vendredi 6 mars 2015

REVISTA DE MARÇO! ESPECIAL SOBRE A MULHER!



Pelo quarto ano seguido trazemos no mês de março um tema que não cansa e sempre tem excelentes textos: a mulher!
Dos poemas às crônicas, passando por momentos históricos e relatos da realidade atual, falar da mulher é sempre muito especial. E o Varal do Brasil reúne aqui pessoas tão especiais quanto que se inscreveram para esta edição e trouxeram brilho a este tema.
Estamos caminhando para mais uma edição do Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra. Com muitos convidados para as sessões de autógrafo, este ano teremos mais uma vez nosso estande de 51m2 onde a literatura, as artes plásticas e a música darão uma linda amostra de nossa cultura, assim como da rica cultura portuguesa.
Cintia Moscovich, Marcelino Freire, Ronaldo Correia de Brito, Ana Casanova, Cauê Borges, Marco Miranda, Conceição Barros... Estes são apenas alguns dos nomes que você encontrará abrilhantando nosso estande.
Participar de um evento deste porte é um grande feito e o Varal do Brasil se orgulha de estar, há quatro anos, levando autores brasileiros, portugueses e angolanos para este que é o maior Salão Literário da Suíça e um dos mais prestigiados de toda a Europa.
São mais de duzentos títulos que levamos ao público frequentador do Salão, títulos em sua grande maioria em Português e nos mais variados gêneros.
Além disto, estamos também na terceira edição de nosso Prêmio Varal do Brasil de Literatura que premia os melhores textos dentro das categorias crônicas, contos, textos infantis e poemas. Nosso concurso já se firmou!
Mas... Voltemos às mulheres! Elas são as rainhas desta edição, provando que ser mulher é sim, muito mais do que um gênero.

Esperamos que você aprecie a leitura e, quem sabe, se anime a estar conosco em nossa próxima edição!

Leia em nosso site: www.varaldobrasil.com
Ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com

Oficina literária “Bandeira branca”

Grupo Varal do Brasil no Facebook

Proposta de criação: a partir da letra da marchinha “Bandeira branca”, composição de Max Nunes e Laércio Alves, eternizada na voz de Dalva de Oliveira, desenvolver minicontos com o máximo de cinco linhas.
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Bandeira branca
Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade
Que me invade
Eu peço paz (Bis)
Saudade mal de amor, de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca
Eu peço paz!

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E o carnaval chegou!... O povo combate suas mágoas cantando marchinhas antigas. Acenam a bandeira branca com vigor na esperança de um mundo melhor. No luxo destes poucos dias de folia procura lenitivo para suas dores. No compasso das marchas, frevos e sambas, sacoleja o corpo em busca de paz, e de alegria. Embalado pelas belas melodias e lindas fantasias não percebe que o país inteiro parou. Quando a festa terminar, o povo estará mais pobre mais sofrido e humilhado. Somente por alguns dias nos transformamos em reis, rainhas, sultão, magnatas e até piratas. Entretanto no final desta festa pagã, vestiremos realmente a fantasia de palhaço, pois isso é o que sempre nos coube.

Enquanto isso ...

A música soava forte! Os sorrisos e abraços enlaçavam a fantasia já cansada de seu desfilar por entre o sonho e a realidade. O coração batia ligeiro e os pés cansados só queriam um descarrego... O êxtase veio com a fina chuva que lavava a alma, refrescava o corpo e convidava a relaxar... Por alguns segundos a fantasia se tornou real e a paz invadiu o mar de gente que desfilava naquele carnaval...

