vendredi 13 février 2015

OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO - OLBL/BPSC/FCC

 

2015 - O Grupo Literário Boca de Leão retorna às suas atividades, com início em:

PRIMEIRA TERÇA-FEIRA DE MARÇO: Formação continuada de escritores - Estudo da narrativa, produção literária - processo de criação consciente.

SEGUNDA TERÇA-FEIRA DE MARÇO: Formação continuada de contadores de histórias - Estudos do processo criativo do narrador oral, teoria, técnicas e práticas da oralidade.

Encontros quinzenais, sempre nas terças-feiras!

Os dois encontros são trabalhados em momentos intercalados e desenvolvidos pela coordenadora e ministrante voluntária da "Oficina Literária Boca de Leão – OLBL" - Oficina Permanente da Biblioteca Pública de SC/BPSC. Projeto idealizado e ministrado por Claudete T. da Mata que, após aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura - FCC (junho de 2012) foi doado pela autora à BPSC, em 24 de julho de 2012 (até os dias atuais), sob a supervisão e coordenação de Evandro Jair Duarte, Bibliotecário da BPSC.

Oficina de Formação Continuada, destinada a narradores tradicionais, escritores, leitores, contadores de histórias, leitores, poetas, mediadores do livro e da leitura, pessoas com interesses em comum.

Nossa Missão?
Desenvolver o processo criativo de escritores e contadores de histórias que desejam trabalhar as suas práticas cotidianas (sejam iniciantes ou veteranos) por meio deste processo de formação continuada. Desejamos levar os nosso integrantes às condições de crescimento do escritor, do contador de histórias, mediador do livro e da leitura, que existe dentro de cada um. Assim, vamos contribuir com o refinamento de sua práxis. Desta forma, estar colaborando com crescimento cultural do leitor/ouvinte.

Horários?
Das 14h às 16h - para alunos do ensino regular e comunidade em geral.
Das 18h às 20h30

As chamadas para os encontros sempre estarão à disposição do público, na página do Grupo.

Faixa etária?
A partir dos 10 anos (acompanhado de um responsável), até a idade dos sábios.

Onde?
Biblioteca Pública de Santa Catarina - BPSC/FCC

Endereço?
Rua Tenente Silveira, n° 343, Centro - Florianópolis/SC.
Forma de inscrição: Comparecer no primeiro dia!

Site da Biblioteca Pública de Santa Catarina/FCC

DIA 24 DE JULHO ESTAREMOS FESTEJANDO O TERCEIRO ANO DA NOSSA BOCA DE LEÃO. DESDE JÁ, CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DOS ACADÊMICOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS, ACADÊMICOS DE ACADEMIAS DE LETRAS E OUTROS GRUPOS LITERÁRIOS TÊM ESTADO CONOSCO NAS NOSSAS FESTIVIDADES, LÁ NO SINGELO AUDITÓRIO DA NOSSA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA/BR, BATIZADA POR MIM: "CASA DE ASAS"

Nosso lema: "Um por todos e Todos por um!"


Claudete T. da Mata
Coord. e Ministrante do Grupo Boca de Leão

Evandro Jair Duarte
Bibliotecário da BPSC/FCC e Supervisou do Grupo Boca de Leão

Sherlock Holmes conquista Berlim

Rui Martins

A crítica adorou o filme mostrando um outro Sherlock Holmes diferente do imaginado nos livros de Conan Doyle. Um Holmes vivido por um conhecido ator inglês, Ian McKellen, que já havia participado de leituras pelo rádio, na BBC, de textos contando as aventuras do maior detetive do mundo.

O realizador do filme Mister Holmes é o inglês Bill Condon, baseado numa novela de Mitch Cullin, narrando um outro perfil do antigo morador de Baker Street. A novela mostrava um outro perfil do detetive, vivendo no Sussex e com a idade de 93 anos, preferindo o cigarro ao cachimbo e sem usar o chapéu que lhe põem sempre na cabeça.

Bill Condon destaca do filme ma mensagem a não ser ignorada - a de não viver realmente, deixando passar as oportunidades de se realizar na vida. E o velho Holmes no balanço final da existência viu que nunca tinha se engajado com alguém e nunca tivera tempo para amar. Embora um tanto tarde, Holmes tentar corrigir.


