lundi 13 janvier 2014

DICIONÁRIO ARRIMO 2 DE LÓLA PRATA

Conhecem o Dicionário de Rimas em 2ª edição? Está às ordens. 
48.000 rimas em 170 páginas 21cm x 21cm, ao preço de R$ 50,00, porte incluso. 
Anexo parecer do poeta Humberto Del Maestro.



DIVULGAÇÃO - REGULAMENTO PARTICIPAÇÃO - REVISTA CULTURAL LICUNGO

Caros Amigos ,

Envio em anexo o regulamento de participação na Revista Cultural Licungo. Estaremos a receber colaboração até ao dia 31 de Janeiro e será lançada no 4º Festival Internacional de Poesia "Grito de Mulher", a realizar-se nos dias 29 e 30 de Março em Lisboa.

um abraço fraterno,
Delmar Maia Gonçalves
(Presidente da Direcção)



LICUNGO
Revista Cultural
REGULAMENTO 2014

1.º O Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora decidiu lançar o regulamento para a Revista Cultural LICUNGO 2014, com o intuito de promover todos os seus membros associados.

2.º A participação na Revista Cultural LICUNGO, destina-se a todos os membros honorários e membros associados do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, que residam em qualquer país do Mundo e tenham a quota anual de 2014 no valor de 12€ actualizada ou que se inscrevam como novos membros associados.

3.º A Revista Cultural LICUNGO é coordenada pelo escritor Delmar Maia Gonçalves e pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, com o apoio da Associação Lusófona para o Desenvolvimento, Cultura e Integração. A selecção dos textos a editar é da responsabilidade da Comissão de Avaliação, constituída por 3 elementos do C.E.M.D.

4.º Para fazer parte da Revista Cultural LICUNGO, cada participante deverá enviar um poema , conto, ensaio ou crónica, com o máximo de 5 páginas (25 linhas – formato A5 - cada página). Também poderão participar com ilustração ou fotografia (impressão a preto). Cada candidato poderá participar com apenas 1 (um) trabalho de qualquer categoria e responderá perante a Lei por plágio, cópia indevida ou outro crime relacionado com direitos de autor.

5.º Cada autor que participe com categoria de poesia, conto, ensaio ou crónica deverá enviar uma pequena nota de apresentação (máximo 4 linhas) e respectiva fotografia, para publicação na revista. Os autores que participem com categoria ilustração ou fotografia deverão enviar o nome artístico, país e nome da obra.

6.º O tema é livre, cabendo no entanto à Comissão de Avaliação, considerar a pertinência da sua publicação. Todos os trabalhos inscritos serão submetidos à Comissão de Avaliação que, em tempo útil, informará o participante sobre a selecção, ou não, do(s) poema(s) ou conto(s)enviado(s). Os critérios de apreciação serão da responsabilidade da Comissão de Avaliação.

7.º Os textos deverão ser digitados em Word, corpo 12, Times New Roman, em língua portuguesa e deverão ser entregues em formato papel ou digital.

8.º As participações deverão ser enviadas para: Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, Rua do Cávado nº10, 2º Esq. - Rebelva - 2775-317  Parede – Portugal, ou através do endereço electrónico cemdiasp@gmail.com ou através de inscrição directa no site www.cemd.tk, até ao dia 31 de Janeiro de 2014, acompanhados da respectiva ficha de inscrição e comprovativo de pagamento da quota anual de 2014. Este regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis em: www.cemd.tk ou poderá obtê-lo enviando uma mensagem com a sua requisição para o endereço electrónico acima mencionado.

9.º Cada autor terá direito a receber 1 (um) exemplar da Revista Cultural LICUNGO gratuitamente.

10º A Revista Cultural Licungo terá um preço fixo de 10€ por exemplar. Os autores
que pretendam fazer encomendas superiores a 5 exemplares terão isenção nos custos de envio ou um desconto de 10%. As reservas poderão ser feitas antecipadamente através do email de contacto disponibilizado neste regulamento.

11.º No caso de existir receitas com a publicação da Revista Cultural LICUNGO, estas reverterão como donativo para outros projectos culturais organizados pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora.

