jeudi 29 août 2013

JAZZ EM GENEBRA COM CRISTTINA DAVET


Caruru dos Sete Poetas 2013 celebra a poesia e tradições culturais da Bahia - Valdeck Almeida de Jesus é um dos convidados

O Caruru dos Sete Poetas – Recital com Gostinho de Dendê acontece dia 28 de setembro (sábado), em Cachoeira-BA. O evento é gratuito e será apresentado em praça pública, no Largo d’Ajuda. O Caruru une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana e integra diversas manifestações artísticas, tanto para o público adulto quanto o infantil.

"Participar do Caruru dos Sete Poetas é um sonho e um privilégio, por que estarei entre tantas mulheres lindas, talentosas e generosas. Será um encontro mágico e poético. Viva Cachoeira e Viva o Caruru dos Sete Poetas".
Valdeck Almeida (escritor)


Os sete poetas
Valdeck Almeida de Jesus (1966) é jornalista, funcionário público, editor, escritor e poeta. Presidente do Colegiado Setorial de Literatura da Bahia. Embaixador da Divine Académie Française des Arts, Lettres et Culture, Embaixador Universal da Paz, Membro da Academia de Letras do Brasil, Academia de Letras de Jequié, Academia de Cultura da Bahia, Academia de Letras de Teófilo Otoni, Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA, Poetas del Mundo, Fala Escritor, Confraria dos Artistas e Poetas pela Paz e da União Brasileira de Escritores.

Kátia Borges, 45, é escritora e jornalista. Publicou os livros de poesia “De volta à caixa de abelhas” (2002, Selo As Letras da Bahia), “Uma Balada para Janis” (2010, Edições P55) e “Ticket Zen” (2011, Escrituras) e, de prosa, “Escorpião Amarelo” (2012, Edições P55). Seus poemas foram publicados ainda nas coletâneas, “Sete Cantares de Amigos”, “Concerto Lírico para 15 vozes”, “Roteiro da Poesia Brasileira – Anos 2000″ e Traversée d’Océans – Voix poétiques de Bretagne et de Bahia, edição bilíngue organizada por Dominique Stoenesco.

Giselli Ferreira de Oliveira, mulher, negra, cadeirante, mãe de Amana Raha e Naíma Ayra, graduanda do curso de ciências sociais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e militante do movimento negro. É uma das integrantes da Antologia Canoas do Paraguaçu, lançada pela Editora UFRB. Encontrou-se com a poesia de forma inesperada e hoje faz parte dela.

Elisa Lucinda se formou em jornalismo, profissão que exerceu na sua cidade natal, Vitória do Espírito Santo, até se mudar para o Rio de Janeiro, há mais de 20 anos. Desde então imprime sua marca como atriz atuando para teatro, cinema e televisão. Em 1995 publicou seu primeiro livro de poesia “O Semelhante” e suas poesias tomaram os palcos durante seis anos com este, que foi o primeiro espetáculo-poesia de uma série de sucessos que surpreendem os espectadores do Brasil e do exterior.

Shirley Campbell é Costarriquenha e descendente de Jamaicanos por terceira geração. Estudou Teatro, Literatura e Escritura Criativa no Conservatório de Castella. Tem sido ativa em programas culturais e sociais: como professora no Conservatório de Castella. Tem organizado e dirigido oficinas de composição criativa, (Costa Rica, El Salvador, Honduras). Dirigiu programas culturais através da Associação para o Desenvolvimento da cultura afro-Costarriquenha. Ela é membro da Associação Costarriquenha de Escritoras. Fundadora da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento dos Afro-Costarriquenhos e é parte do Centro de Mulheres afro-Costarriquenhas.

Clea Barbosa nasceu Clezenilde Barbosa, nascida no norte Pernambucano, criada em Juazeiro, norte baiano, filha de Elizabete Barbosa e Renilde Crisóstomo Castro, de todos os Orixás e do Caboclo Sultão das Matas. Poetisa por excelência e essência, iniciada no culto afro na casa da rocinha de Oxum Mona Aimê Itauêmim de Umzambi. Escreveu seus primeiros versos aos 8 anos.

Clarissa Macedo é baiana. Trabalha como revisora, escritora e produtora. Está concluindo o Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural (UEFS). Está presente nas coletâneas Godofredo Filho (2010), Sangue Novo (2011), Verso e Prosa – Oficina de Criação Literária III Feira do Livro (2011), Verso e Prosa – Oficina de Criação Literária IV Feira do Livro (2012) e no livro teórico Sem comparação: Torga, Rosa e Cia. Limitada (2013).

A festa poética
O Caruru dos Sete Poetas - Recital com Gostinho de Dendê acontece dia 28 de setembro (sábado), em Cachoeira-BA. O evento é gratuito e acontece em praça pública, no Largo d’Ajuda. O Caruru une à literatura um momento da tradição cultural e religiosa baiana e integra diversas manifestações artísticas, tanto para o público adulto quanto o infantil.

