lundi 19 mai 2014

Segredos do amor.....


Desdobrar, do amor, os primeiros segredos, e a seguir,
Também os demais,
Não há tempo para esperas, alguma possível demora,
Nunca mais veremos se prolongar,
Ansiosos, nossos peitos esperam, algo há a ser respondido
Enquanto vemos as horas passar,
Caminhemos, há tempo e espaço a serem sentidos,
E também, ao longo destas tantas estradas, há amáveis
Segredos que a vida revelará,
Qual se fossemos, pelo destino escolhidos,
Belos momentos incidem nas almas que buscam
Respostas mesmo enquanto um pouco mais inquietas,
Precisamos vibrar em vários sentidos, buscar direções,
Estarmos sempre atentos ao que nos oferecem os ensejos
De amor, que do tempo, abrem mão, claro está,
Para o afeto não há mapas ou horas contadas,
Tudo se dá ao variado sabor dos instantes em pleno
Andamento,
Talvez pareçam portas abertas, vias que libertam o fluir
Sentimental,
Enfim, Deus aos corações conhecendo, sabe quem ainda
Se põe a sonhar,
Destes apelos e sentimentos não vindo a Se esquecer,
Faz com que alcancemos, dos primeiros aos últimos segredos,
Tudo aquilo a que o amor dará o tempo devido para então
Se revelar...!!!



José Roberto Abib – Capivari, 17/05/2014




DEPOIS DE AMANHÃ

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

Compreendeu que morrer era nunca mais estar com os amigos – lembrou-se de um conto de Gabriel Garcia Márquez.
Depois de amanhã?
Depois de amanhã.
Nunca mais veria aquela árvore ou escutaria o canto dos pássaros,
O futuro fora interrompido – era isso morrer?
Um presságio.
Restará algo?  Algum encantamento?
“Sou em grande parte, a mesma prosa que escrevo.”
(Fernando Pessoa, “Livro do Desassossego”)
“Como ele gosta de citar”, adverte um promotor interno,
Prosa poética?
Só dúvidas, e tudo agora é noite, nunca mais sentirá esses cheiros, como daquela tangerina, o sol da manhã na pele, ele, o papel e o lápis rompendo a aurora – é de outros tempos, dos últimos humanistas epistolares.
“É evidente a autopiedade”, reclama um anjo torto.
“É pessimista, triste”, reforça outro.
“Ele sempre espera o pior”,  insiste o primeiro anjo.
Outro – mais severo com os seus pares – afirma: “Mas sua geração nasceu no meio de escombros de uma guerra, de ruínas, de caos, de fragmentos (nunca da totalidade), de sonhos desfeitos, de desterros. E ainda assim, valoriza o que parece tão pequeno, e tem sempre o mar no seu coração”.

Indaga-se: quem ainda se interessa pela literatura? Pela verdadeira, orgânica, não por fama, prebendas, sonhos de glória.
A velhice é um massacre?
Só contempla magias, busca raivosa de dinheiro, drogas, ódios, fugas aparatos tecno-eletrônicos – assim, as pessoas acreditam que vão suportar o cotidiano (esta vida).
“Ele precisa de silêncio, longe do insensato mundo” – outra voz.
“Sente na pele o ocaso das utopias” – outro observador.
Monologa: monetarização de tudo, busca intensa de exposição – ser celebridade.
Máquina infernal de hierarquias, extorsões, carnificinas –, tudo erigido pela violência
.
“O severo moralista manifesta-se de novo”, ri outro anjo.
“Toda cabeça está doente, todo coração extenuado (...)
Vossa terra está desolada, vossas cidades queimadas” (Isaías, 1-5/7).
E depois de amanhã, acabarás.
E serás apenas pó e memória.
Apenas? É tanto.

Mas siga assim mesmo, sempre – até depois de amanhã.

Poema

Por Benilda Caldeira Rocha


V ai e-mail até Jacqueline e
A í diga-lhe que quero
R eceber  a Revista  prometida,
A inda que nela não esteja ainda.
L eva o meu agradecimento, meu carinho!

D iga-lhe também que
O sonho meu é passar para o

B rasileiro Negro, a sua Verdadeira História.
R AÇA  FORTE  e INTELIGENTE! Embora 
A Vida fez transparecer diferente.
S ai da Senzala sem eira e sem beira!
I gnorando suas novas pisadas.. Em Terras de quem?! 
L á vai o pobre do  NEGRO a  sujeitar-se  ao prato de comida!



T em fome,...Livre?!  Se não tem Alma... Tem estomago?!
E sperar cair do Céu?! Não! Vamos seguir...E Vai...
R astros de Pés Escravos Livres
R astros de Pés Livres Escravos.
A h!  Onde a diferença?!! Mas a

D iferença começará aparecer!
A noite é  uma criança! E a Criança?!

C om fome vai dormir?! Voltar?! Prosseguir?!
O h! Patrãozinho... Sô Eu...Deixa Eu ficar!!
P atrãozinho... Eu lavo toda a roupa e arrumo a casa

A  troco de num deixá o Folê gritá di fome dotô, por favor!

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