mercredi 18 décembre 2013

Luiz Ruffato estará em Genebra em 2014!

Eleições para Conselho de Cidadania 2014





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AMOR, COMPAIXÃO E CONSCIÊNCIA MORAL

 
Amor, compaixão e consciência moral
São as virtudes espirituais
Que o Cristo,
O grande representante da Humanidade
Desenvolve até o final do estágio terrestre.
Procurar uma aproximação de modo consciente
Desta verdade, e vivenciá-la no íntimo
É o desafio angular do nosso tempo, a meta maior;
Para o qual o refinamento espiritual

É o nosso seguro farol-guia!


Gildo   Oliveira,

Rio Verde, Goiás.
Oliveira.gildo@bol.com.br

NATAL FELIZ E LUMINOSO 2014

  "As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palmão da mão. Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão."
                                         (Carlos Drummond de Andrade)
"O que torna belo o deserto é qu ele esconde um poço algures."
                                         (Antoine de Saint-Exupéry)
Não escapamos dos lugares-comuns (e, muitas vezes, eles trazem verdades): para os meus familiares (irmãos, irmãs, sobrinhos, primos, cunhados etc.) e para os outros "irmãos" (não de sangue - também de afeto), eu e minha família desejamos um feliz natal e um luminoso 2014.
Sempre digo: se não fosse a chuva, nunca veríamos o arco íris.

Que possamos lidar com as pedras e asperezas do caminho, e que a vida seja sempre celebrada - dádiva.
Que os baixos instintos (inveja, cobiça, ciúme, posse) sejam expurgados.
QUE SEJAMOS NUTRIDORES E NÃO VAMPIRIZADORES.
Shakespeare dizia que a mágoa é um veneno que a gente toma pensando que o outro vai morrer...
Se precisamos lidar com as nossas imperfeições, que compreendamos as dos outros.
É fácil ver o cisco no olho alheio.

(E para aqueles que perderam entes queridos neste e nos últimos anos, que tenham a força suprema de lidar com lacunas tão fortes.)
Somos finitos, passageiros, mas algo de nós - pelo trabalho, pela amizade e pelo amor -, sempre ficará.


Fraternalmente, Emanuel Medeiros Vieira, Célia e família
(Brasília, 17 de dezembro de 2013)

Um menino a passear!

Sou filha do meu tempo e espaço. Nascida numa família cristã, desde pequenina o natal significou presépio, ou seja, a montagem da hora mágica na qual um menino veio ao mundo para anunciar uma boa nova. E, com ele, a promessa de que haveria outra aliança e que nossos pecados todos estariam perdoados. Lá em casa sempre demos prioridade a isso. Nunca ao Papai Noel, brinquedos, compras, etc... A expectativa era a chegada do menino. Eu mesma sempre colocava o sapato na janela, mas a mãe explicava: “os presentes não são coisas, são sentimentos e desejos”. Então, quando o dia amanhecia eu entendia que um gurizinho tinha nascido e, por força da mágica da religião, também havia passado pela janela deixando amor, saúde, alegria e todas essas coisas boas. E recolhia aquele sapato como se fora a coisa mais preciosa do mundo.

Na minha mente de criança eu imaginava não um velhinho montado no trenó, com renas e todas estas coisas da celebração européia. Eu acreditava piamente que havia um menino, bem sapeca, magrelinho e sem camisa, que saracoteava pelo mundo, montado numa grande estrela, levando presentes invisíveis aos olhos. E eu esperava o ano inteiro por esta noite de passeio divino. E o legal era que o fato dele ser um guri tirava toda a pomposidade do sagrado filho. Era como esperar um amigo, coisa íntima.

Depois eu cresci e fui conhecendo outros mitos, outras religiões. Aprendi a dar pago à terra (Pachamama) em agosto, a respeitar o trovão, a folha de coca, as plantas, os animais. Aprendi a honrar Kuaray, jacy, Ñanderu. Aprendi a reverenciar outras manifestações criadas pelo humano para sustentar suas dores e medos. Porque é disso que se trata quando se fala de deuses. Eles são redes nas quais descansamos de nossos terrores. E, esta construção humana me enche de ternura, porque reconheço aí a fragilidade da nossa raça. Isso me emociona.

Mas, apesar de tudo o que aprendi sobre os outros deuses, o natal ainda me encanta de um jeito muito especial, talvez porque esteja colado na minha mãe, que já encantou. Então, a despeito de todas as impossibilidades, eu espero o menino. Às vezes, nos tumultos familiares ou no barulho da festa, pode parecer que eu o esqueci, mas não. Lá no fundo do meu coração, eu o espero. E o vejo chegar, montado na estrela, rindo seu riso de cristal. Também a despeito de tudo, ainda deixo meu sapato na janela e o recolho de manhã com a absoluta certeza de que ali dentro estarão os presentes. Os que verdadeiramente importam.

E, assim, nesta natal, como em todos os outros já vividos, meu jesuzinho haverá de vir passear. E eu estarei esperando...

Que ele passe por aí também!...


Por Elaine Tavares, jornalista catarinense

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