lundi 7 septembre 2015

PORTAS E JANELAS DA ALMA




Raphael Reys

Paulo o apóstolo tardio, orientava aos seus dizendo que;
todas as coisas lhe são lícitas, entretanto advertia que, nem todas as coisas lhe convêm.
Sidarta Gautama tratava o corpo de A Cidade de Nove Portas. Instruía aos seus discípulos, a tratá-la pelo exercício da compaixão.
Os cristãos ensinam o trato do corpo e seus atributos, com o exercício da compreensão. São Tomaz de Aquino, com os exercícios espirituais.
O Carro de Osíris, um veículo conduzido pelo homem que segura às rédeas e usando o seu livre arbítrio, guiam os dois animais tracionados.
Um dócil, e o outro feroz, atávico.
Cada um tentando puxar o veículo para um rumo diferente, conforme a tendência de cada ser em si.
No campo da vida o corpo é o carro de combate, conduzido por um iniciado que luta contra os seus inimigos figurativos.
Uma personificação dos seus gostos e aversões e os seus males interiores. Batalha guiada pela Inteligência Suprema, quem na verdade é o verdadeiro condutor do veículo.
O espírito que o habita é puro, porém a matéria e a alma são opacas. A opacidade turva os sentidos, daí a nossa confusão ao buscar discernir. Quem vê, não vê claramente, pois não vê o real.
A carne é passional, daí a nossa sensação ser epidérmica. Os nossos sentidos busca nos corpos as formas. Tenta contemplar a esfera, a personificação da perfeição divina.
O corpo que busca penetrar outro corpo é o passivo. O ativo é o que propicia a condição e os atributos. É uma armadilha dos pares contrários.
O autor, quase sempre é a vítima.
O corpo é a plataforma de desembarque do espírito. É a sua morada temporária, o palco Dantesco, platônico, onde a alma, o ator, executa a sua tarefa. O diretor é o consciente objetivo, e o autor o inconsciente.
É o auto da evolução, onde corpo e alma vivem as tragédias e as comédias.
A alma e o corpo são atributos de Deus.
Embora diferentes em natureza, o corporativo se ajusta às finalidades da alma. O homem pode ser definido então como pensamento e expansão.
Como função, a alma está sempre formando a personalidade e o caráter, desenvolvendo uma estrutura imaterial e construindo uma filosofia instrumental.
A alma vitaliza o físico, e no seu âmago tudo se procede. Ela forma o seu peso ou lastro, construído pelas experiências bipolares vivenciadas, assim faz com a força dos seus pensamentos.
As experiências da vida testam a nossa fortaleza moral.
A diferença entre um e outro ser humano é apenas o grau de vontade de cada um, em escutar e reconhecer os ditames da sua alma, objeto da evolução.
Embora imaterial onipresente e eterna, ela se manifesta em milhares de expressões, ora uma ora outra roupagem diferente para vestir a essência do mesmo espírito; provindo de Deus, e do qual elas são veículos.
O palco de manifestações do espectro será sempre o objetivo! Por tanto um cenário de ilusões, onde atores, com roupagens coloridas, apresentam o auto da evolução.
As tendências da alma, assim como o seu grau de sensibilidade ,são frutos da compreensão adquirida através dose ensaios de vida. O livre arbítrio é a rédea que nos liga ao veículo (o corpo físico).

A vontade desenvolvida por força dos hábitos construtivos guiará os instintos, a força atávica tracionada ao carro, que é um instrumento para expressar a vontade divina.

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