vendredi 12 juillet 2013

I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA: RESULTADO







VARAL DO BRASIL

Anuncia o resultado do

I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA 2013



VENCEDORES

CONTOS – A minha aldeia tem janelas – Maria João Saraiva

CRÔNICAS – Breviarium – Fabiana de Almeida

POEMAS – Se é preciso dizer adeus – Sandra Nascimento  



2º LUGAR

CONTOS – Amor sem volta - Ivane Laurete Perotti

CRÔNICAS – Discutindo a relação - Marcos Mairton

POEMAS – Luto – Camila Mossi de Quadros



 

MENÇÕES HONROSAS AOS SEGUINTES PARTICIPANTES (sem ordem ou categoria definidas)



O amor em 3 dimensões – José Anchieta F. Mendes
Meu pequeno salvador – Leni André
A decisão – Rui Pinheiro
O sequestro da noiva – Maria Josefina Nóbrega
Ferida qualquer – Ricardo Belíssimo
Aposentadoria – Maria Edviges Machado
Primavera – Marly Rondan
O farol – Júlia Rego
Sentimento de uma primavera – Yara Darin                                                             
A professora – Evanise Gonçalves                                                                                            
Varal – Silvana Pinheiro
Desejo de poeta – Vera Lúcia Erthal
Que dança é essa? – Dalila Lubiana
Inventei manhãs - Maria João Saraiva  
O Silêncio e a Palavra – Angela Guerra
Mais uma de amor – Vítor Deischmann
Poesia-Menina – Onã Silva
O Romance internautês – Onã Silva
A Rosa Vermelha – Iris Berlink
O Prêmio – Roberto Saturnino Braga
Infinito Alvorecer – Daniele Fernanda Eckstein
Lulu, ou as coisas que não têm alma – Rejane Machado
O Diálogo que não ocorreu (Shampoo) – Fátima Rodrigues
O Amor é cego, surdo e mudo?! - Rogério Araújo 
Chuva de Verão – Vicência Freitas Jaguaribe
Memórias da Infância – Isis Berlink Renault
Varal – Sonia Maria de Araújo Cintra
Canção de Ninar – Maria Aparecida Felicori (Vó Fia)
Recônditos do silêncio de uma mulher – Jeanne Paganucci
Trombando com o Inúmero – Gaiô (Maria Aparecida Rezende Gaiofatto)



O Varal do Brasil agradece a todos os participantes e congratula a cada um pelo excelente nível dos trabalhos enviados.

O Varal do Brasil agradece à comissão julgadora que teve o difícil encargo de ler e escolher entre os tantos trabalhos enviados aqueles que hoje aqui se encontram.



Em breve os textos serão publicados na revista Varal do Brasil (revista de novembro, edição de aniversário).



O anúncio oficial será feito dia 2 de agosto de 2013 em Florianópolis, durante o lançamento do livro Varal Antológico 3.

PÓ E MEMÓRIA

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

“O homem é feito visivelmente para pensar; é toda a sua dignidade e todo o seu mérito; e todo o seu dever é pensar bem”
(Blaise Pascal)

A morte sempre ganha: tem mais tempo.
Pessimismo?
Driblamos a Indesejada até quando for possível.
Pó e memória.
Mas celebramos o pássaro cantante, um instante, o arco-íris, um relâmpago de encantamento.
E passamos – passamos.
Os sonhos de juventude,  transformaram-se em dores na coluna?
Tanto ruído, tanta matéria, tanta agitação!
“Credibilidade é a única moeda válida neste vasto mercado repleto de ruído”.
A vida?
Definam-me urgentemente o que é a vida – por favor, um náufrago sorridente pede socorro.
Até a caminho da forca, pode-se apreciar a paisagem – alguém escreveu.
O pássaro cantante sorri para mim.
Mesmo que esteja cercado de mortos e de fotos, rebelo-me contra o oblívio.
Existe um menino que não pode estar perto de mim.
Mas também somos feitos daquilo que perdemos.
E o tempo se vai – sempre.
O mar, o trapiche, um fogão de lenha, um menino, boné, morango, amora, trapiche, mar, mãe pão feito em casa – repito-me, eu sei.
É como querer segurar um instante diante desta máquina descartável – nosso mundo.
Queria escrever: meus valores não pertencem a ele, mas soaria retórico e discursivo.
“Humanismo beato”, reclama  um promotor interno.
É apenas uma prosa poética, uma manhã, um mês de julho – parece tão pouco e é tudo.
(Salvador, julho de 2013)
PÓ E MEMÓRIA
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

Crônica da Urda

TEMPOS FELIZES 5
- Perderam meu cachorrinho - e Atahualpa ganhou uma segunda família!