Como o velho Holmes dedicou sua vida, depois de aposentado como detetive, à apicultura, o ator Ian McKellen precisou viver cenas com as abelhas. "Tomei curso de apicultura com um dirigente dessa categoria de profissionais, sei como retirar o mel e sou orgulhoso de uma coisa: nunca fui picado pelas abelhas. As abelhas são um modelo de sociedade diferente da nossa, cada uma delas vive para a coletividade sem individualismo".

Festival de Berlim, antisemitismo começou na França

 Rui Martins

O Diário de Uma Camareira com Léa Seydoux, a nova musa francesa, e Vincent Lindon, o ator mau encarado, competindo pelo Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim tem de tudo para ser um bom filme - é preciso, a escolha da luz nas cenas é excelente, mostra uma perfeição exigente típica francesa, os atores são ótimos, não se trata de um remake de Renoir e Buñuel, mas falta alguma coisa, aquela coisa capaz de tornar um filme bom melhor que os outros.

Um filme bom, bem trabalhado até mesmo burilado, bem filmado, mas mesmo assim um tanto desdenhado pela crítica que lhe negou aplausos. Não era certamente o melhor dia para o cineasta Benoit Jacquod, pois seus atores não puderem comparecer na coletiva com a crítica.

Talvez o charme um tanto frio de Lea Seydoux pudesse amenizar o clima. Sem ela, as perguntas foram se transformando numa interpretação sóciopolítica do livro inspirador do filme, de Octave Mirbeau, publicado em 1900, e da prestação trabalhista da profissão feminina de camareira, há mais de cem anos, com reflexos na vida sexual das mulheres francesas, pioneiras na libertação sexual, e em termos de conquistas sociais.

A tal ponto que Benoit Jacquod, embora negando ser seu filme um panfleto social da época dos Anos Loucos, cita a frase de alguém, definindo o livro de Octave Mirbeau como "livro marxista-feminista". Sem esquecer de acrescentar as frases e o comportamento antisemita do servidor da casa normanda, onde trabalhava a camareira, como reveladores de que a agravação antisemita européia começou na França com o Caso Dreyfus. A partir dali, o antisemitismo latente veio a público nos jornais e entre os intelectuais, que não tiveram mais receio de mostrar suas tendências racistas. Lançada a semente na França, o antisemitismo se propagou por toda Europa com as consequências conhecidas.

Se no Brasil os filhos da burguesia tinham sua iniciação sexual com as empregadas domésticas, na França do fim do século XIX e começo do XX, as camareiras eram a compensação para os maridos frustrados por esposas frígidas. Isso gerava uma revolta introjetada nessas mulheres obrigadas a satisfazer o marido e sofrer as injúrias da esposa e de ter de dar sumiço à gravidez, pois na época não havia contraceptivos. Situação que, no pensar de Jacquot, apressou uma tomada de consciência e levou ao feminismo francês ao fim da Primeira Guerra.

Essa a versão áudio do diretor do filme, Benoit Jacquod, confirmando as imagens. Com efeito, Celestine, vivida por uma Léa Seydoux falsamente submissa, faz o trajeto habitual das camareiras, exploradas pela senhora patroa e levadas para a cama pelos discretos patrões. A exploração é um condimento importante para levar ao motim. No caso, Celestine, que nutre silenciosamente o desejo de escapar de sua vida sem futuro, vai se unir ao servidor da casa, Joseph, um misto de jardineiro e de faz de tudo.

Para Joseph, a revolta tinha levado à extrema-direita e ao antisemitismo, que Celestine contestava porque, dizia ela, suas patroas católicas ou judias eram iguais na exploração do seu trabalho. Essa divergência não impediu que Celestine participasse de um perfeito roubo dos patrões, única maneira de ambos deixarem a condição de empregados para montarem um bar, no qual Joseph gostaria de ser o gigolo de Celestine, servindo os clientes no balcão e na cama.

Por certo, Celestine imaginava encontrar uma maneira de se livrar de Joseph, diz o diretor do filme, mas talvez estivesse saindo do ruim para entrar no pior, ao tentar sua libertação.

Para quem lhe perguntou, talvez candidamente, a quem ele queria se referir, a Renoir ou Buñuel, o diretor respondeu francesamente que com sua experiência faz seus próprios filmes sem precisar se referir a ninguém e que sua intenção ao ler o livro foi de tirar da leitura uma versão diferentes, sua, própria.

Panfleto marxista-feminista, cartesiano, dialético, seja o que for, a crítica não se entusiasmou, mas é um belo filme.





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