mercredi 4 juin 2014

Bonito hein...



Quebra de protocolo, assim temos a polêmica geração Y, nascidos pós 1980 até meados de 1990. Revolucionando fortemente o modelo paternal – anteriores filhos das guerras e silêncio – baby boomers, são originalmente conectados e animados pela revolução digital e riquezas que cercaram seu nascimento. Afrontam naturalmente a ortodoxia da gravata. Formalidades éticas como respeito, assiduidade, pontualidade e planos de carreira com turnover sensato, são abolidos apitos – quase futebol americano – atrás de prioridades metrossexuais em meio ambiente e causas sociais. Os millennials, como também são conhecidos. Geração dos desejos mimados.

Somam atualmente 20% da população mundial, e dentro do capitalismo isto é nicho de mercado expressivo. Trazem consigo ambições rápidas e superficiais, alicerçados (construção terra brasilis) em seus sucessores – analfabetos funcionais pré-moldados – geração Z; esta não quer saber nem de onde veio ou pra onde vai. Querem estar conectados em tempo integral; no facebook, whatsapp, news smartphones e tablets... Seus heróis são criadores dum alfabeto pichações alienígena desconhecido, mas premiado culturalmente pela mensagem espiritual e ousadia nas alturas públicas; e se você não decifra, é porque ainda não está preparado ou merece.

Populistas políticos descobriram tais tendências pioneiramente, destronando os ditos illuminati, controladores da moda (padrões de consumo) e meios de comunicação anteriormente convencionais e do fluxo de caixa mundial. Derrotados pelo controle da ansiedade cultural, especialmente latina, explorando um vazio jeitinho pregação múltipla religiosa, entronizando laicismo (quase perdoando a maconha). Amparado em inovadores modelos de família homossexual e alegados resgates sociais disfarçados contra o racismo, que em verdade fomentam, depreciando negros pela esmola discriminatória das cotas. Forçam a barra para que deficientes frequentem aulas convencionais, negando aos mesmos o aparato técnico necessário, enlouquecendo professores. Esforçados em misericórdia e mal remunerados, são traídos retirando-lhes tempo e pedagogia dos alunos normais, não atendendo nem estes, tampouco os especiais. Agregando aprovação automática, emblemática audiência dum falso IDH. Concomitante seduzindo outdoor Black Friday, consumo eleitoral. Aliciados indoor desde dezesseis adolescentes anos, crentes agentes sociais.

Empresas conceituadas, atraídas na teia – não podendo vencer, una-se – anterior. Estabelecendo peculiares relações trabalhistas, onde “aqui o jovem é ouvido”, criando como sazonais liquidações de shopping: Short Friday, bem como horários (start) flexíveis e jornadas caseiras...
Diretores podcaster usam jeans e camiseta, etiqueta stand-up em bandejões, alegando necessária integração aos colaboradores Y. Afinal, estes não mais submetidos ao ultrajante disciplinado trabalho, querem visibilidade da vaidade substituta num molde profissional ao seu epicurismo fomento. Lamento os futuros pleitos trabalhistas? Controles de login e webcams farão prova jurídica? Belas imagens virtuais Geração Y. Onde você é bonito porque é respeitado, ou é respeitado porque é bonito?


José Carlos Paiva Bruno OABRJ 73304

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