lundi 19 janvier 2015

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CONCURSO LITERÁRIO INTERNACIONAL: III PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA!


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Europeu também pode




(Explicação aos leitores:
Onde está escrito Espanha, leia França;
Onde está escrito Iraque e Afeganistão, leia Síria, ou Palestina, etc.;
Onde está escrito Bush, leia OTAN.
O resto é igualzinho.)


            Tinha passado dois dias em Florianópolis, e vim pelo caminho imaginando como iria contar para vocês, desta vez, sobre uma goiabeira que foi muito importante na minha infância. Então chego, ligo para minha mãe para dizer que cheguei bem – as mães sempre querem saber tal coisa – e do alto dos seus 82 anos, ela me diz:
                                   - Tu já viste o que aconteceu na Espanha? Peguei a notícia no meio, não sei muito bem, mas foi terrível! Deve sair tudo de novo agora nos noticiários da noite.
                                   É claro que me aboletei no sofá para ver todos os noticiários. E como ando sentindo muita dor, porque quebrei um braço faz 40 dias, mas só há 4 que um médico descobriu que o braço estava quebrado, de imediato senti muita pena daquelas pessoas mortas, feridas, estraçalhadas, cheias de dor que resultaram do tríplice atentado madrilenho de hoje. A primeira informação que cada canal de televisão disse foi: “Atentado atribuído ao E.T.A.”, que é uma organização de uma região separatista ao norte da Espanha, o País Basco. Só que tem uma coisa: o E.T.A. até faz uns alguns atentados, mas muito menores, nada a ver com o massacre das estações de trem ocorridos hoje. Ficava bem ao Primeiro Ministro espanhol, no entanto, jogar a culpa no E.T.A. – se é um atentado caseiro, não tem nada a ver com a irresponsabilidade dele, juntando-se a um louco como Bush II para invadir outros países e massacrar muitas centenas de milhares de pessoas, que acho que é o que já foi massacrado recentemente na soma das mortes feitas pelos invasores só no Afeganistão e no Iraque. Rabo entre as pernas, o Ministro Aznar procurava ficar escondido atrás do E.T.A. – mas antes que a noite se adiantasse já havia uma associação ligada a Al Qaeda assumindo a responsabilidade, e dizendo que não tinha nenhuma  pena de ver civis europeus tão bem estraçalhados quanto civis asiáticos. Al Qaeda vocês se lembram, é a organização do Osama bin Laden, a que derrubou as torres gêmeas nos Estados Unidos.
                                               Daí imagino que metade de vocês está querendo comer Osama Bin Laden e a Al Qaeda por uma perna, porque gente legitimamente branca, ancorada na velha e boa Europa, aquela que gerou a maioria de nós, sofreu na pele um ATENTADO – meu braço aqui está doendo o suficiente para eu saber que braços e outras coisas quebradas doem muito – imaginem gente estraçalhada como explosivos estraçalham, gente que fica sem uma perna e meia barriga, ou gente que perde meio rosto e meia cabeça, como vi muito bem como ficam pessoas explodidas numas fotos realistas que estavam expostas em Porto Alegre, lá no Terceiro Fórum Social Mundial. Isto sem contar as crianças, pequenas vítimas inocentes da loucura de adultos loucos, com as barrigas abertas como couve-flores vermelhas e outras coisas horripilantes.
                                               E daí uma coisa assim acontece na velha e boa Europa que nos “descobriu” (A América já estava “descoberta” há pelo menos 12.000 anos!), e a maior parte do nosso público se horroriza: como? Na Europa? Lá não pode! Lá é o berço da civilização! – e por aí vai. Esquecem-se, claro, que há diversas civilizações, e que a da Europa é apenas uma delas. Mas os europeus podem sair por aí na cola do Louco Bush, invadindo países que têm petróleo e explodindo gente a granel, sem que a gente ache que está errado. Não está errado uma ova! Gente explodida na Ásia e gente explodida na Europa é a mesmíssima coisa. E veja bem quantos países europeus estão ajudando a explodir gente na Ásia: Inglaterra, Itália, Estônia, Polônia, Dinamarca, Hungria, uma Espanha com um louco Aznar que decerto agora não sabe onde enfiar a cara, e até o nosso antepassado Portugal, coisa que nunca nem quis acreditar direito! Pois é, estão lá os europeus a fazer as barbaridades sem pensar que elas acabarão vindo parar dentro de casa. Já começou. E decerto ainda vai piorar. Europeu também pode explodir. Exatamente como asiático explode. É a mesma coisa.           
                                   E o mundo ocidental se horroriza com o que aconteceu na Europa. Mas por que não se horroriza quando acontece nos outros continentes?

                                               Blumenau 12 de março de 2004.


