samedi 31 mai 2014

Abacate




Quebrando o silêncio da madrugada,
A colher trabalha agitada
A cozinha iluminada,
Ela acorda,  mesmo cansada,
Sem dormir a noite toda
Com sua saúde prejudicada...

Era um  medo de nunca ser lembrada...
Ela não imaginava
Que o abacate não era nada
Mas ao mesmo tempo
Dizia tudo...
Nessa música enrolada,
Com  a fruta machucada...
Ela   produzia   sons que   desenhavam
Para a eternidade...
O amor em forma de colherada.


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Homenagem à  minha falecida mãe
Maria   Lydia de Oliveira Souza


Marcelo de Oliveira Souza

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