samedi 20 juillet 2013

E O QUE TEM NO VARAL?

- Estão circulando nossas últimas revistas: Varal de julho/agosto com o tema Segredos & Pecados e a edição especial Varal do Livro.
Leia aqui:
Varal do Livro: http://fr.scribd.com/doc/153686549/Varal-Do-Livro-2013
Varal de julho/agosto: http://fr.scribd.com/doc/149855997/Varal-No-24-Julho-Ago-2013

Ou peça pelo nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com

- As inscrições para a edição de setembro estão encerradas

- As inscrições para novembro (com tema livre) estarão abertas a partir de agosto

- Dia 2 de agosto, em Florianópolis, na Assembleia Legislativa do Estado, lançamento do livro Varal Antológico 3

- Estão abertas as inscrições para o livro Varal Antológico 4 (veja regulamento aqui no blog, no sido do Varal 
(www.varaldobrasil.com) ou peça pelo nosso e-mail varaldobrasil@gmail.com

- Em agosto abrem-se as inscrições para o 28o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra - Suíça, com o stand do Varal do Brasil (veja fotos de nossas participações anteriores no nosso site www.varaldobrasil.com)



Crônica da Urda

TEMPOS FELIZES 7 
                  - Grande amor
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(Excerto do livro "Meu cachorro Atahualpa, publicado em 2010)

                                  - Quando está aqui, ele não descansa o suficiente – me conta Rosiani. Cada pessoa da família dela tem um horário diferente para sair ou para chegar do trabalho ou da escola, e a cada um que chega ou que sai Atahualpa tem que ir encontrar a pessoa, pular, lamber, fazer festa – quando se acomoda para descansar de novo, de novo há alguém para chegar ou para sair, e a atividade dele recomeça. Pelo tanto que ele gosta de todos de lá, penso que não pode haver um lugar melhor para um cachorrinho ficar. Já me aconteceu de viajar por três semanas seguidas para fora do Brasil e meu cachorro ficou na casa da Rosiani, e eu telefonava de muito longe e pedia para falar com ele, e ficava dizendo coisas assim:
                                   - Meu amor, estás aí? Atahualpa, estás me ouvindo? É a tua Urda! Tu estás bem? – e outras coisas assim que a gente fala para grandes amores, e quem pegava o telefone, depois, me contava como ele abanava o rabo enquanto me ouvia – mas depois ia brincar sem trauma.
                                   Foi a viagem mais longa que fiz depois que o tenho, e estava em Cochabamba, na Bolívia, quando Hana me mandou algumas fotos do meu bichinho. Num café cibernético de um país estranho eu chorei desconsoladamente, de tanta saudade dele!
                                   No final da viagem, quando peguei o último avião para voltar ao Brasil, e fiquei olhando, lá embaixo, as belezas deste meu continente tão amado, de repente me veio uma indagação: e se quando eu chegasse de volta Atahualpa tivesse me esquecido? Se ele não me quisesse mais?
                                   Aí meu coração pareceu parar, e todas as belezas e coisas boas vistas e acontecidas durante a viagem deixaram de ter sentido, e naquele avião onde a luz do por do sol entrava pelas janelinhas eu me pus a chorar doloridamente, muito doloridamente, temendo o nosso reencontro.  O que seria de mim se Atahualpa já não me quisesse?
                                   Esquecia-me de que há amores que são eternos, não importa o que aconteça. Pessoas vieram e foram da minha vida; outras virão e talvez também partirão, mas o amor de um cachorrinho é algo que não muda, que fica para sempre. 
                                   Neste momento em que escrevo isto é um final de tarde de chuva e estou sentada na varanda da nossa casinha rosa e branca. Ao meu lado, Atahualpa dorme e vela, pois o sentido da vida dele é este de estar comigo e cuidar para que tudo esteja a contento ao redor.  Nada me assombra, me assusta ou me dá medo quando estou com Atahualpa, e penso que com ele a coisa deve ser um pouco parecida.
                                   Quando peguei Atahualpa naquela agropecuária, pequenino e doentinho, fiz as contas de quanto vive um cachorro: ele morreria mais ou menos na época em que eu deveria ir para um ancionato, e acho que vai ser assim mesmo. Não terei mais tempo de ter um outro cachorro depois dele. Sei que há sempre tantos cachorrinhos precisando de um lar, filhotes e adultos abandonados por gente sem coração, mas quando Atahualpa se for, já será muito tarde para eu começar outra história de amor. Pela lógica da natureza ele partirá antes de mim, e eu desejo muito que seja assim, pois não sei o que seria dele se eu o deixasse para trás. Não sei como poderei viver sem ele, mas já tive tantas perdas dolorosas na vida que penso que saberei suportar. Ele, no entanto, só tem a mim como seu grande amor.
                                   O que espero? Espero que as crianças que estão crescendo hoje tenham muito amor no coração, e no futuro peguem para si aqueles cachorrinhos abandonados que eu já não poderei pegar, e que dêem a eles o mesmo tanto de amor que eu dou a Atahualpa.
                                   Daqui a seis dias, no dia 02 de outubro de 2010, meu cachorro Atahualpa completará três anos. Feliz aniversário, meu bichinho querido! Fica este livro como o presente que sei lhe dar!



