mercredi 4 février 2015

Um astro....

                                  

Um astro outrora insensato,
Rebrilhava brandamente rebelde
Nos recantos do tempo, em todos
Os céus que se propuseram a contê-lo,
Um corpo tão estelar quanto qualquer
Desejo guardado no peito, agora sim já
A fulgurar com maior poder, alquebrava
As sombras ao longo do caminho,
Provendo-nos de reconforto mesmo
Enquanto paixões fazem soar clamores
E inquietudes mui capazes de mover os ares
Ao derredor, contudo, iluminuras que ao mal
Provimento da sombra logo mais oprimiam,
A mim se voltavam com fins de restauração,
Eu que, caminhante neste mundo de perenes
E humanas oscilações, fiz-me guiar por um astro
Que a tanto simplificando, livrou-me do estigma
De evocar memórias ao pendor de uma tristeza
Qualquer...!!!


José Roberto Abib – Capivari, 14/01/2015

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