lundi 7 octobre 2013

II CONCURSO DA ORELHA!


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A SABEDORIA E O AMOR DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Uma estrela misericordiosa, majestosa e divina, verdadeiramente humana e amiga, porém simples e pobre, que não tinha às vezes um lugar para dormir, habitou entre os humildes e os poderosos da pequena cidade Assis, Itália, no século XII; um astro solitário que veio à luz do dia a partir de si mesmo, e se apresentou ao mundo sob a forma de uma individualidade eterna, dinâmica, corajosa; foi assim que em Francisco de Assis, um ser despojado de ambições externas, ilusórias, pôde falar, à luz das ações nobres e benfazejas do espírito humano livre, o sublime e sacrossanto mistério da Trindade Santa, que, para o homem   comum, encontra-se velado .
Que coração misericordioso,  que pensar claro,  que  vontade férrea, destemida sem volteios; uma vida toda devotada ao sacerdócio em favor do bem da nossa civilização era o lema , e o sentido de vida daquele homem audacioso que adorava a todos ajudar durante todos os momentos de sua vida .                                                

Como poderia aquele homem, portador de uma compreensão misericordiosa e ativa cerrar seus olhos diante de tanto sofrimento?! Possuidor dos mais altos ideais morais, juntamente com outros irmãos, dirigia-se, diariamente, ao sagrado mister do sacerdócio e da cura viva!
Quando Bernardo, o mais íntimo de seus amigos, retorna dos campos de batalha, encontra uma lacuna insubstituível, pois Francisco não estava mais ali; e o mais difícil ainda de compreender era o palavratório reinante na pequena Assis, segundo o qual Francisco perdera o sentido de coerência no relacionamento com as pessoas e o mundo; ele vai ter com o amigo para certificar-se dos  rumores; só, gradativamente, vai encontrar guarida em seu coração aquela verdade de Francisco que, também, o sensibiliza para o espírito; compreende, portanto, o grande herói das batalhas a razão
pela qual Francisco trocara as armas pelas faculdades altruístas de piedade, compaixão e amor!
Numa certa época, em decorrência do fato de muitas almas terem alcançado uma evolução que dispensava certos corpos de então, esses desintegravam-se, originando seres demoníacos,  que passavam a povoar certo trecho da Europa; e a invasão de Átila
E os bárbaros, gerando medo e terror em grande parte da população, foram fatores estimulantes para fazer grassar no solo europeu uma epidemia que ficou conhecida como a doença Lepra; Francisco atuou de conformidade com as leis do espírito e pôde realizar um trabalho magistral; ele devolveu aos enfermos a saúde e o equilíbrio de outrora.
Mas o mundo vai continuar privado dessa grandiosa capacidade de amar, enquanto o homem não a extrair, por experiência própria, do espírito autônomo, livre, como descrito nesse texto, na realização do indivíduo humano plenamente constituído; longe está, ainda hoje, a Humanidade de poder alcançar uma compreensão dos verdadeiros efeitos curativos que se repousavam nas faculdades psico-espirituais oriundas de uma coragem devidamente metamorfoseada no amor humano-universal; assim de posse da substância do amor humano-universal, Francisco caminha, consola, auxilia e cicatriza no corpo e na alma dos irmãos enfermos estados mórbidos que até então não tinham correção, nem consolo; portanto, estamos diante da verdadeira personificação de uma disponibilidade consciente e abnegada a serviço do seu semelhante.
Não podemos nos esquecer da grandiosidade oculta por trás da simplicidade dos franciscanos daquela época; e que levou  sua Santidade o papa Inocêncio III a dizer a Francisco: “Vá, tua humildade nos deixa humilhados”; é ele a verdadeira personificação dos mais altos ideais dos impulsos morais, nobres, humanos, a serviço do irmão que sofre; de posse de energias psico-espirituais autônomas e curadoras pôde socorrer, sobretudo, os seres humanos hansenianos da sua época.
E inspirados em Francisco de Assis (em sua compreensão atualizada) possamos nos dirigir conscientes, sob o signo do amor e do sacrifício, ao campo social para socorrer os nossos irmãos portadores de câncer, doenças mentais, infecções da pele, aids; pois é justamente de um trabalho dessa envergadura que Rudolf Steiner espera ser um dia no mundo conhecida  a nossa querida Antroposofia, ou seja, um verdadeiro sacrifício vivo pleno de amor consciente em prol do futuro da nossa civilização; seja a vida de São Francisco de Assis, com toda sua grandeza, tragédia e espiritualidade, uma referência para os nossos propósitos contemporâneos de portar em nossa consciência os impulsos para um verdadeiro sacrifício em prol do bem  geral futuro da humanidade; e que este ato seja a alavanca do futuro, movendo o homem para o espírito!
Felizes são os homens e as mulheres que vão se aproximando de uma compreensão viva na Estrela; fortes no bem são todos aqueles que vão se estruturando com a luz acesa de seus candeeiros, pois compreendem no conceito de indivíduo humano plenamente constituído o ideal de vida que o homem deve procurar atingir no futuro; e o Pão da verdadeira vida é todo aquele que se doa (integralmente) à causa humana carente no mundo.

Gildo P. de Oliveira
oliveira.gildo@bol.com.br



Jornal Sem Fronteiras (online) - Edição Out-Nov/2013

JORNAL SEM FRONTEIRAS
Rede Mídia de Comunicação
Edição: Outubro/Novembro

O Jornal Sem Fronteiras, da “Rede Mídia de Comunicação Sem Fronteiras”, foi idealizado para atender às necessidades do mundo cultural, por ser um veículo de comunicação exclusivo para os amantes das Artes e da Literatura.
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PSG 2013 - Terça 08 OUTUBRO


Lançamento do Dicionário de Religiosidade Popular / Frei Chico

DICIONÁRIO DA RELIGIOSIDADE POPULAR 
No dia 9 de outubro  o Frei  Francisco Van Der Poel , popularmente conhecido como Frei Chico, estará na Biblioteca Luis de Bessa (convite abaixo), lançando o  primeiro livro / dicionário sobre religiosidade popular, resultado de quarenta anos de pesquisa. É toda uma vida vivências e informações sobre a religiosidade do povo brasileiro tanto no passado quanto no presente. Ao meu olhar  se trata de um “nicho cultural” da maior relevância. Tratou da coerência das culturas, do que havia de comum entre elas, sem se prender a uma lógica racionalista.
O livro foi editado  pela Editora Nossa Cultura de Curitiba-PR, com mais de mil páginas e ilustrado pela artista do Vale do Jequitinhonha “Lira”. Trabalho belíssimo feito com pigmentos naturais da região.
Obs – Curioso um tratado cultural dessa importância sobre o povo brasileiro, ressalvando o povo do Vale do Jequitinhonha, não conseguir patrocínio em Minas Gerais. Foi encontrá-lo em Curitiba-PR. 
 Autor: Frei Chico
Francisco van der Poel, franciscano, membro do corpo docente do Instituto Jung, em Belo Horizonte (MG); do Conselho do Centro da Memória da Medicina, na UFMG; do corpo docente do Instituto Santo Tomás de Aquino, de teologia; da Comissão Mineira do Folclore; do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais; da Ordem dos Músicos do Brasil; formado em Teologia, na Holanda; licenciado em Filosofia, em São João del Rei (MG); publicou seis livros.

Editora Nossa Cultura
Rua Grã Nicco 113 - Bloco 3 - 5º Andar - Mossunguê
Curitiba / Paraná
 81200-200





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