(Excerto do livro "Meu cachorro Atahualpa, publicado em 2010.)

A casa 2 dele, seu segundo lar, é a casa da minha prima Rosiani.
                                   Tudo começou quando ele era ainda um filhote de pouco mais de meio ano e eu tinha que viajar na manhã seguinte e, desesperadamente, procurava onde deixá-lo, já que poucas horas antes ele tinha sido perdido pelo hotelzinho onde o deixara na maior confiança. Foi horrível. Deixei meu cachorrinho lá, crente de que estaria muito seguro, e pouco depois passei a me sentir muitíssimo angustiada querendo saber dele, e pus-me a telefonar, e o hotelzinho não atendia as minhas ligações. Para resumir, haviam perdido meu filhote – o coração mo havia contado – e além de não me dizerem nada, deixaram até de atender aos meus telefonemas.
                                   Aquele era um dia importante: estreava em Blumenau o filme ”Por causa de Papai Noel”, da cineasta Mara Salla, que havia sido baseado num livro meu, e eu deveria estar na estréia. Este fora o motivo porque deixara Atahualpa no hotelzinho na metade do dia, sendo que só iria viajar na manhã seguinte – e meu cachorrinho sumira!
                                   Resumindo ainda mais: na hora da estréia do filme, ao invés de eu estar no cinema, andava pelas ruas próximas ao hotelzinho chorando alto e gritando, desesperada:
                                   - Atahualpa! Atahualpa!
                                   Tive tanta sorte que o encontrei, numa casa onde boas crianças haviam se compadecido daquele filhotinho preto com frio e lhe tinham dado abrigo, e quando eu passei gritando o nome dele, ele veio até o portão, todo assustado, para dizer que estava ali. 
                        Mais um resumo: cheguei à Fundação Cultural, onde ficava o cinema, bem no momento em que o filme terminava e as pessoas vinham discuti-lo num coquetel, no lado de fora. Estava transida de chorar, abraçada ao meu filhotinho, e as pessoas do coquetel foram as que me consolaram e me sugeriram endereços onde ele poderia ficar. O problema é que deveria viajar para longe, bem cedo – conforme o coquetel ia terminando eu fui atrás dos tais endereços, mas todos os lugares estavam fechados. Em desespero de causa telefonei para a casa da minha prima Rosiani, e o marido dela, meu primo Germano Gieland me atendeu.
                                   - Traz teu cachorrinho para cá que eu cuido dele! – me prometeu.

                                   Nunca mais Atahualpa ficou em outro lugar que não na casa da Rosiani. Há que se saber que Rosiani tem três filhos, a Bruna, a Hana e o Mário Henrique, tem o cachorro Capitão, diversos gatos, e recentemente Bruna passou a ter, também, a cachorrinha Lana. Hoje Mário Henrique tem 13 anos, mas há dois e meio atrás ele tinha dez e foi dada a ele a responsabilidade de cuidar do Atahualpa, claro que sob a supervisão da Rosiani. Na verdade, no enorme terreno onde fica a casa da Rosiani, ficam também as casas dos outros meus primos irmãos dela, o Márcio, o Charles com sua mulher Cléia e o filho Ricardo, a Mayde, que é da minha idade mas que ficou viúva do meu compadre Nilo Guse já faz tempo e que já tem três filhos casados, morando só com a Aline, a caçulinha.  Então cachorro de apartamento, filhote com o único arrimo que era eu, Atahualpa ganhou, de uma vez só, toda uma grande família, e quando está lá ele fica como um peixe na água. O Capitão, o cachorro da Rosiani, mora num rancho mais ao fundo do terreno, enquanto que Atahualpa até hoje dorme no quarto de Mário Henrique e tem a mordomia do grande terreno com gramados e plantas, além de um monte de gente para agradar.


ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...