mardi 17 juin 2014

Ainda me falas...


Ainda me falas das estultices do amor,
Não, como preferível, da abrangente nitidez
Contida no mesmo,
Irreparável poder com que vence distâncias,
Impedindo-nos de morrer a cada quando,
Suprindo quantos intempestivos vazios no enredo
Vemos despontar com inédita e ferina surpresa,
Pensa melhor meu bem, ousaste enquadrar-te
Na baça incompreensão sentimental,
Teus ideais viste apequenar, quase nada
Fazendo no decorrer destas horas passíveis
De enganosa fatalidade,
Há que se entender quão injurioso enredo
Demarcou os passos que a dor consigo reteve
Mesmo enquanto melhor pensávamos nos ares
Libertos do próximo amanhecer, luz acolhedora
Em lenitivo desdobrar por conta de nosso bem,
Talvez algo mude logo a seguir, mesmo que certa
Demora faça incrédula a ansiedade que vaga
Ao nosso derredor,
Os sentimentos de amor amadurecem ao longo
Do tempo, revitalizam quem bem os quer alma
Adentro, por isso penso anuláveis estes equívocos
Perpetrados ao sabor de certos descuidos e d’alguma
Incompreensão,
Muitos dentre tantos caminhos hão de ser claros
E bem percorridos, porque, no equador existencial,
O sol que em ricos sentidos rebrilha, é, em verdade,
O fulgor maior contido nos concêntricos meandros
Com que o amor a si mesmo sempre se busca, ainda
Que nuvens vagueiem num céu a que tanto nossos

Sonhos precisam chegar....!!!

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...