jeudi 15 janvier 2015

Ponto e Vírgula

Olá, amigos! 
            Hoje, ao meio dia, no Ponto & Vírgula,  na TVRP,  ou pelo site http://tvrp.com.br/home/
uma entrevista bem especial com Prof. Dr. Odilon Iannetta, médico especialista em endocrinologia ginecológica e climatério.
            Dr. Odilon Iannetta, um dos médicos mais premiados, idealizou, criou e fundou em 1979, o Primeiro Serviço Público Multidisciplinar do Climatério do mundo, em Ribeirão Preto. Recentemente foi empossado na cadeira 36 da ABRASCI.
            Imperdível!
            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

            PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Entrevista com Anete de Fátima Berardo Sabioni) poderão ver clicando aqui...  https://www.youtube.com/watch?v=REPWrIhkX-8

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Reprises do Ponto & Vírgula:
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30
E horários alternativos.




Irene Coimbra 
Produtora e Editora - Programa e Revista Ponto & Vírgula


Que tal um cafezinho?



Autor: Donald Malchitzky

         Cercada de reportagens sobre as tristezas da humanidade - milhões de crianças famintas no Iêmen, conflitos religiosos na Índia, viciados em heroína em Cabul que viraram atração turística – uma notícia de Nápoles, na Itália dá um alento de civilidade, de sopro de esperança pela solidariedade: fala do “café suspenso”.
         Não é tão novidade assim, mas uma revitalização de um costume surgido na cidade durante a Segunda Guerra Mundial, em que a carência deu origem a um ato de solidariedade anônima: ao tomar um café na cafeteria – “Uma desculpa para bater papo e contar histórias”, segundo um frequentador atual – a pessoa que tivesse condições deixava outro pago para quem não tivesse como pagá-lo. Em tempos bicudos para a economia italiana, o costume voltou.
Divulgada boca a boca, possivelmente em muitos intervalos para cafezinho,  e pela Internet, a ideia passou a ser usada em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, e não só para café, mas também para pizzas, sanduíches e até livros.
Em tempos de egoísmo glorificado como chave do sucesso – ao menos esse é o resumo de muitos livros de formação de executivos – ações simples assim parecem fadadas ao fracasso, mas esta funcionou. Parece que o segredo está justamente na simplicidade em tocar o coração de quem tem um pouco para compartilhar. Talvez o próprio anonimato, uma vez que quem recebe nunca saberá quem foi o doador, também seja um fator decisivo, pois todos estamos cansados da caridade de sorrisos forçados para aparecer em fotografias que pululam na mídia. Nesse contexto, um suspiro de caridade desinteressada ajuda a desopilar a alma e o cérebro.
Pizzas distribuídas aos pobres, livros à disposição de leitores ávidos e sem dinheiro, sanduíches para quem está com fome ou simplesmente com vontade de comer com prazer, um cafezinho em bom ambiente, com direito a encostar-se ao balcão, puxar conversa ou ficar por ali, ouvindo os papos mais diversos e as teorias de salvação do mundo, pois é nesses ambientes que elas florescem, tudo ao alcance, dependendo apenas de um pedido, pois o principal já foi feito: resgatar as centelhas de bondade que ainda carregamos dentro de nós, apesar de tudo.
Vai um cafezinho?

                            13.01.2015

O BALLET DE CUBA E ALICIA ALONSO



Autoria: Adair Dittrich

Chegar em Havana numa quente e ensolarada tarde de verão e deslizar suavemente por imensa avenida arborizada que se estende desde o aeroporto até que se vislumbre o deslumbrante mar de infinitas cores era um sonho sonhado desde a minha adolescência aventureira.
Um mundo de cores ali, agora, ao meu alcance, o mesmo mundo que encantou espanhóis e outros povos depois que da ilha de Cuba não queriam mais sair.
E lá estava eu, boquiaberta ainda e esquecida da estafa pela longa jornada desde a minha casa até o local de frente ao mar onde ficamos.
Não se pode dizer ter conhecido Havana em tão curto espaço de tempo. Mas foi uma entrega total desde as primeiras horas para tudo observar, tudo ver, tudo ouvir e tudo sentir.
E, no meu mais recôndito eu havia algo a mais, um ponto máximo, um ponto clássico, um espetáculo que não poderia deixar de ser visto: uma apresentação do Ballet Nacional de Cuba. O magnífico Ballet de Cuba, mostrado, divulgado e que ficou no mundo conhecido através da arte inigualável da legendária bailarina cubana Alicia Alonso.
Ainda estou em êxtase quando lembro que tive a grande chance de ter podido ver a grande dama do balé mundial sendo aplaudida em pé e ovacionada ao aparecer em seu camarote sorrindo do alto de seus noventa e dois anos.
Alicia Alonso é a diretora geral do Ballet Nacional de Cuba e diariamente ela lá está dando lições, desenvolvendo coreografias, instruindo bailarinos.
Cega desde os setenta anos de idade não se entregou a essa deficiência e presente está em cada momento, em cada ensaio, percebendo com sua sensibilidade artística qualquer passo em falso, qualquer deslize, qualquer erro, apenas pelo som dos pés dos bailarinos nos palcos e nos tablados.
 A apresentação que assistimos foi “Gala Amistad Cuba-China”, uma função especial do Ballet Nacional de Cuba com os primeiros bailarinos do Ballet Nacional da China.
E os bailarinos no palco eram como aves e como nuvens no espaço dançando ao som de selecionados excertos de célebres peças do Balé Clássico como Cenas de Giselle, Pax-de-deux de Esmeralda, Duo de amor de Espártaco e de O Corsário. E não poderia faltar o clássico Dom Quixote para encerrar o espetáculo de gala.
E, ao final, ela, a legendária vem à boca de cena, ladeada pelos bailarinos, para o coreográfico agradecimento. Uma das cenas mais emocionantes foi ver Alicia Alonso fazer aquele gesto no palco, quase genuflexa frente ao público que não cessava de ovacioná-la em pé!
Impressão de que o Teatro Nacional de Cuba quase viria abaixo com a torrente de aplausos, que duraram mais de dez minutos, enquanto lágrimas de emoção lavavam meu rosto e saí de lá em silêncio, gratificada por ter visto e aplaudido a magnífica bailarina e coreógrafa Alicia Alonso.

                                   Dezembro de 2014.
                       


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