vendredi 15 mai 2015

Sem direção...

 

Ando sem direção
 Por caminhos tortuosos...  
Sem saber!
Se um dia!
Poderei ser de fato feliz.
***
Vago por terras desoladas...
Sem conhecer...
Os meus próprios limites
Mas sei que a negra dor
Rasga a carne e dilacera a alma
***
O meu livre versejar
Verseja livremente...
 Voa pelo céu estrelado
E sem nuvens
E abraça os astros
***
Meus livres versos
Alçam as estrelas...
E se dispersam pelo cosmo infinito
São negros poemas
De dor...
***
Sigo pela estrada sem fim
Caminho sem destino
Sem saber ao certo
Se um dia
Poderia ser feliz de fato



Samuel da Costa 

DEUS EM CORDEL

POR: ANTÔNIO MARCOS BANDEIRA


DEUS

PRINCIPIO E VERBO
COMEÇO E FIM
ALFA E ÔMEGA
PRÍNCIPE ENFIM

FORTE,
A PAZ,
JUSTO E FIEL
NÃO TE DEIXA PRA TRÁS

VERDADEIRO
ELE É FIEL
MANSO E SUAVE
SALMISTA MENESTREL

ELE É GUERREIRO
É NATUREZA
PÁSSAROS E BICHOS
ELE É GRANDEZA

DEU A VIDA POR TI!
A MORTE VENCEU
ELE APANHOU 
E A VIDA NOS DEU

DEUS É TUDO!!!
PARA QUEM NELE CRER,
SALVAÇÃO ENTREGA
SUA FÉ E VIVER

O SENHOR NOSSO DEUS
PRÁ ALGUNS É O AMOR
DA FAMILIA OU DO OUTRO
COM ALEGRIA E FERVOR

PRA ALGUNS É A BRISA
DEUS É O VENTO,
DEUS É O SORRISO
O CONTENTAMENTO

DEUS PODE SER
PRRA VOCÊ UMA LUZ
A SUA FÉ
NO SENHOR JESUS

DEUS MEU AMIGO(A)
É O MEU SENHOR
QUE MORREU POR NÓS
SEU PRIMEIRO AMOR



Crônica da Urda

Intensidade 1
                                  
                                   (Para Eduardo Venera dos Santos Filho)                                        

Foi ontem ou foi no outro milênio? Não sei, a pedra estava ali como parecia que sempre estivera, basalto misturado com outras coisas de um antigo derrame vulcânico, rodeado de espuma branca, com uma marca sambaquiana e o grande oceano Atlântico por tudo – houvera então a lua, e agora havia o sol? Essas coisas podem acontecer no mundo do amor; é um mundo onde tudo é possível. E se então houvera um homem de jaqueta azul, agora havia uma fada de olhos claros, e filetes de prata se derramavam no ar e nos ligavam a todos, a ele, à fada, a mim...
                                   No outro tempo houvera menos vegetação – a restinga, agora, se repovoara de plantas, estava densa, como que escondendo lembranças, mas a fada era de verdade e vinha de lá daquele tempo de tanta intensidade de vida que era complicado viver, mas tão bom, mas tão bom estar-se vivo então! Aquela noite de lua e de frio ali naquela pedra valia por uma existência, era uma florzinha que valia tanto quanto o imenso buquê de intensidade que fora a grande história de viver lá no outro milênio, tão grande, maravilhosa e densa que bastava aquela história, ou aquela noite de lua, para a vida ter valido a pena. Dou-me conta, agora, que muitas pessoas passam todo o seu tempo no mundo sem ter uma história, e para mim houve tanto, tantos buquês e tantos momentos de infinito valor, que quando se estilhaçou a taça da felicidade e já não havia como reunir os fragmentos de cristal, permaneci atrelada ao mundo por aqueles filamentos de saudade e de dor, pois aquele tanto de plenitude que bebera daquela taça valia por uma intensa vida inteira.
                                   E o milênio se fora e as décadas correram com a lentidão que há quando se espera um milagre que se acha que nunca virá, e só era possível o continuar caminhando porque lá atrás, no outro tempo, tudo estivera tão cheio de lua e de sol, e houvera coisas como a noite de luar naquela pedra que um dia fora lava que escorrera de um vulcão esquecido, e por momentos assim era possível continuar-se vivendo.
                                   Mesmo depois de tanto tempo, a pedra não parecia ter sofrido nenhum milímetro de desgaste, acossada que estava, todo o tempo, pelo grande mar-oceano e eu até me espantei com a pujança da vegetação de restinga que crescera tanto – mas espanto muito maior era a presença da fada, emergida lá de dentro do tempo, vinda de uma semente do outro milênio, boa e generosa, coração grande para entender tudo, espargindo pó de pirlimpimpim no meu entorno e dando o sentido para toda aquela espera. Não havia que ter apresentações – os filetes de prata que vinham lá do passado e nos uniam a todos eram suficientemente claros para que se pudesse ter a certeza de tudo. E então era tão bom, tão bom, que não importava que a pedra que estivera coberta de lua estivesse agora coberta de sol – o dia era único e especial, desses dias em que se devem fazer coisas boas como comer doces, para sacralizar a intensidade.
                                  
                                   Blumenau, 09 de Maio de 2015.


                                   Urda Alice Klueger
                                   Escritora, historiadora e doutora em Geografia.



Shirley Stefani amanhã no Ponto & Vírgula!!

Olá, amigos!    
            Vejam o que mostraremos hoje, 15 de maio, às 20h, no “Ponto & Vírgula” inédito na TV MAIS Ribeirão, Canal 22/Net ou pelo site  http://www.tvmaisribeirao.com.br/ no mesmo horário:
             
            1º. Bloco
            O Poeta de Ontem: Miguel Torga - Poema: Aos Poetas  
            O Poeta de Hoje: Mário Neves - Poema: Navegando o Destino

            Poema Culpada de Irene Coimbra na voz de Antonio Silva da Rádio Além Fronteira de FARO, e uma amostra dessa bela cidade ao sul de Portugal.

            2º. Bloco
            Bate-papo com Shirley Stefani.
            Shirley é poetisa e bibliotecária na E.E. Otoniel Mota.
             
            Imperdível!


            Reprises:
            Sábado: 15h30
            Terça-feira: 3h30 da madrugada

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 e acessem nosso site www.programapontoevirgula.com




Irene Coimbra 

Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula

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