                                               Urda Alice Klueger

MAIS DOIS FILMES BRASILEIROS EM BERLIM

Rui Martins

Quase na última hora, surgiram mais dois filmes brasileiros no 65. Festival Internacional  de Cinema de BerlimBeira-Mar, de Felipe Matzembacher e Márcio Reolon; e Brasil S/A, de Marcelo Pedroso. Ambos participarão da mostra paralela Forum, onde há 43 filmes.
Embora o Brasil tenha um filme na competição internacional de curtas metragens (Mar de Fogo de Joel Pizzini – http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/festival-de-berlim-cade-o-brasil/747386/), o cinema português ficou fora de todas competições, mas participa também da mostra Forum com um filme documentário de Joaquim Pinto, premiado há dois anos em Locarno, com Nuno Leonel, sobre a pesca nos Açores – Rabo de Peixe.
Beira-Mar estréia em Berlim
Beira-Mar é uma das principais promessas da novíssima geração do cinema gaúcho: os diretores são Filipe Matzembacher, 27 anos, e Márcio Reolon, 30 anos, da Avante, produtora atuante tanto na produção de filmes quanto na realização de mostras e debates (os festivais Close e Diálogo de Cinema, por exemplo). Eles contam, em seu primeiro longa, a história de dois jovens (Mateus Almada e Maurício José Barcellos) que passam um fim-de-semana na frente da praia em pleno inverno, para resolver problemas de família, e acabam ficando numa casa envidraçada à beira de um mar frio e revolto. Ali, deparam-se com situações e decisões muito mais maduras do que esperavam encontrar. O filme segue na linha de pesquisa dos realizadores – o cinema jovem e de temática. Foi rodado em julho passado nas cidades de Capão da Canoa, Osório e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Sobre a escolha da locação, os diretores complementam: “Outro importante ponto para nós, enquanto realizadores, foi desenvolver uma narrativa que explorasse um lado do Brasil quase nunca abordado, distante do imaginário global sobre o país. Uma região fria, com pessoas mais apáticas e ambientes urbanos mais desertos. A revelação de um outro lado da diversidade nacional foi muito importante para nós.”
Brasil S/A  sem diálogos
Brasil S/A  com o título de Sonho Brasileiro, em inglês, é o primeiro longa metragem do cineasta pernambucano Marcelo Pedroso, de 35 anos, formado em jornalismo. O filme Brasil S.A. ganhou como o melhor longa, no Festival de Brasília e ainda levou outros prêmios, como roteiro, som e trilha sonora.
O filme conta, sem nenhum diálogo mas apenas sons, como um ex-cortador de cana fica sem emprego com a chegada das máquinas e migra para a cidade. O filme começa com a chegada de tratores e cortadoras, vindos da China, que desembarcam no porto e assinalam a fase do desenvolvimento tecnológico e do capitalismo predador contemporâneo, devastando a paisagem e criando a cidade.
O cineasta Marcelo Pedroso é filho de professores dos quais recebeu uma boa  formação política, tendo diversos engajamentos sociais, desde o diretório acadêmico na Universidade Federal de Pernambuco. Seu filme se inspira do ocorrido no Brasil nos últimos tempos.
Pescadores nos Açores
Rabo de Peixe , filme documentário dos realizadores portugueses  Joaquim Pinto, 66 anos, e Nuno Leonel, 45 anos, trata de pescadores dos Açores.
Joaquim Pinto recebeu o Premio Especial do Júri, do Festival de Locarno, em 2013, com o filme E Agora? Lembra-me.
Rabo de Peixe pergunta até quando se conseguirá proteger as águas dos Açores? Foi filmado na Ilha de São Miguel, Açores, onde a população sofre, involuntariamente, os efeitos devastadores da quebra de pescado no Oceano Atlântico.
Pedro, a personagem central do documentário, encontra-se no centro desse dilema. Protagonista de uma atividade duríssima, a pesca do espadarte, ele insiste em continuar contra ventos e marés. O filme vai ao encontro do homem e da sua família, num ciclo completo.

<b>Rui Martins</b>, correspondente em Genebra, estará do 5 ao 15 em Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

Oriente e Ocidente – uma só via..

 .


No Ocidente, o Cristo afirmou:
"A Verdade vos libertará".
Um cristão pensador e psicólogo ponderou:
"O homem deve morrer à vida irreal, antes de nascer à vida real" (William James)
O medieval Tomás cantou:
"A Luz, sim! O fogo do amor é a fonte da Luz, pois pelo incêndio do amor chegamos ao conhecimento da Verdade."
Maritain completa:
"A Luz própria da contemplação infusa é o ardor do amor que arde na noite".
E o Oriente, com o Budismo, manda abismar-se na contemplação interior da sabedoria.
Luz de Tagore e dos místicos hindus.
Luz do Oriente e do Ocidente - não te apagues.
A mesma Luz.
O mesmo além.
O mesmo aquém.
A mesma trilha.
Afirmando a matéria sem negar o Espírito.

Terminando, Zen diria:
"Pelo trabalho, compreendendo por trabalho a realização ativa e concreta do amor"
Ah, as fronteiras do mundo - acabaram...


Germano Machado

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