vendredi 20 décembre 2013

Boas festas, Feliz 2014!



Queridos amigos do Varal!


O inverno quase chegou, o frio se instalou e, para compensar esta estação plena de grises, belas paisagens se formam em torno de nós!
Escrevemos esta última mensagem do ano para desejar a cada um de vocês mais uma vez um excelente ano de 2014!
Que venham novos tempos, onde os verdadeiros valores da literatura se sobressaíam e possam alçar voos pelos céus da cultura!
Que tenhamos menos interesse nos títulos e nas cerimônias e muito mais interesse na leitura e na escrita, na divulgação dos nosso livros entre aqueles que ainda estão longe de conhecê-los e aprecia-los!
Espalhemos nossa bela língua por onde possamos, por onde passemos, por onde pudermos ir! Sejamos poesia, vivamos romances, nos transformemos em crônicas e contos, bailemos em trovas e haicais.
Que a literatura ganhe vida através de nossas mãos e coração!

O Varal do Brasil deixa com vocês as inúmeras novidades em nosso site: http://www.varaldobrasil.ch/
Também as mensagens, convites e muito mais aqui no blog  (Você pode participar enviando seus textos, convites e etc.)
A revista especial sobre Natal e Ano Novo está para download gratuito aqui:
http://fr.scribd.com/doc/186257469/Varal-No-26b-Dez-2013

Aproveitamos para dizer que estão abertas as inscrições para a edição de março da revista VARAL DO BRASIL onde falaremos sobre a mulher: INFINITA MULHER! Solicite nosso formulário de inscrição através de nosso e-mail (veja abaixo).

Estamos com as inscrições abertas para o 28º Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra (Suíça). Mais informações em nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com.
Se você já está inscrito, parabéns! Você estará com Alice Ruiz, Luiz Ruffato e Cíntia Moscovich abrilhantando o estande!
Se não poderá vir, mas seu livro já está inscrito, parabéns! Você também estará em nosso catálogo impresso e que será distribuído no Salão!
Se ainda não se inscreveu, venha logo!
Na primeira semana do ano anunciaremos a lista definitiva dos coautores do livro VARAL ANTOLÓGICO 4 que será lançado em maio durante o 28º Salão do Livro e da Imprensa de Genebra e no Brasil em data e cidade a serem definidas.

E não esqueçam de se inscrever para o II Prêmio Varal do Brasil de Literatura 2014, onde concorrerão poemas, contos, crônicas e textos infantis.

A revista de janeiro sairá na primeira semana de 2014!

Mais uma vez, muito obrigada pelo companheirismo! Obrigada por nos ler, obrigada por escrever conosco!
Sem vocês, não existiria o VARAL DO BRASIL e tantas maravilhosas pontes não haveriam se formado e tantos frutos não haveriam nascido!
Tenham um Feliz Natal e um Feliz 2014!
Obrigada de todo coração por estarem conosco!

Jacqueline Aisenman
Editora-Chefe
Varal do Brasil

*Este blog estará em recesso de fim de ano entre 21 de dezembro e 5 de janeiro. Voltaremos no dia 6 de janeiro de 2014

