mercredi 16 octobre 2013

AULA MAGNA

A aula magna
Do grande mestre,
Exortando-nos
Ao livre desempenho
De nossos atos no mundo,
É a  obra  A   Filosofia da  Liberdade
De Rudolf Steiner.
Assistir  à preleção do grande mestre,
De modo ativo,  participativo,contínuo,
Sempre refletindo sobre as ponderações
Conceituais, e  sábias metamorfoses,
Nunca permanecendo passivo,
É estar fielmente atento à Leitura;
A aula magna de Rudolf Steiner, com certeza,
Pode ser ouvida de sua obra maior,
A Filosofia da Liberdade;
É o que podemos  chamar, nos dias atuais,
De o exato manejo do prumo.

Gildo  P. de Oliveira
Rio Verde, Goiás, 05.10.13


BARREIRAS

A audácia do sol aqui é mais valorosa
Ela adora se exibir entre as nuvens inebriadas
Saindo pela tangente de seus raios dourados
Corre seus rios em laços de sentimentos empedrados

De um coração mais úbere... De um amor a queimar
Seus raios fulvos sangram em dilúvio no horizonte a lucilar;
Sobre suas cálidas casas
Passam-se as aves com seus laivos em suas asas.

O sol não querendo se manchar de lívido dar lugar a lua
A prata das estrelas recobre o céu pálido;
Para não deixá-la desprotegida e nua.

A noite descia de forma taciturna
O anjo mesmo em espúrio não deixava o céu em esquálido;
Ao horizonte do cais contemplava a beleza noturna.


Welber Rocha 

10o CONCURSO ROGÉRIO SALGADO DE POESIA

        38 ANOS DE CARREIRA POÉTICA

Promoção: Virgilene Araújo – Promotora Cultural


            Poderão participar poetas de todos os estados do país, inscrevendo até três poemas, que deverão estar digitados ou datilografados, de no máximo 30 linhas, incluindo espaços de uma linha para outra, e enviados em 03 vias cada um. Os poemas não poderão ter identificação de sua autoria, sendo que no rodapé da página deverá constar apenas o pseudônimo do autor. Anexar à parte, envelope lacrado contendo em seu interior o nome, endereço e e-mail para contato (se tiver). Por fora do envelope, constar o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo do autor. No ato da inscrição será cobrada uma taxa de R$ 7,00 (sete reais) para despesas de manutenção do concurso, enviada em forma de cheque nominal a Virgilene Ferreira de Araújo. Caso ache mais prático enviar o valor em espécie e caso solicite, poderá ser enviado recibo para o poeta inscrito, desde que nos seja remetido junto, um selo de 1º porte para envio do recibo.
         As inscrições deverão ser enviadas para a Caixa Postal 836 – Belo Horizonte/MG – Cep: 30.161-970, até o dia 30 de novembro de 2013, fazendo valer a data da postagem.
         Serão selecionados por um júri composto de dois poetas, convidados pela organização do concurso, além do poeta homenageado, três primeiros lugares, que receberão, além de certificados, um pacote literário composto de livros e Cds, como incentivo a uma maior incidência de leitura. Caso os jurados achem necessário, serão conferidas menções honrosas.

         Maiores informações pelo telefone: (31) 8421.6827.


         Obs: as inscrições enviadas que não obedecerem ao regulamento, serão automaticamente desclassificadas.

PROFESSORES


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Meu nome é Jorge

O livro Meu nome é Jorge é um exemplo de resistência e abnegação. Nele, o autor nos mostra, na prática, aquilo que, em tese, os especialistas reiteram todos os dias: a importância da família na formação humana. Essa é a principal mensagem do livro, mostrar ao leitor como a manutenção de vínculos familiares, em todas as circunstâncias da vida, é fundamental para vencer.

