mardi 11 novembre 2014

O LIVRO ESTENDIDO NO CHÃO

Um livro estendido no chão, todo esfacelado, vejo em um beco perto de um colégio e ponho-me a pensar de quem era e onde terminou.
O nosso governo tem feito o possível para diminuir as diferenças sociais, hoje os Colégios é quem perdem turmas por falta de alunos, pois eles não estão mais interessados em fazer um curso normal, encontram merendas fartas e esnobam a fila para não serem pobres, os que encaram a merenda, desperdiçam, jogam nos colegas, no chão, falam as piores agruras sobre a sagrada refeição, em que os pais deles muitas vezes não encontram tal oportunidade e até mesmo hoje, reza para ter uma janta parecida com a merenda do seu filho.
Os projetos estão aí para o auxílio dos adolescentes, mas em sua curta existência, taxa-o de ruim por ser público, desprezando o seu patrimônio 

educacional e de sua comunidade, hostilizando os funcionários em educação, fazendo pouco de seus mestres, enfim, tudo o que ele deveria valorizar, faz justamente o contrário, pois o inconsciente coletivo adolescente, teima em imperar. Mas futuramente tudo isso será cobrado, pois como a vida é cíclica, sua posição de adolescente não ficará eternamente, bem como os seus genitores, e fora da redoma escolar, a vida ensinará, mas aí será tarde demais, pois esse material estendido no chão, que não tinha sido valorizado, certamente fará a diferença.



Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Organizador do Concurso Literário POESIAS SEM FRONTEIRAS

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