A festa para a criançada começa às 15 horas, com as Brincadeiras Poéticas, programação infantil com presença de palhaços e poetas. Às 19 horas sai cortejo poético da Praça da Aclamação até o Largo D’Ajuda, dando início à programação noturna, que será aberta pela performance artística do grupo Importuno Poético, formado pelas poetas Jocélia Fonseca, Cléa Barbosa e Lutigarde Oliveira, seguido pelo show de Tatiana Rocha.

O encerramento fica por conta do grupo musical Gêge Nagô, com intervenções poéticas em seu repertório, além das cantigas de cunho afro-barroco. É também servido o tradicional caruru para o público. O Caruru é uma iniciativa da Casa de Barro: Cultura, Arte, Educação e conta com apoio financeiro Fundo de Cultura da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda / Governo do Estado da Bahia.

Fonte:


VENCEDORES DO IX CONCURSO LITERÁRIO POESIAS SEM FRONTEIRAS

Esse ano houve a  participação da editora Celeiro de Escritores, em vista disso aconteceu um  recorde de poesias, onde tivemos que encerrar as inscrições quando chegasse ao limite de espaço do livro ANTOLOGIA DO IX CONCURSO POESIAS SEM FRONTEIRAS, norma da editora.
Nenhum escritor saiu no prejuízo, muito pelo contrário, o poeta receberá seu exemplar em sua residência, com o seu trabalho.
Os vencedores terão sua poesia publicada no site oficial do certame, receberão destaque no livro, junto com a biografia e  ganharão  um lindo certificado;  o primeiro lugar, também ganhará esse lindo troféu, já encaminhado para sua residência, sem nenhum ônus a pagar, senão a inscrição.
Esse ano iniciamos mais uma jornada, o I Prêmio escritor MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA, com a mesma credibilidade e o mesmo organizador do   POESIAS  SEM FRONTEIRAS, que chegou ao seu nono ano com muito sucesso.
As inscrições estarão abertas até 20 de dezembro deste ano, não terá atropelos nem serão encerradas as inscrições mais cedo.

Agradecemos a  todas entidades  que apoiaram o evento, principalmente Academia  Cabista  de Letras, Artes e Ciências /RJ ; União Brasileira dos Escritores/BA; Academia de Letras de Teófilo Otoni /MG ; Clube dos Escritores Piracicaba  e à Ed. Celeiro de Escritores.


Até o ano que vem com o X Concurso literário POESIAS SEM FRONTEIRAS

 Os vencedores do IX concurso literário POESIAS SEM FRONTEIRAS são:

Terceiro lugar:
75. Mariana Helena de Jesus
Segundo Lugar:
27. Verônica Miyake Rodrigues Koike 
Primeiro Lugar:
36.  MARILIA MARTINS DE ARAUJO REIS 

Parabéns a todos, pela vitória!
Pedimos às  vencedoras que enviem  a foto segurando a premiação e livro, junto com um depoimento, para divulgação.

Marcelo de Oliveira Souza
Organizador Do   POESIAS SEM FRONTEIRAS
E  PRÊMIO ESCRITOR MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA

Face: psfronteiras


ADEUS, GRÉCIA

      (EMANUEL MEDEIROS VIEIRA)


Não bastaram fibra e amor,
cai, Grécia,
universo solar
adequação entre ser e destino,
envelhecemos
– morte na soleira da porta,
fragmentos de sonhos
– só fragmentos –
não a totalidade,
adeus, Grécia,
adeus,
despedidas
– só despedidas.

Ulisses: somos apenas seres virtuais,
Homero envolto em brumas,
homens sem fibra carregando engenhocas eletrônicas,
caindo como folhas ao vento
(prenhes de cobiça – soberbos -, e miseravelmente rotos),
Não, não eram eternos,
onipotência só de papel,
deuses de barro,
TV.

O Espírito sopra onde quer?
Adeus, Grécia,
adeus, pátria dos homens,
adeus, pássaro da juventude,
inunda-nos o lamento de homens afundados –
uma doída lembrança.

De que barro somos feitos?
Não, não só de vileza,
também busca,
mesmo acampados em sucursais do inferno,
caminhando em sombras:
sonho da eternidade pela arte.

Para todos – fúteis, deslumbrados, sábios –
haverá sim  – como haverá!,
o momento da Revelação –
e será tarde,
muito tarde.

Adeus, Grécia,
adeus,
desfeitos, como pó, varridas cinzas,
irrelevantes ou  – para alguns –
nobres nessa finitude.

Sonâmbulos, clones dos nossos sonhos,
escritores de narrativas epigonais.

Não naveguei nos melhores mares:
preciso navegar – sempre –

infinitamente humano.

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