E, nos braços do tempo, que passa rápido, lá está ela, novamente, pronta para dançar. Um renascer de emoções. Era leve, solta, cabelo em nó, sorrindo, com os pés a bailar bem rápidos pelo salão, como se flores houvesse espalhadas pelo chão. Foi quando olhou para seu amor, ele com a cara fechada. Gritou para ele: Bandeira branca amor, quero dançar!
E chegou o amor com as serpentinas e paetês. O sol e o som da alegria envoltos na bandeira branca da paz esconderam o segredo da paixão de dois olhos em fogo derramando-se sobre o corpo da bailarina carnavalesca sequiosa de afagos. Por testemunha, apenas o Farol da Barra e a multidão pressentiram o adeus da saudade.
Ela se achegou de mansinho e aos poucos foi tomando conta do meu ser de uma forma tão intensa, que parecia querer explodi-lo com o som cadenciado da percussão. Era carnaval!!! Meu corpo estremecia a cada batida do samba enredo. Saudade do amor do passado me fez pedir trégua, o melhor era esquecer e me divertir. Eu quero é Paz!
No último degrau, a deslumbrante Colombina prende a respiração. Todos os que estão no mezanino também. Aos primeiros acordes da marchinha já se preparavam. “Bandeira branca, amor, não posso mais”, gritam os foliões. A pista fervilha loucamente, porém lá no alto, a plateia é só dela. E não se faz de rogada. Flutuando em nuvens de lança-perfume, cerca e prende em seus braços o Pirata embriagado, arrancando de suas mãos o ridículo lenço branco.
Era carnaval quando ele foi atrás da Colombina e eu fiquei na multidão embriagada pelo frenesi da ocasião. Presa em pensamentos não percebi que na esquecida solidão, eu pedia paz. Ouvia o som da avenida que me arrebentava o coração e tocava dentro dele, onde o sangue bombeava sentimentos mais profundos e gritava PAZ ... PAZ... PAZ!
Dor de amor? Dor de cotovelo? Nenhuma das duas. Somente a dor da infecção do trigêmeo, com o rosto desfigurado, dizem ser a maior de todas as dores. Não. A dor do amor não expandido, traído, aquela dor da alma é maior que todas as dores. Quando passará esta dor nevrálgica da alma esfacelada? Há que se cortar na dança dos ritmos...
Sei que lutei contra o que sentia. Sempre macho, sempre no controle, mas seu jeito meigo me pegou. Não posso mais viver longe do seu sorriso, da sua voz, da paixão arrebatadora que emana do seu ser. O baile está triste com você longe de mim. Levanto minha bandeira, que já foi branca e agora está amarelada pelas lágrimas de saudade. “Não posso mais” - vou gritar bem alto, mais alto que as marchinhas que estão tocando - “Volta pra mim, meu amor”!
Ela, no camarote. De repente, olhares vindos do grupo que passa... Ela se assusta. Ele sorri lá de baixo. Um inesperado reencontro de almas que se machucaram. Ela agita a bandeira branca para ele, e ele faz uma reverência. Os dois ficaram ali mesmo, parados no tempo: sorrindo e rindo. O amor rebrota. Num encontro ligeiro, na avenida do samba, voltou a Paz.
Fim de festa - Era quarta-feira de cinzas, as cinzas do fogo carnavalesco começavam a se espalhar pelo dia radiante de sol. Ela, ainda cansada da festa dos últimos dias, avistava a volta para casa. Com uma bandeira branca na mão.
Finalmente pudera ir embora. “Nada mal para um Carnaval”, disse baixinho. Estava só, mas tinha a si. Agora, vislumbrava a caminhada e seguia livre. Leve o coração. Bons pensamentos. Céu e mar inspiravam o sonho e os passos calmos desfaziam a harmonia de pequenas ondas. Soltou os cabelos. O vento fresco agitou o lenço branco em suas mãos. Sorriu para a cena. Merecia a paz, bem sabia. E então, alguém passou fugaz e sorriu também.

Vias, vielas, becos sem saída
Anseios, alma em labirintos.
Quarta feira de cinzas.
Pierrô entre serpentinas
Bandeira branca,
Eu quero paz!

Um vento úmido e suave chegou com um perfume inebriante. A noite se moveu após dias de seca e muito calor. Meu corpo estremeceu, acolhendo este perfume e a lembrança voou quando ele, sem rosas para me dar, me ofereceu um buquê daquela pequena flor branca e a felicidade estava em nós. O prazer do novo perfume se mesclou com a ausência que se torna presente, diante deste inesperado na noite de hoje. Pego um buquê da mirta florida que está no meu jardim. Sinto paz.



Levantaram suas bandeiras de paz:  Maria Nilza Campos Lepre; Flávia Assaife; Marilina Baccarat de Almeida Leão; Jania Souza; Marilu R. F. Queiroz; Ly Sabas; Norália Castro; Ana Rosa Santana; Jacqueline Bulos Aisenman; Sandra Nascimento; Neyde Bohon

COMO ELES VOARAM JUNTOS

  

                                               (Para Rosane Magaly e Ronaldo Martins)