12.º A Revista Cultural LICUNGO terá o formato A5, miolo papel C.B.C. de 80 gr.s a uma cor, capa a 4/0 cores de 260 grs. Também será publicada em formato digital em formato PDF. Será editada e publicada pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Será ainda feito o registo da obra através do Depósito Legal e inscrição no ISBN (International Standard Book Number).

13.º Os poemas seleccionados, depois da edição da Revista Cultural LICUNGO, poderão ser publicados noutras edições fora do âmbito do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora visto que o Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora não assume os direitos dos mesmos, entendendo que cada autor é inteiramente livre de publicar os seus poemas onde e quantas vezes o entender.

14.º O participante assume o compromisso de conhecer e cumprir este regulamento e aceitar as decisões adoptadas pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, entidade responsável pela coordenação e direcção da Revista Cultural LICUNGO. O não cumprimento deste regulamento implica a exclusão dos trabalhos na Revista Cultural LICUNGO.




Para mais informações:
Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora
Tel: 912107297

--
CEMD

Cìrculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora

VIDAS VIVIDAS

« Qui donc a dit que le dessin est l’écriture de la forme? La vérité est que l’art doit être l’écriture de la vie. »
                                                                                                          Edouard MANET

      Já conhecia Paris como turista. Sempre admirei seus pontos turísticos, exemplo, o magnífico Palácio de Versailles o mais luxuoso Palácio do mundo construído por Louis XIV. Fiquei fascinada pela galeria dos espelhos, os jardins a aldeia ofertada à Rainha Marie Antoinette, para seu lazer e distração.

            Mas não foi como turista, que em “Paris, cidade dos meus sonhos”, no ano de 2011, fui protagonista do meu maior momento como artista e escritora ao receber as mais altas comendas por serviços prestados as artes, as letras e a coletividade, foi fantástico nunca esquecerei a emoção de ter a companhia de minha família amigos queridos e o reconhecimento do meu trabalho aqui nessa cidade que é um dos maiores ícones da cultura mundial. Paris com sua luz, seus encantos que fascinam o universo feminino e tem a magnitude de colocar o artista em um pedestal, seja ele Parisiense, ou de outra nacionalidade. Amo essa cidade, suas luzes, seu povo e sua culinária, seus costumes e principalmente sua História e sua Arte.
Foi nesse clima de contos de fadas que em 21 de maio de 2011, ao lado do meu marido Manuel Ruy, que adentrei emocionada no Intercontinental Grand  Hotel  de Paris,  um verdadeiro palácio fundado em 1877, testemunho histórico de grandes nomes  de todo mundo foi nessa maravilhosa obra da arquitetura francesa, que recebi o diploma e a medalha de bronze pelos bons serviços prestado a Societé Académique Dé Éducation Et D´Encouragemente, na presença da presidente Jaqueline Vermere e seu Vice Presidente Jean Paul Bernis, precisamente das mãos da  Sra. Diva Pavesi, escritora, e embaixadora da cultura Brasil França membro integrante do conselho e administração da academia,  prêmio que muito honrou em receber na capital da Cultura Mundial.
 Hoje, Paris representa para mim uma segunda pátria por me dar essa dimensão de continuidade com relação ao universo cultural, estarei aqui em outros momentos mas não como turista e sim  com o objetivos direcionado  a cultura e a arte, afinal a arte e o que se respira na França esse país transmite uma áura de calma e inspiração.
            Sou uma artista que ama os impressionistas: Manet, Monet e Renoir, foi encantador conhecer a residência do Mestre Monet (1840- 1926) em Argenteuil ,seus jardins, sua fonte de inspiração, me transportei com toda minha imaginação, ao ano de 1899 onde o artista pintou as Nenúfares nos vários horários do dia, não posso definir minha emoção... foi um encantamento estar naquele mesmo lugar onde o mestre usava sua inspiração para pintar as Nympheas.
            Admiro muito Kandinsky, o inventor da arte abstrata, ele foi o primeiro a abandonar toda e qualquer referência à realidade reconhecível, adoro a precisão das linhas de Mondrian, um arquiteto da ordem e harmonia na arte de pintar.

