jeudi 23 avril 2015

QUATRO DÉCADAS DE LUA MINGUANTE

Numa tarde de inverno rigoroso em 1910, na cidade de Chicago - USA, o doutor James Bryan Herrick (1861 – 1954) recebeu, em seu consultório, um jovem negro proveniente de Granada, ilha do Caribe, que reclamava de dores por todo o corpo. Ao examiná-lo, o doutor Herrick observou que, além da palidez, o jovem tinha muita icterícia e prováveis lesões ósseas no fêmur e bacia, fato que limitava o seu caminhar. Não era a primeira vez que o doutor observava esse tipo de doença em pessoas negras. Desta vez, ele mesmo retirou um pouco do sangue do jovem negro e pôs-se a analisar em seu microscópio. Qual foi sua surpresa, um terço dos glóbulos vermelhos do seu paciente tinha a forma de lua minguante. Para explicar melhor essas alterações aos seus colegas, o Dr. Herrick utilizou-se da comparação com uma ferramenta muito comum da época. Daí surgiu a expressão “anemia das células em forma de foice” ou “anemia falciforme”.
Passaram mais de cem anos, até que se ouvisse falar dos primeiros casos de cura.
No livro o autor narra toda sua trajetória inspirado pela literatura e as músicas das bandas de rock dos anos 80. Enfim teve sua vida transformada através da técnica de transplante de medula óssea.
Fã da Legião Urbana e de Renato Russo, a frase que sempre o inspirou diz: “ Quem acredita sempre alcança”


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