vendredi 14 mars 2014

ENCONTRO MARCADO COM O VARAL DO BRASIL NO 28ème SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE (2)








ENCONTRO MARCADO COM O VARAL DO BRASIL NO 28ème SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE






Mulher: olhar no coração



Somos temidas pela História

Promovidas pelo afeto da sutileza

Circulando a vitória

Transformando a frieza



Mulher, tua indenização

Esculpe o cenário da oportunidade

Detalhas a imaginação

Alinhavando a sanidade



Interages pelo tempo

Diagnosticando a evolução,

Qualificas o sentimento



Ampliando a relação

Fred Vargas á Genève


LIVRO: BABILÔNIA ENCANTADA


Babilônia Encantada

"O seu pai gostava de homens, o seu primeiro amor, uma linda menina que gostava de meninas, o seu amigo de infância cresceu e se tornou uma linda mulher, seu psicanalista de repente virou seu padrasto, mas como? Sua mãe hipocondríaca já estava morta, ah, claro, o seu pai era gay. O seu grande amor agora era seu amigo de infância, a linda mulher que não o correspondia, o lance era então ter uma relação sadomasoquista com a vizinha gostosona do andar de cima, até que graças a Marilyn Monroe surge o Elvis...
Trata-se de uma comédia com um 'Q' de ficção científica, em que um homem, o qual teve uma vida traumática por ser feio, nerd, esquizofrênico e, ainda, ter relações fraternais e familiares completamente inusitadas, decide fazer uma cirurgia plástica para ficar com o rosto igual ao do Elvis Presley, na tentativa de conquistar o seu grande amor. E com a herança do irmão, um líder religioso picareta, o sósia do Elvis fica milionário, mas sabemos que quando muda o exterior muita coisa interna muda de lugar.
No fim, imagine um esquizofrênico e traumatizado vivendo as relações mais novas desse novo tempo em que já vivemos? Imagine um mundo em que tudo é possível, mudar seu destino com a ponta dos dedos, escolher o seu sexo, decidir se terá pelos e se os tiver que cores terão, um mundo que a sexualidade não é tão tabu e que podemos mudar a cor dos olhos e até da pele, sem falar que podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo e decidir tudo quanto queremos ser, esse mundo fantástico existe, você já está nele agora: Babilônia Encantada. É o retrato do futuro que já vivemos e que será cada vez mais vivenciado por gerações que já nasceram.
 É um livro pra ser lido em uma noite de insônia, ou num dia ocioso de folga, ou até mesmo num dia de trabalho mais tranquilo. É minha intenção em colocar grande parte das pessoas para refletirem sobre si mesmas, sobre o mundo em que habitam e sobre o abre alas que estamos sendo para o novo mundo, tudo isso de forma muito bem humorada.


Hugo Dalmon,

- Autor do Blog Espaço Zero:
- Cronista na TV Rio Sul, regional Rede Globo:
riosulnet.globo.com/web/conteudo/7_293135.asp
- Autor do Romance BABILÔNIA ENCANTADA:


Crônica da Urda

REVIVENDO 3

(Para Eduardo Venera dos Santos Filho)

Foi um único dia, melhor, madrugada, em que, com mais pessoas, saímos para pular Carnaval num lugar chamado, creio “Clube Dr. Blumenau”.  Pelas minhas lembranças era 12 de fevereiro de 1972, e eu tinha 19 anos. Na verdade, o Carnaval não importava muito, e sequer entramos naquele salão. Ficamos no carro verdinho claro, ouvindo músicas como “Marie Jolie” e conversamos as mais diferentes coisas, enquanto lá dentro do clube lotado as pessoas dançavam e cantavam a música que fala de Arlequim e Colombina. Ao invés de Carnaval, naquela noite, o que nos aconteceu foi, pela vez primeira, ver espocar os mais maravilhosos fogos de artifício do mundo ouvindo o ruído de uma cachoeira.
E então a vida seguiu e tanto aconteceu, mas tanto, que eu quase já não lembrava algumas coisas de quando tinha 19 anos, mas andava inquieta, querendo redescobrir onde fora esse Clube Dr. Blumenau, que hoje já não existe mais. Então, neste feriado de Carnaval, encontrei uma pessoa muito velha daquele bairro, e pesquisei com ela, já que os mais jovens não têm lembrança de que um dia existiu um clube assim. E com toda a facilidade a pessoa essa pessoa mais velha me explicou:
- O Clube Dr. Blumenau? Era ali onde hoje é a escola!
Céus, bem onde hoje é a escola, uma escola cheia de vigilância, onde feroz guarda não deixa entrar nem um mosquito não autorizado, quanto mais uma mulher com um cachorro! Naquele lugar se cantou e se dançou no passado, e ali se podia ouvir “Marie Jolie” dentro de um carro parado, e a rua movimentada era uma estradinha sem calçamento, e grandiosos sentimentos avassaladores cabiam ali e coloriam a madrugada em cores que nunca se desvaneceram... então era ali, ali mesmo, no lugar da escola!
Dirigi o carro até ali, fiz a volta, parei do outro lado da rua, aspirei profundamente, tentando sentir se ali ainda estava uma molécula que fosse daquele ar lá do passado – e há, sim, os sinais estão ali, como aquela árvore que ficou no meio da rua enquanto o bairro crescia no seu entorno, e uma casarão rosa e outro amarelo ainda são daquele tempo – só o coração para trazer tais lembranças naquele espaço agora todo ocupado, que tem creche, igreja, e todo o tipo de construções modernas, inclusive um edifício alto e um banco. Inadvertidamente, por ali passei mil vezes sem descobrir que fora naquele lugar.
Então hoje, atenta àquele espaço que só vira uma única vez e no escuro da madrugada, pude sentir como vinham, em ondas, os sons do salão, que diziam de “Quanto riso, oh! Quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão! Arlequim está chorando pelo amor da Colombina”, e como estava de novo dentro daquele carro verdinho claro onde o universo inteiro cabia e ficava encantado com “Marie Jolie”, encantamento tão grande que já não cabia mais dentro de mim, de nós, a ponto de termos fugido dali para vermos o espocar colorido dos fogos de artifício que ainda nunca víramos!
Clube Dr. Blumenau, carnaval de 1972, começo de vida, de vidas, onde ficou tudo? As pessoas já nem lembram, mas dentro de mim as lembranças são tão fortes que aquela árvore no meio da rua e os dois casarões antigos tudo puderam trazer de volta como se o tempo não tivesse passado. E quase ninguém nem sabe mais que ali, um dia, se dançou e se pode ser tão feliz que nunca acabaria!
Assim é o amor.

Blumenau, 03 de março de 2014.

Urda Alice Klueger

Escritora, historiadora e doutora em Geografia pela UFPR.

MADALENA'S na ALEMANHA


QUARESMA


CONVITE PARA O ANIVERSÁRIO DE 112 ANOS DA CASA DA MEMÓRIA


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