            Sobre nossos artistas brasileiros, admiro muito Portinari, Ligia Clark, Carlos Vergara, Iberê Camargo.
            Gosto da luz natural, ao mesmo tempo no silêncio da noite fico imaginando traços cores e me pego quase em delírio, pincelando minhas emoções.
            Sou adepta da arte abstrata, que tem seu mais alto conteúdo na emoção, impulso e liberdade, afinal obras que não tem comprometimento com regras, libertam o autor para todos os seus desejos...
            Quando senti o significado de “arte”, atribuído a um simples pedaço de tronco  talhado obra (Frans Krajcberg) com o objetivo simbólico de eternizar-se como uma obra de arte,  percebi que qualquer coisa pode passar pela imaginação do artista, impulsionando o desejo de criar explorando e transformando através das cores e da luz. Experimentando a angustia e o prazer no momento da fruição. Sei também da importância absoluta no momento da criação que passa para o julgamento do expectador e este passa a ser cúmplice e responsável por desnudar a alma do artista.
            Já era formada em Licenciatura em Artes, quando mudei para o Leblon, resolvi fazer uma pós em Gestão e Produção Cultural na FGV, fiz parte da primeira turma desse curso, uma turma com excelentes profissionais nessa área.

 Temos colegas muito bem encaminhados na gestão e Produção Cultural, teria que citar todos os nomes...
 O trabalho de conclusão do curso foi sobre o Patrimônio Histórico, visando Arquitetura Eclética. Aprofundei-me na imigração e identidade cultural. Esse trabalho foi muito elogiado na Fundação Getulio Vargas.  Minha orientadora foi Bianca Freire Medeiros.   
Com o apoio do meu marido Manuel Ruy da Silva, que me permitiu realizar a grande homenagem que eu sempre sonhei em fazer à Família SEABRA.
Com a autorização da Sra. Ida C. Seabra Veiga e seu filho Antonio Paulo C. Seabra Veiga, editei o livro Edifício SEABRA, editada pelo Divine Edition/ Yvelinedition em Paris.

 O ponto culminante dessa viagem foi no dia 17/03/2011, dia do lançamento do meu livro, Edifício SEABRA, no Salão do Livro em Paris e no dia 21, no George V. nessa ocasião em Paris recebi um diploma e uma medalha de ouro pelos bons serviços prestados a arte, com uma solenidade fantástica para entrega desse prêmio, que ficou marcado como um intercâmbio cultural.
Esse livro foi um marco em minha vida.
Ao escolher o George V, que também era o hotel preferido do ilustríssimo Nelson SEABRA, o mais ilustre morador do prédio - palácio na Praia do Flamengo, 88, no Rio de Janeiro.
Nelson SEABRA, falecido em 2002, também adorava Paris.
Ele foi considerado o “brasileiro mais elegante” de Hollywood. 
Nelson Seabra era amigo de Greta Garbo, Grace Kelly, Odile Rubirosa,
Em Paris e no mundo ele tinha arte, glamour, savoir faire e savoir vivre.
Rainhas, Reis, Príncipes e Princesas, certamente ainda se lembram desse gentleman.
Traduzir, editar esse livro em francês, foi uma dupla homenagem: Homenagem ao grande humanista; low profile Nelson SEABRA, mas sobretudo promover  a Cidade Luz que ele tanto amava, e enfatizando a beleza dessa arquitetura eclética que ele tanto admirava.
Nelson SEABRA tinha duas magníficas cidades em seu coração: Paris e Rio de Janeiro.
O Livro Palais SEABRA é uma homenagem a imigração européia, identidade cultural e patrimônio histórico, que narra uma das mais belas historias dessa brilhante família.
A minha vida tem um começo e meio muito importante, mas sem duvida não posso negar que depois de meu primeiro encontro com Diva Pavesi, no Hotel George V, tudo começou a ser delineado, como minhas esculturas, meus textos, minha trajetória de escritora e de artista plástica e escultora.
Minha arte hoje tem um imenso valor, assim como tem minha família que amo e pretendo me dedicar aos meus textos em  minha trajetória de escritora, de artista plástica e escultora, com a felicidade de ter sido recebida com carinho por todos que encontrei quando minha estada em Paris
Hoje estou mais rica além dos preciosos amores: Minha família, tenho a minha arte, no Rio e em Paris.
Por essas e outras razões, tenho orgulho de contar para meus netos a história da mulher que se dedicou aos filhos, a família, mas que no momento certo soube transformar e utilizar a sorte do apoio familiar para estimulo nesse momento de projetar seu conhecimento com relação a criação e produção direcionada a arte.
Recebendo o reconhecimento do seu trabalho na Europa, precisamente em Paris cidade que representa um elo forte na cultura mundial.
 Meus entes queridos sabem que sou uma mulher; que sempre estimulou seus filhos para procurar a paz, amor e o sucesso.
Sempre coloquei o amor, a dignidade, os estudo e a cultura como pano de fundo de uma vida serena e completa.
 Toda minha infância, adolescência e fase adulta não me fez esquecer e constatar que somos protagonistas de nossa história, que devemos com pinceladas criar o colorido ideal que só a vida vivida pode proporcionar.


