mardi 25 novembre 2014

ENCONTRO DAS ÁGUAS COM A LENDA




Distante das margens / Três cunhantãs / Cantam, riem, remam
Deslizam a montaria / Do azul-cinza de um lado / Para o outro de ocras águas
Das margens distante / Nas águas que correm / Lado a lado
Três cunhantãs / Cantam, riem e remam / Sobre o rio cinza-azulado
Noutro instante vai o casco / Do rio cinza-azulado / Ao outro de ocras águas
Num repente Tapajós / Amazonas noutro instante
Três cunhantãs riem e remam / No casco deslizante / Do azul-cinza ao ocre
Do ocre ao cinza-azulado
Mergulham cá boiam lá / Os botos que saltam e rodeiam
A montaria nas águas
Botos saltam, rodeiam / Três cunhantãs a brincar / Na manhã ensolarada
Cunhantãs provocam botos / Riem, cantam, gritam
Cheira pimenta malagueta rosa
Botos saltam e se agitam / Ao sentirem sobre as ondas
Odores de meninas-moças
Três cunhantãs assustadas / Com seus pressentimentos
Na montaria ligeira / Retornam às suas moradas
Quando o sol se esconder / Quando os lumes forem acesos
Quando a música se ouvir / Na festa do puxirum
Um deles virá a terra / Com sua roupa branca
E o inseparável chapéu / Que dizem encobrir segredo

Ousado jovem/ Dançarino encantador

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