-                     Mais alto! – pedia ela, e ele retrocedia dois passos, dava mais impulso, e o balanço voava, e a sainha colorida dela voava também, e os dois riam de felicidade enquanto brincavam assim, maninho e maninha em dias de descompromisso.
- Agora eu! Agora eu! – dizia ele, e então era ela quem empurrava o balanço, enquanto a franjinha loira dele era quem voava, anjinho de pintura assim que ele era suspenso no ar.
Havia os outros dias, os outros anos enquanto cresciam e voavam seus voos. O homem chegara à lua, coisa nunca acontecida, e havia que brincar de chegar lá também.
Nos azuis dias de vento terral, quando o frio cortava e mordia, eles nada sentiam, porque estavam viajando numa nave espacial. Levavam cobertas e lençóis para o pasto do morro próximo, e aproveitavam o vento intenso para fazerem os lençóis voarem como bandos de aves migratórias, enquanto eles se protegiam sobre as cobertas.
- Estamos quase chegando à lua! – gritava ele dentro do vento, sacudindo com força a ponta do lençol que parecia ter vida própria, com a sensação de que seria carregado para o espaço no momento seguinte.
- Chegamos! Chegamos! – garantia ela, agarrada à outra ponta do lençol flutuante.
E a infância ia-se indo...
Conforme cresciam, foram tomando outros rumos. Ela embarcou na nave da poesia, liderou momentos poéticos, voou com toda a força das suas asas. Ele voou por outros caminhos, mas sempre tendo como horizonte a liberdade tão amada, aprendida desde aqueles tempos de balanços e naves espaciais. Ela foi para a universidade e ele não, mas tinha tanto orgulho dela! Naquele dia de formatura ele se vestiu como um príncipe, colarinho de príncipe, camisa de príncipe, traje completo de príncipe. Era seu jeito de dizer a ela quanto a queria, o valor que lhe dava. Não houve quem não visse e sentisse o afeto que unia aqueles dois, ainda como o maninho e a maninha que um dia tinham sido, e não se emocionasse com aquilo. Não é em qualquer formatura que aparecem príncipes de verdade!
E a vida foi indo, foi indo...
Ninguém imaginaria como seria aquele voo que aconteceu no inesperado do que a gente acha que foi antes da hora. Duas coisas simultâneas aconteciam: ela tomava um avião para procurar por mais espiritualidade na Índia, e ele, cheio das alegrias de prolongado feriado de fim de ano era, inesperadamente, agarrado pela mão do destino que lhe trouxe uma coisa que a gente costuma chamar de AVC.
Encontraram-se quando o avião estava sobre o azul Oceano Índico. Ele a viu pela janelinha e esgueirou-se para dentro do avião.
- Mana! – chamou, e ela o viu ali.
- Mano! – disse, e de novo era como na infância, e os dois podiam voar juntos. Deram-se as mãos e o fizeram. Poderia ser um voo de despedida, mas será que o era?
Sempre se pode pensar que algum dia haverá, de novo, um menino e uma menina, e um balanço, e uma nave espacial... Sempre há tempo para se voar...

Blumenau, 17 de Fevereiro de 2015.

Urda Alice Klueger

Escritora, historiadora e doutora em Geografia. 

MULHER ACADÊMICA


Paulo Roberto Cândido


É feita de letras
para escrever as mais lindas histórias de amor;
É cheia de sons
para tocar corações com as melodias da paz;
É escultura de pureza
a moldar  as mais leves formas de viver;
É coreografia singela
que nos faz dançar com a felicidade;
É peça teatral
que ilumina os olhos  que à assistem;
É cinema de emoção
que sempre ganha o OSCAR da sensibilidade;
Mulher acadêmica
é a essencialidade em sua melhor performance
é a oitava arte que leva inspiração
à todas as manifestações culturais da alma...



(Homenagem às mulheres do Varal do Brasil  , pelo dia 08 de Março de 2015)

Mais uma vez Rio!




A cidade de São Sebastião
Não sai do meu coração
Recebendo com o Cristo
De braços abertos
Certificamos estar no rumo certo...
De grandes monumentos
Conhecidos no mundo
A grandes praias,
Onde o coração jamais fica solitário!
Na Urca, Copacabana, Arpoador
Tudo é motivo de comemoração
Esculpida como quadro de Da Vinti
Ela saiu da terra para brilhar.
Quem   visita se encanta
Quem não visita se espanta...

O   turista vira criança
E a criança brilha no Rio.
Que saudade inspiradora
Nesse seu aniversário,
Onde esta   menina   não para
De crescer,
Junto com a minha saudade.

A terá da variedade cultural
Tem todos os ritmos
E uma comida sensacional
Povos, vida e carnaval
A cidade respira saúde e festival
Todo canto um deslumbre
Todo deslumbre é coisa normal
O carioca é orgulhoso
A sua divindade
Já virou Instituição
Num grande patrimônio mundial!


FELIZ ANIVERSÁRIO TERRA QUERIDA!


Marcelo de Oliveira Souza,IWA



Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Organizador do Concurso Literário POESIAS SEM FRONTEIRAS

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