Eu Maria Araujo, autorizo a tradução do texto em português “Vidas Vividas” de minha autoria e responsabilidade, para tradução do idioma Francês.




Biografia:
Maria Araujo, artista plástica, escritora, natural da cidade de Natal, casada, mãe de três filhos, cinco netos, paixões de sua vida.
Formada em Licenciatura Plena para o Ensino da Arte pela UNIBENNETT e pós-graduada em Gestão e Produção Cultural na Fundação Getulio Vargas.
Lançou em 2011, no Salão do Livro de Paris,o livro intitulado Edifício SEABRA, Patrimônio Histórico Imigração Européia e Identidade Cultural recebendo as altas insígnias da Academie du Mérite et Dévoument Français, com a Medalha de Ouro, pelos relevantes serviços prestados às Artes e Cultura .
Recebeu a Medalha de Prata Senado Francês da Société Académique des Arts Sciences Lettres, coroada pela Academia Francesa
 2011- Participou com Obras, na Exposição no salão no Palácio Itamaraty
2012- Participou da Exposição em Paris
2013- Participou da Exposição no salão Antonio Bernis- embaixada da Argentina

Colunista do Jornal Sem Fronteiras

LAUREADOS MADALENA'S 2014 DURANTE O SALÃO DO LIVRO DE GENEBRA!


LIVRO FRATURA EXPOSTA DE MARIA EMILIA ALGEBAILE




PREFÁCIO

                Nosso bravo Carlos Drummond de Andrade dizia que “lutar com palavras é a  luta mais vã”, fato que o nosso combate diário entre o que pretendemos dizer e o que dizemos parece comprovar. Quem luta com palavras tem que aprender a sofrer, pois a universalidade da língua e seu analitismo não permitem que nossas experiências individuais e impressões sintéticas sejam por ela expressas. Daí ser da consciência do poeta o tormento do ideal, de que falava Antero de Quental:
                               Conheci a beleza que não morre
                               E fiquei triste...
Tristeza essa que vem da certeza, apesar de uma beleza ideal conhecida, de não tê-la expresso de forma completa. Essa também é a luta de Maria Emília Algebaile, como poeta que é. Suas lembranças, seus sentimentos, suas experiências de vida, transformados em lirismo, que nos encanta, faz-nos supor o quanto ainda está por ser dito, mas, como dizia o poeta argentino Atahualpa Yupanqui, “os caminhos se fazem ao andar” e Maria Emília está caminhando, seus caminhos se estão formando e, prazerosamente, caminhamos com ela.
                Fratura Exposta é um livro corajoso – como o título faz crer -, escrito por alguém que se expõe fraturada, não quebrada, mas dividida, como a própria divisão do livro mostra. Tais fraturas são marcas do vivido, não frutos de tragédias, mas sinais deixados na alma do poeta, sinais que ela compartilha de forma cidadã com seus leitores, na sã consciência de que as fraturas compõem uma vida poética. Experiências não se transmitem, mas a contemplação poética delas, sim. Abramos as páginas deste livro de poemas na certeza de que o poeta está nos transmitindo algo cuja contemplação nos enriquece, procuremos recriar em nós mesmos as sensações aludidas e fecharemos a última página maiores do que quando começamos.
                Nossos agradecimentos de leitores a Maria Emília, por nos permitir caminhar a seu lado.

                                                                                       Agostinho Dias Carneiro





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