samedi 14 juin 2014

PANO



Desfaço o pano
(a nudez do corpo)
em linha enrolada
ao fuso (a ilusão da hora).

Desenlaço a corda como reinício
(a sofreguidão do beijo) e me vejo
recoberto (a condução do corpo)
no pano remanescente.

(Pedro Du Bois, inédito)

Texto do Mestre Márcio Almeida sobre meu livro Em Contos:

    "EM CONTOS" É A SUA VERSÃO NARRATIVA DE INTERPRETAR O MUNDO E NELA VOCÊ
SE EXPÕE COM UMA FORÇA EXPRESSIVA SURPREENDENTE, SOBRETUDO NESTE ANTOLÓGICO
"A MULHER DA CASA."
    VOCÊ TEM UMA SUTIL CAPACIDADE DE ESMIUÇAR O COTIDIANO HUMANO E DELE EXTRAIR A
DRAMATICIDADE SÔFREGA DE PESSOAS COMUNS QUE ENGENDRAM VIVÊNCIAS QUE AFETAM
AS DEMAIS PELA EXPERIÊNCIA COMUM. E VOCÊ FAZ ISSO COM SEGURANÇA. PARABÉNS.


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