jeudi 16 octobre 2014

TEMPO, MAR..

 .
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


(Ouvindo “O Trenzinho do Caipira, de Heitor Villa-Lobos, e letra de Ferreira Gullar,
e  “Zona de Promesas”” – Mercedes Sousa e Gustavo Cerati)
Para Letícia Arangue

Andando sobre tua luz e tua dor,
O Tempo infinitamente passou, e passará,
Depois passará novamente,
Além de ti,
Além do pó.

Restou o mar e a memória.
Náufragos sorridentes?
Estrelas?
Barcos afundam e voltam.
E lembras  Borges: a fama é uma forma de esquecimento.
Mas de ti algo ficará (para sempre).



(Salvador, outubro de 2014)

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