jeudi 18 septembre 2014

Um dia qualquer



Raimundo Sales Freire

O sol entrou pela fresta da casa e ele acordou; lá de fora vinha o barulho forte do vento contra as árvores e da cozinha o cheio do café. Depois de uma boa espreguiçada ele se levantou e saiu do quarto. O céu estava azul sem nenhuma nuvem; o sol brilhava intensamente, os galhos das árvores dançavam conduzidos pelos ventos e as galinhas andavam de um lado para o outro no quintal comendo os grãos que sua mãe lhes atirava. Depois de uma rápida conversa com a mãe, ele se sentou à mesa e comeu o delicioso cuscuz de arroz com café e leite. Saboreou cada bocado e quando estava satisfeito se levantou, pegou a baladeira[1][1] e foi para a casa do seu melhor amigo. Faziam aquilo todo dia – passarinhar era divertido (apesar de nunca ter matado nenhuma ave) e possibilitava caminhar pela mata naquela sombra fresca, colher castanhas de caju (que depois eram devidamente assadas ou então usadas para brincar, já que nem todos possuíam petecas), comer mangas, goiabas e correr um pouco. Ah, como aquilo era bom…
Quando o sol já estava subindo ele deixou a floresta com seu amigo e voltou para casa. Não havia televisão ou nada que se pudesse fazer. A esta hora suas irmãs e sua mãe estavam cuidando da casa e ele, como só tinha sete anos, não fazia nada – por isso pegou seus livrinhos e foi para sua pituruna[2][2]. Lá, se sentou em seu galho, que por obra da natureza permitia que se escorasse como em uma cadeira e começou a ler aquelas fábulas infantis enquanto sentia o doce aromas das flores e ouvia o som das pipiras[3][3].
A hora do almoço passou e ele, junto com sua mãe e suas irmãs, foi para o local onde ficavam os cocos, a uns quarenta e cinco minutos de caminhada. Era em cima de uma serra, onde havia várias palmeiras e ali o vento era muito forte, mas era tão boa a sensação de liberdade que ele proporcionava… Todos se sentaram com seus machados em volta dos cocos e começaram a quebrá-los. Ele quebrava apenas por diversão, sua mãe não o obrigava, mas era tão bom estar junto de suas irmãs; durante todo o tempo, riam. Às duas e meia, quando terminavam, ele havia conseguido quebrar apenas um litro[4][4], suas irmãs conseguiam cerca de dez. Aqueles cocos seriam torrados, pisados e tirado o óleo, aquele óleo seria usado na cozinha e para a fabricação de sabão, um processo chatinho para um menino de sete anos, tinha que misturar a potassa com água e depois com o óleo e então mexer, mexer, mexer… até dar o ponto e então era colocado em uma bacia…
A família chegou em casa pouco mais que três horas e depois de um bom banho eles lancharam e então o resto do dia era de brincadeira. No final de semana seu pai viria e então ele o carregaria na garupa da bicicleta… A vida não podia ser melhor!

                                   Imperatriz, 16 de setembro de 2014.




[1][1] Estilingue
[2][2] Árvore, nome cientifico: Cenostigma tocantinum Ducke.
[3][3] Pássaros, também conhecidos como sanhaços.
[4][4] Quando se quebra o coco babaçu, se extrai as sementes – ou bagues como são conhecidos na região – se deposita em um litro, muitas mulheres no interior vendem, o valor de cada litro é inferior a R$ 1 real.

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa J.CLAUVER convida para o lançamento do seu livro "Anteontem"


Amostra de flores e danças típicas holandesas na Expoflora/Holambra; A Poeta de Hoje; O palco nos une e... surpresa! no "Ponto & Vírgula"

Olá, amigos!  
            Hoje ao meio dia, no “Ponto & Vírgula” da TVRP, Canal 9 da Net, ou pelo site http://tvrp.com.br/home/ e sexta-feira às 20h na TV MAIS RIBEIRÃO, Canal 22,  ou pelo site http://www.canal20.com.br/ teremos:
1º. Bloco

             Recadinhos!
            A Poeta de Hoje – Ely Vieitez Lisboa – Poema: “Diante de um mote de Santa Tereza de Jesus” 
            O palco nos une – Um projeto de Teatro por Ribeirão em Cena com Gilson Filho
             
2º Bloco
            Amostra de flores e danças típicas holandesas na Expoflora/Holambra
            E, para finalizar,  uma surpresa!!!

            Imperdível!
            Espero vocês!
            Um abraço.
            Irene

PS:  Os que não tiveram a oportunidade de ver o programa anterior  (Amostra do lançamento da Coleção Infantil “Curta suas Células” na FUNPEC; bate-papo com Domitilla Beltrame, Presidente Nacional da União Brasileira de Trovadores e Dr. Carlos Roberto Ferriani sobre o lançamento de seu livro Rimas.com.cr poderão ver clicando aqui  https://www.youtube.com/watch?v=TBxaLHqNHyw

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Reprises do Ponto & Vírgula:

TVRP – Canal 9 - Net
Sexta-feira:  22h30
Sábado: 16h30
Domingo:  17h30
Quarta-feira: 23h30

TV MAIS RIBEIRÃO – Canal 22 – Net
Segunda-feira: 11h

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