vendredi 22 novembre 2013

Jessica Paola



Jéssica Paola, residente do Rio de Janeiro, é escritora, atriz, cantora, instrumentista, cronista, compositora. 
Como autora, tem 6 livros projetados. Teve seu primeiro lançamento literário com o livro chamado “Seja O Que Flor”. em outubro de 2013 aos 17 anos de idade. Na vida musical, tem um disco a ser lançado com o nome “Veranear”. Jéssica já fez inúmeros trabalhos artísticos e teatrais. Artista desde pequena, sempre com papel e lápis na mão e um texto na ponta da língua. 



O Seja O Que Flor conta a história de seres encantados que acabam parando aqui na Terra. Tem um toque Aldous Huxley ("E se este mundo for o inferno de outro planeta?") porque estes seres têm que morrer para chegarem até aqui. O livro um cenário mágico com elementos irreais que envolvem sentimentos completamente reais para qualquer ser humano. Por isso Seja O Que Flor é um livro para todas as idades, o pré-requisito é só acreditar no amor.


Temos um site que tem um Book Trale e outras informações.  www.jessicapaola.com

REFAZER

                                
                              (SOBRE O LUTO)
                      EMANUEL MEDEIROS VIEIRA  
“A dádiva mais preciosa que podemos oferecer a qualquer pessoa é nossa atenção”
                             (Tich Nath Hanh, líder budista vietnamita)
“O que move o mundo não são os braços fortes dos heróis, mas sim a quantidade dos pequenos empurrões de cada trabalhador honrado”
                               H. Keller)
PARA TODOS OS ENLUTADOS, E PARA OS QUE QUEREM E PRECISAM CONTINUAR
PELA VIDA - SEMPRE.
                            
Prosa poética? Reflexões?
Quem sabe.
E é preciso refazer-se a cada dia,
E que o hoje não seja o carbono de ontem.
Não são malvados deuses que nos impuseram a injustiça, a corrupção, o mercantilismo nas relações, a desagregação afetiva, o desinteresse pelo outro.
É obra humana: nossa, de um modelo.
Dirão alguns: “Escreve um humanista beato”. Não me importa.
Queria dizer: é preciso refazer – sempre.
(Além de nós, além do tempo.)
Como lidar com o luto?
Ninguém sabe.
“Ter sido arrancado de uma porção de coisas sem sair do lugar”:
um luto nunca cessa por completo..
Uma psicanalista escreveu: “A perda de um ser amado não é apenas a perda do objeto, é também a perda do lugar que o sobrevivente ocupava junto ao morto. Lugar do amado, de amigo, de filho, de irmão.”
Mia Couto disse: “morto amado nunca mais para de morrer.”
Sim: e a vida continua, e é preciso refazer-se – renascer.
Pelos que se foram, por nós – um pássaro está cantando, escuto Cartola e Bach, e sei que todos os “encantados” seguirão comigo, e que a vida, sim, vale a pena.

(Brasília, novembro de 2013)

Jardim de Estrelas e Noites sem Fim

"Se você quiser sonhar comigo,
  Segure a minha mão.
  Deixe-se levar pela brisa.
  Escute a minha canção"


Este livro é para todos aqueles que adoram a noite e que se emocionam com as estrelas e com a lua. Repleto de sentimentos, de saudade, monotonia, alegria e amor. Deixe-se levar por uma menina que conta seus sonhos, o quanto é apaixonada pelo céu e o seu desejo de encontrar o amor.



A autora:


Blog:
Atelie by Selma Antunes

Literatura e sonho


Crônica da Urda


PRINCESA!!!

                                               (Para Dona Lydia Scheffler dos Santos)

