTO RELEIO FRANZ KAFKA – SANTO DE MINHA PROFUNDA DEVOÇÃO
Tiro no coração – Getúlio Vargas, 24 agosto de 1954; renúncia de Jânio Quadros – 25 de agosto de 1961; arremedo de Parlamentarismo, 1961, para que João Goulart (Jango) possa assumir.
O Golpe de 1964 sendo postergado: de 1954; de 1961 (um dia veio)  – ou, mesmo de 1930?
Aziago agosto, longa escravidão, elevador social e de serviço, a frase repetida: “Sabes com quem estás falando?” (Sabemos.)
Vagas para especiais e para idosos não são respeitadas; gorjeta para o guarda não multar, e muito mais. Sujam praias, desmatam, jogam lixo nas ruas – “mas há muito coisa boa”, contrapõe outra voz interior.
E o mundo continua DESSACRALIZADO, além de uma idiotização coletiva (vide a TV aberta), do império do tráfico, de um país mais violento que muitos que estão em guerras declaradas.
Sim: e a banalização do Mal – que ele nunca seja subestimado (pedia meu pai).
O tom solene é dispensável, mas creio: é preciso seguir em frente e não ser vampirizado.
Corrupção, patrimonialismo, desigualdade – limparemos os esgotos? Lavemos...
É preciso deixar alguma esperança: seguro uma flor retorcida do cerrado.
(Acreditem: não, não quero ser populista, demagógico.)
A0s 20 anos, romanticamente, achava que isso tudo iria mudar. Aos 70...
“É preciso escrever algo edificante”, reivindica uma voz interior.
Pergunto-me – como Darcy Ribeiro indagava obsessivamente:
POR QUE ESTE PAÍS NÃO DEU CERTO?
(Não, não falo de conquistas internas, vitórias pessoais.)
Uma pichação: “Não temo a opressão do governo, mas a inércia do meu povo.”
“Um pensamento: A corrupção no Brasil é endêmica e está em processo de metástase”.
(Athayde Ribeiro Costa, procurador que atua na Operação Lava-Jato).
Chegou-se- à degradação sem termos alcançado à grandeza.
Dizia Millor Fernandes: Não se fazem ruínas como antigamente...

(Salvador, 30 e 31 de julho de 2015)

Choral Conducting Workshop for Women

 Choral Conducting Workshop for Women

Choral conducting/choral workshop for women (17th. till the 18th. October 2015 in Filzbach, Switzerland)

Active participation: only women; passive participation: women and men

For beginners and advanced

Contents: contemporary conducting technique, creative rehearsal technique, efficient vocal technique for choirs, team leadership for women

Languages: German, English, French (Felipe Cattapan); German, English (Prof. Katja Cattapan)

Fees: CHF 550 (active, only women) and CHF 290 (passive, men and women) - includes hotel and catering

Teachers: Felipe Cattapan (www.cattapan.ch) and Prof. Katja Cattapan

Application: Mrs.Simona Kolozeti, Gassa 4, CH-7027 Castiel, info@kosi-musik.ch

More information: http://www.cattapan.ch/naechste-kurse/

“O autor é Você”, de Palmira Heine

A obra “O autor é Você”, de Palmira Heine, publicado pela Editora Scortecci, pretende possibilitar que os pequenos leitores sejam autores de suas próprias histórias, a partir de um contexto amplamente interativo. A criança será colocada no centro da produção de sentidos. Assim, o livro traz páginas em branco que devem ser preenchidas com textos criados pelos leitores/autores, indicando pistas para que cada um possa construir seu enredo.




Como surgiu a ideia desse livro?

Com base em teorias linguísticas contemporâneas, observou-se que os leitores são levados a reproduzir histórias prontas, mas possuem pouco espaço para criação de histórias novas ou geração de sentidos diversos daqueles esperados nas escolas. Esse livro quer, portanto, fornecer o espaço necessário para que o leitor seja autor de seus próprios sentidos e de sua própria história, tornando-se também coautor do livro.

A criatividade da criança será aguçada com as páginas em branco, convidando-as a imaginar uma história?

Sim. Os leitores se tornarão também autores do livro, interagindo a partir da criação de histórias, personagens e desenhos.


As crianças não estão acostumadas, como você já disse, a criar enredos. Elas têm dificuldade em preencher o espaço das páginas em branco?

Não, pois há pistas que fazem com que as crianças possam construir suas próprias histórias. Elas são levadas a imaginar uma história, um lugar, personagens, situações complicadoras e a resolução dessas situações, além de elaborarem um final para a história. Ocorre que, nas práticas de leitura, na maioria das vezes, as crianças têm acesso a histórias prontas, tendo pouco espaço para deixar fluir a criatividade e se integrarem, num processo de interação direta com os livros que leem.


O processo criativo precisa de um empurrão logo na infância?

A infância é o período em que a criatividade é mais aflorada, por isso, a criança não precisa de um empurrão para despertar a criatividade, mas precisa de práticas que permitam que essa criatividade possa se manifestar. Assim, um livro que propõe a interação direta entre autor e leitor, pode ser o espaço necessário para que a criança, a partir do processo de leitura e escrita, se sinta parte da produção dos sentidos, se sinta inserida no processo de construção de histórias e tenha sua voz valorizada.


O livro custa 26 reais e está disponível no site da editora Scortecci para a venda.

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