mercredi 1 juillet 2015

COISAS DO MEU SERTÃO

Por Antonio Marcos Bandeira

DAS COISA DO MEU SERTÃO
EU ME ALEMBRO UM BUCADO
DO ARPENDE DO MEU GADO
EU ME ALEMBRO E CHORO
E A SÃO JOSÉ IMPRORO
QUE A CHUVA NUM ADEMORE
QUE O SERTANEJO NUM CHORE
APOIS NUNCA INSQUEÇO NÃO
DAS COISA DO MEU SERTÃO

DAS COISA DO MEU SERTÃO
ME ALEMBRO TODO DIA
DOS GARROTE QUE GIMIA
QUONDE O EU ABOIAVA
E AS CABRA QUE BERRAVA
DAS DISBUIA DE FEIJÃO
ME ALEMBRO DO ROÇADO
DOS JIRUMUM AJUNTADO
PRAS FESTA DE APARTAÇÃO
DAS COISA DO MEU SERTÃO

DAS COISA DO MEU SERTÃO
ME ALEMBRO DOS PAPANGU
BUMBA MEU BOI NO PAJEÚ
CORDELNO CEARÁ
CANTORIA EM QUIXADÁ
EU ME ALEMBRO DA FÉ
DO POVO DE CANINDÉ
PROMESSA, REZA E ORAÇÃO
EU ME ALEMBRO DEMAIS
DAS COISA DO MEU SERTÃO

ME ALEMBRO DOS BEBUM
DOS MEU AMIGO DAS FÊRA
DAS FESTA DA PADRUÊRA
DAS BRINCADÊRA DE MININO
DOS PINHÃO, PIQUININHO
ME ALEMBRO DAS FOFOQUÊRA
QUE FALUM DA VIDA ALÊA
DAS QUERMECE DE MADRUGADA
ME ALEMBRO DAS DIVESÃO
DAS COISA DO MEU SERTÃO

ME ALEMBRO DAS VAQUEJADA
DO MEU GRUPO ESCOLÁ
DONDE EU IA INSTUDÁ
APRENDÊ A TABUADA
A CARTILHA ERA INSTUDADA
DA PREFESSÔRA BUNITA
QUE COM O LAÇO DE FITA
EU FICAVA ERA INSPIANO
E DELA EU TAVA GOSTANO
DAS COISA DO MEU SERTÃO

ME ALEMBRO DE TANTA COISA
DAS COISA DO MEU SERTÃO
QUE A LÁGRIMA BANHA MEU ROSTO
AS VEIS ME DÁ É DISGOSTO
DE MORÁ NESSA CIDADE
O QUE MATA É SORDADE
DO JUAZÊRO FLURIDO
EU ME ADEITAVA INSQUICIDO
DO MUNDO, ROÇADO E ARGUDÃO
MORRO E NUNCA ME INSQUEÇO
DAS COISA DO MEU SERTÃO


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