É comovente a insistência de Jorge em manter os vínculos familiares, mesmo diante da rejeição e do clima de beligerância enfrentados desde o nascimento. Em seu livro, é relatada uma história de vida desde o primeiro berço em uma caixa de sapatos até a construção dos meios para uma sobrevivência digna, a árdua construção de um projeto de vida, a formação acadêmica. Tudo isso por caminhos nada triviais, especialmente nos atribulados anos da infância como menino de rua, até o início da vida adulta. A narrativa retoma o passado e chega ao presente, permitindo passagens com as reflexões de um homem maduro sobre a própria existência construída a ferro e fogo.

Todas as portas que se abriram para Jorge o levariam invariavelmente à marginalidade e ao crime. Mas outros elementos de sua personalidade, além do apego à família, ajudaram-no a superar todo tipo de obstáculos que a ele se apresentaram já a partir da primeira infância. Entre eles, a valorização da amizade, que ele tão bem sabe conquistar e cultivar.

Jorge Martins nasceu em Novo Hamburgo.  A mãe tinha problemas mentais e o pai, homem violento, o agredia. Diante dessa atmosfera nada propícia para o início de uma construção de vida, foi morar com a avó, de quem recebeu todo o carinho e a atenção necessárias a sua sobrevivência. Mas, quando ainda tinha apenas dez anos, a avó morreu. Aí recomeçou uma luta renhida para ocupar seu lugar ao sol. Foi para a rua, morou um tempo com o pai que o agredia e o submetia a atividades incompatíveis com a idade, mas não aguentou os maus tratos que se repetiam. Então, retornou à rua, onde perambulava dia e noite, alimentando-se de restos de comida, de doações, dormindo em praças e até no cemitério da cidade.

Depois de perambular por Novo Hamburgo, veio para Porto Alegre, trazido por uma pessoa que lhe prometeu uma vida melhor. Viveu durante algum tempo na praça da Alfândega, conviveu com pessoas de baixo valor moral e ético, mas sempre com os olhos voltados para algo que, tinha certeza, o levaria a um caminho de luz e harmonia. Caiu em emboscadas armadas por inimigos, esteve preso, mas, em função de sua fortaleza moral e da arte de cultivar boas amizades, conseguiu vencer todas as adversidades.


Depois de duras batalhas contra o preconceito, conquistou um emprego digno, ganhou confiança dos chefes, montou um negócio próprio, prosperou, cursou técnico em Transações imobiliárias (Corretor), formou-se em Administração, fez pós-graduação em Psicopedagogia, cursou Inglês, é Editor e proprietário de uma locadora de automóveis e hoje atua também como ator, sendo um dos mais requisitados do cinema e da televisão do Rio Grande do Sul.

Outra singular virtude de Meu nome é Jorge é, ainda, a disposição do autor de não esconder o passado. Jorge mostra-o em toda a sua dimensão - e contribui com isso para que, a exemplo dele, possamos também enfrentar os duros percalços da vida, tornando o mundo melhor, mais solidário e mais humano.
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O livro Meu Nome é Jorge aborda questões fundamentais sobre abandono, violência, perda da família e miserabilidade com todas as  implicações que isso pode acarretar. 

Mostra a luta incessante do autor pela suas própria sobrevivência, a busca dos valores familiares o que revela sensibilidade, e o perdão restaurador  sobre a dura vida de quem conta com a sorte para permanecer vivo e íntegro.

Um livro para  ler de um só fôlego. Uma história envolvente que nos faz refletir sobre as frágeis relações sociais sobre pessoas que, na sua grande maioria, acabam por percorrer os caminhos da criminalidade.

Parabéns ao autor que desnudou a sua própria vida, sem preconceitos nem pudores, para nos dar uma lição de vida , luta e perdão, onde a superação das dificuldades serve de motivação para sua própria vitória.

 Obs: O escritor está no projeto Autor Presente, do IEL – Instituto Estadual do Livro – RS, e também é integrante do projeto do Ministério da cultura na  Caravana dos Escritores: j-martins@via-rs.net



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