                       Blumenau, 26 de Setembro de 2010, 18:14 horas. 


Programa de TV Sem Fronteiras - Em Breve, mais perto de você!

EM BREVE!!!!!!!!!!!!!

O Programa "Sem Fronteiras com Dyandreia Portugal", fechou o contrato com a nova produtora.

Até o final do ano, mais informação, mais cultura, mais mídia para você!



Trecho da obra A Filosofia da Liberdade

Rudolf Steiner

...Enquanto atuo, impele-me a máxima moral enquanto pode viver em mim intuitivamente. Esta máxima está unida ao amor pelo objeto que quero realizar em meu ato.Não pergunto a ninguém nem a nenhum código moral se devo ou não realizar o ato em questão, mas executo-o tão logo concebo a idéia do mesmo. Só assim tal ato é um ato meu.
O ato daquele que age só por  acatar certas normas morais é  o resultado dos princípios contidos em seu código moral. Neste caso ele é só um executor, uma espécie de autômato superior. Não precisa mais do que introduzir em sua consciência um estímulo para a ação, e imediatamente a engrenagem dos seus princípios morais põe-se em movimento e funciona da forma prescrita para executar, seja um ato cristão, ou humanitário, ou de altruísmo, ou destinado a contribuir com o progresso cultural. Mas se me deixo guiar por meu amor ao objeto, sou, só então, eu mesmo quem age.
Uma vez situado neste nível da moral, não guiam meus atos  nem um amo,nem uma autoridade exterior, nem a chamada voz interior. Não admito nenhum princípio exterior de meus atos, pois encontrei em mim mesmo a causa da minha conduta, isto é, o amor pela ação.
Não examino com o intelecto, se minha ação é boa ou má, mas executo-a porque a amo. Será “boa” se minha intuição impregnada de amor estiver de forma adequada, dentro da continuidade do mundo experimentada intuitivamente; e “ má”, em caso contrário.Tampouco me pergunto, então, como agiria outra pessoa em meu caso, mas atuo como eu, personalidade particular, tenho necessidade de atuar.
Não me induzem de modo imediato nem o hábito comum, o costume geral, nem um princípio válido para todos os homens, tampouco uma norma moral, mas meu amor  pela ação. Não sinto coação alguma, nem da natureza, que me guia em meus apetites, nem dos mandamentos morais, mas quero simplesmente executar aquilo que se encontra em mim.


Trecho extraído da Obra a Filosofia da Liberdade de Rudolf Steiner, pg. 89. Tradução de Alcides Grandisoli. Editora Antroposófica, São Paulo.  Segunda edição, 1988.


*Enviado por Gildo Oliveira

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