Convite Antologia You and I



Crônica da Urda

O Dia Mais Mágico do Ano


Nós começávamos a esperá-lo muitos dias antes, lá pelo começo de Dezembro, quando, diariamente, na hora do almoço fazíamos um xis sobre o calendário pendurado na parede, perto da mesa, e depois contávamos quantos dias faltavam para o Natal. Outro sinal era o do canto das cigarras, infalíveis anunciadoras de Papai Noel – Ouvir a primeira cigarra era a certeza de que a magia começara! Depois, havia outros sinais, como meu pai instalando o velho pisca-pisca num pessegueiro que havia diante da nossa casa, e a faxina geral que se fazia na casa, e a coroa do Advento na mesa da sala, o dia de se fazer doces-de-Natal, os cantos de Advento na Igreja, o vestido novo a ser provado, a ida à cidade para se comprar novos sapatos... parecia que o dia não iria chegar nunca, mas, numa manhã, ele estava lá!
24 de Dezembro sempre foi, para mim, o dia mais mágico do ano. Eu me lembro, na infância, do grande nervosismo que tomava conta de todos nós desde a manhã desse dia. Minha mãe amanhecia cuidando dos últimos detalhes, deixando a casa impecavelmente limpa, e dando bronca na gente, que estávamos tão excitados que derramávamos o Toddy na toalha da mesa e deixávamos o cachorro entrar em casa e outras coisas assim.
Meu pai, nesses alturas, estava no jardim, cortando um pinheiro, e corríamos para vê-lo. Ele plantava o pinheiro cortado num lata cheia de terra, e carregava tudo para dentro, para a sala de assoalho rebrilhante de tão encerado, e é claro que alguma terra acabava caindo no brilho do assoalho, e que nós pisávamos em cima incontinenti, e saíamos sujando a casa toda, e ai vinha o motivo para apanharmos a primeira vez naquele dia. Ninguém ligava quando apanhava, o que a gente queria era ver o pinheiro enfeitado, e quando meu pai buscava a caixa com os enfeite de Natal, havia um frenesi de excitação tomando conta de nós.
Até aí, minha mãe já havia limpado a terra que caíra no chão encerado, e tudo era muito solene, com eles pendurando cuidadosamente as bolas coloridas de forma simétrica pelos galhos do pinheiro, e nós a queremos ajudar. Sempre conseguíamos derrubar alguma bola no chão, que se estilhaçava espalhando  miríades de cacos de vidro colorido pela sala toda, os quais tentávamos ajuntar antes que minha mãe ficasse muito braba, eu, totalmente encantada pelo brilho do vidro quebrado, e nessa horas sempre um caco de vidro entrava no dedo de alguém e produzia abundante sangramento, o que deixava minha mãe mais nervosa do que já estava.
Nunca esqueço que, o tempo todo, nesses dias de Natal, o rádio estava ligado na Rádio Nereu Ramos, que transmitia músicas natalinas entremeadas com votos de boas festas de todas as casas comerciais da cidade e, mais que tudo, eu gostava daquelas musiquinhas tocadas pela harpa paraguaia de Luís Bordón, e o dia fugia dentro dos muitos afazeres, ao mesmo tempo que parecia que nunca iria anoitecer.
No final da tarde, enfim, estava tudo pronto, tudo no seu lugar, e era hora de tomarmos banho e botarmos roupas limpas. Era dia claro, ainda, e jantávamos frugalmente, pão com sardinha e nata, enquanto lá fora, as cigarras quase arrebentavam de tanto cantar, emissárias certas de que a magia só iria aumentar com o cair da noite. Nessas refeições de prelúdio de Natal, era mister que comêssemos uma melancia, e a degustávamos nervosamente, loucos para que a noite caísse e as coisas começassem a acontecer.
E então escurecia. Estava chegando a hora. Minha mãe pegava seu melhores pratos de porcelana, enchia-os de doces-de-Natal e os levava para a sala. Ela e meu pai acendiam as velinhas coloridas do pinheiro enfeitado, dando-lhe um ar de magia que só poderia existir, mesmo, numa noite assim. E nós nos sentávamos, angustiados, expectantes, quase explodindo de tensão, porque sabíamos que logo logo Papai Noel iria bater na porta. O mundo ficava tomado de tal encanto que era difícil de suportar, enquanto as cigarras continuavam cantando e o pisca-pisca do pessegueiro continuava piscando. As velas do nosso pinheirinho ardiam misteriosamente, quando ouvíamos o portão bater, certeza inconfundível que o bom velhinho viera. E então tínhamos certeza de que não poderia haver no mundo nada melhor do que aquilo, aquele dia de nervosismo e aquela noite de magia!

Blumenau, 13 de Dezembro de 1991.


Urda Alice Klueger

O SUBLIME MISTÉRIO DAS ROSAS


Falar é fácil.
Falam mesmo as provas
com que o destino
nos coloca presentes no mundo
para vivenciarmos
o sublime mistério das  rosas !


Rosas viçosas, belas, formosas,  
 sábias;
rosas dos mais sublimes e belos
matizes de cor e  luz;
rosas eminentemente rosas!


Rosas perfumadas, serenas,
rosas-mãe, rosas pródigas,
rosas que prometem, renunciam,
que se dedicam ao homem
por toda uma vida
com desprendimento e espiritualidade;
rosas que encantam com doçura e
amabilidade.


Rosas abnegadas que abdicam
dos dotes da formosura em  prol
de uma causa nobre , uma missão
no mundo; rosas noturnas...



rosas-aurora, anunciando a chegada
do Sol, senhor da vida, solenemente!
Rosas angelicais expressando as mais sublimes
palavras de amor, candura!