                                   Há que escrever agora, quando ainda tenho nas minhas mãos a tepidez das suas faces, da sua testa que eu acarinhava ontem, quando também acarinhava as suas mãos frágeis como se fossem de fino cristal, e que em algum momento sentiram que eu estava ali a amá-la tanto e seguraram as minhas, naquele gesto tão espontâneo de quem passou a vida a espargir o bem, o carinho, a ternura, mãos de fada ou de princesa. Nunca pensei nela como rainha porque não me agradam as rainhas: algumas são más, mandam fazer guerras ou outras maldades, e Dona Lydia sempre foi tão cheia de bondade que o título que mais se adequava a ela era o de princesa, pois, pelo menos nos contos de fadas, as princesas são boas e lindas e têm seus príncipes, e era assim que ela era, uma princesa cheia de dignidade e de amor, mãos estendidas para acolher e para fazer o bem, braços abertos para proteger, coração pronto para compreender e para amar.
                                   Eu ainda era adolescente quando passei a comer seus sanduíches de bife de fígado com pão de casa feito por ela mesma e a saber que ela existia como um refúgio, e nessa altura ela já era mãe e avó e muitos anos nos separavam. Passei a amá-la como mãe mesmo sem ela saber. Conhecemo-nos pessoalmente um pouco mais tarde, quando vivíamos, as duas, grandes, imensas dores, e descobri como nela havia aquela dignidade e aquela grandeza d’ alma que lhe eram inatas, mesmo tendo o coração dilacerado pela partida de um dos seus príncipes. A dor, no entanto, não lhe tirara as mãos estendidas, os braços abertos, o coração pronto.
                                   Um pouco depois partiu também o seu príncipe consorte, e ela se viu obrigada a segurar sozinha as rédeas da sua emoção da carruagem da vida. Havia toda uma corte a cercá-la, claro, os filhos, os netos e bisnetos, até uma trinetinha nasceu e foi batizada com o seu nome, homenagem linda, coisas que princesas recebem, mas seu arrimo maior, seu Príncipe Encantado se fora, e como a vida deve lhe ter sido mais difícil ainda desde então! Nunca lhe faltou, no entanto, sua dignidade de princesa e o carinho da sua gente, e foi assim que ela não se vergou e caminhou agilmente pelas décadas seguintes.
                                    Temos um limite, no entanto. Já passando dos noventa ela foi atraiçoada pelo tempo, e desde então está guardando leito lá naquele Hospital Misericórdia que é como se fosse um pouco um lar. Fui vê-la, ontem, pensando que talvez encontrasse uma velhinha alquebrada, derrubada pelas rasteiras da vida e fiquei encantada ao encontrá-la. Frágil e fraquinha, os cabelos e a pele de seda, as mãos como se fossem de delicado cristal, serena e tranquila, ela continua sendo a linda princesa que sempre foi. Fiquei conversando baixinho com ela enquanto a acariciava, dizendo-lhe coisas assim: "Querida! Como estás linda! Como sempre foste tão linda! Como eu te amo!"
                                   Ela dormiu a maior parte do tempo, mas às vezes me olhava de algum lugar muito distante, e houve um momento em que segurou minha mão e ficou a apertá-la com a sua poderosa força de princesa. Chorei muito, tamanha a emoção.
                                   Acordei hoje sonhando que ainda a acariciava e que ainda falava baixinho com ela. Tive que vir escrever isto antes que a tepidez dela fugisse das minhas mãos. Do meu coração, não fugirá.
                                   Minha querida, minha princesa!

                                   Blumenau, 17 de Novembro de 2013.

                                   Urda Alice Klueger
                                   Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR. 


PSEUDOSOFIA

Nazaré, 01-03-1974
Gilberto Nogueira de Oliveira

Vou subindo as montanhas,
Transpondo uma a uma,
De uma em uma,
Para tentar ver
A grande imagem divina
Mas, nada encontro.
Exceto outras montanhas,
Outras montanhas distantes.
Tudo isso eu fiz
Só para ver a imagem,
E tudo foi um fracasso.
Nada vi.
Nem as lindas flores prometidas,
Imaginarias e perfumadas,
Como diz a falsa ciência.
Onde está essa imagem,
Essa divindade obscura?
Essa presença abstrata?
Está na filosofia?
Está em nosso corpo?
Está em todo lugar?
Como pode essa imagem
Estar em todo lugar
Se ela é única?

Esteve em Beethoven
Que é tão maravilhoso?
Afinal, está na terra?
Onde está?
Será que existe?
Talvez, no dia em que for vista,
Vai virar arrecadação monetária.

E lembro-me de que ando
Através das montanhas.
Paro para meditar.
A concentração faz-me voar.
Só penso nessa divindade
E ela não aparece.
Então, pergunto aos entendidos:
Onde eu posso encontrá-la?

Será que no amor?

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