lundi 26 mai 2014

Chove um tanto....




Chovem silêncios ao meu derredor,
A escassa luz destes instantes me abarca
Numa silente envolvência que estende
Jactâncias por conta própria,
Enfim, há muito espaço a ser alcançado
Enquanto sentimentos e horas entre si
De fato agregados, se impõem graduações
Auto inseridas para melhor nos clarear
O verdadeiro caminho,
Mesmo que sintamos, frias nuvens
Nos lavam com o gélido albor a gotejar
Pressupostos e desafios sobre nós,
Embora, a priori sequer nos importem
Detalhes de pouca monta,
O que nos é necessário sentir mais uma vez,
Diria eu já de todo convicto a tal respeito:
É este luzir redentor tão propenso e cabível
Aos mais puros intentos de renovação,
Porque quando a verter sobre nossos passos
Os céus se puserem um gradual projetar
De esperanças, não teremos o silêncio ou até
A impiedade da solidão a absorver ou diluir
Os ideais que ao transir das eras, o amor,
De todo interativo mui bem nos legou sem
Quaisquer resquícios de hesitação...!!!




José Roberto Abib - Capivari, 22/05/2014


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