Rosas companheiras que caminham
com o homem em sua evolução
contínua no cosmo; vitalizando
a marcha ascencional triunfante
da alma pelas veredas do espírito
universal; verdadeiros laços
fraternos são edificados no coração.


Rosas que fascinam e fazem cair
o homem; rosas que o levantam;
rosas altruístas, ativas, voluntárias,
irmãs; rosas que morrem com grandeza
de espírito , deixando para o mundo
 uma eterna lição de vida!


Rosas mal -cuidadas, sem trato;
esquecidas, enfraquecidas,
envelhecidas, isoladas,
desiludidas, ultrajadas,
discriminadas, violentadas,
surdas, mudas, cegas...



as que não conseguem mais caminhar;
as portadoras de doenças incuráveis
que sofrem na vigília e na solidão da noite


Rosas martirizadas,
que suportam com coragem
indomável provas severas.

Almas elevadas, sublimadas,
iluminadas, santificadas,
rosas verdadeiramente
espiritualizadas, perenes,
para sempre lembradas!

Rosas pioneiras, rosas modernas;
rosas obreiras, guerreiras,
incansáveis, que trabalham
sem medir esforços, sem descanso;
o verdadeiro esteio da família;
rosas mensageiras do amor!


Rosas de luz, que pelo dom especial
sabem conduzir, com maestria,
as primeiras palavras aos pequeninos,
frágeis, indefesos numa sala de aula...

Rosas que compartilham a vida
com a comunidade inteira,
acendendo em cada mente a centelha
para o aprendizado eterno;rosas educadoras;
rosas mestras; a nossa querida
professorinha,saudade!

Rosas que lavam feridas
e cicatrizam chagas; que
atenuam dores e trazem consolo
à alma; sabem ouvir, silenciar;
e no momento oportuno dar uma
palavra amiga!



Rosas que assistem os enfermos
nos leitos, consultórios, em toda parte
com uma prece nos lábios e um sorriso
largo, dourado; sempre prestativas;
rosas cuidadoras, anjos de cura!


Rosas que pela iniciação
renascem com autoconsciência
trazendo para o homem o dom
da percepção dos mundos espirituais
graças às maravilhosas flores de
Lótus do corpo astral e dos fluxos
e movimentos poderosos do corpo
etérico; do vibrante órgão do verbo interior
no solo sagrado, o coração.

Rosas devotadas, confiantes,
que não se intimidam diante
da solidão; e reconhecem
na clausura a grande oportunidade
para alcançar profundas vivencias
espirituais...


rosas vivas dos monastérios;
o dom inabalável da fé edificante
na busca ao Cristo Jesus.


Rosas que despertam
 espiritualmente em almas gnósticas;
estrelas desafiando órgãos sensoriais
e intelecto; arte humana sublime
se revelando ao coração.

A Rosa das rosas,
a divina virgem Maria,
a Imaculada Conceição,
nossa querida mãe,
com seu manto protetor,
amorosamente nos guia.


Rosas que enfeitam a vida
e também a morte;
rosas que transcendem
a compreensão humana.


Brilham na cruz as rosas,
esplêndidas, eternas,
espirituais, maravilhosas,
anunciando a vitória do espírito
sobre a morte, trazendo para
a alma humana decaída a cura
e a redenção pela graça, misericórdia
e doação infinita do divino mestre
Cristo Jesus, o maior exemplo de amor
em toda a evolução da Humanidade.


O destino nos coloca diante das rosas
para o fiel cumprimento das provas
pelas quais precisamos passar, antes
da missão espiritual que temos de realizar...



por isso a rosa da nossa missão de vida
na Terra deve ser cultivada por nós
verdadeiramente, com muito amor;
para que um dia, já com maturidade espiritual,
possamos reconhecê-la enfim, em nós mesmos
com uma extensão natural nossa...



e com ela, juntos, plenos, altivos,
espirituais e justos, possamos prosseguir
durante séculos e milênios,
por toda a Eternidade,
pelas amplidões espirituais infinitas
retornando ao celeiro do Pai.


Núpcias celestiais,
tesouros do Céu e da Terra,
novamente unidos
à luz da perfeição,
agora com  autoconsciência,
alma e espírito; assim
viverá o  ser humano!

Gildo P. de Oliveira
integra o livro A Busca  da Ferradura de Ouro, a Âncora e a Chave


ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...