lundi 18 février 2013

NOVIDADES PARA NÃO PERDER!


EPC INFORMA

A Estância da Poesia Crioula informa que até 28 de fevereiro de 2013 estão abertas as inscrições dos seguintes Concursos Literários:
- 2º Concurso de Poesia Gauchesca Jayme Caetano Braun
- 2º Concurso de Causo Gauchesco Apparicio Silva Rillo



A Estância da Poesia Crioula torna público que estão abertas as inscrições para o                                                                                                                                                                        2º Concurso de Poesia Gauchesca JAYME CAETANO BRAUN, em homenagem                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           ao grande poeta, trovador e inigualável pajador, Sócio-Fundador desta entidade.
O seguinte regulamento normatiza o Concurso:
1) A partir desta data, até 28 de Fevereiro de 2012 estão abertas as inscrições para o 2º Concurso de Poesia Gauchesca “Jayme Caetano Braun”.

2) O tema do Concurso é livre, porém, deverá abordar a história, lendas, tradições, usos ou costumes do Rio Grande do Sul, sendo vedado o uso de termos chulos.

3) Os trabalhos apresentados deverão ser inéditos, na forma de “décimas espinélas”, “oitavas” ou “sextilhas”,  obedecendo métrica e rima, no estilo consagrado pelo grande poeta gaúcho.

4) O trabalho apresentado deverá conter o título e pseudônimo do autor. Em separado deve ser enviado os dados pessoais, com endereço, telefone e e-mail para contato.

5) Cada autor poderá concorrer com um trabalho em cada modalidade:  “décima espinéla”, “oitava” ou “sextilha”.

6) Os trabalhos deverão ser encaminhados, EXCLUSIVAMENTE VIA E-MAIL, até o dia 28 de Fevereiro de 2013 para o seguinte e-mail: chasque@estanciadapoesiacrioula.com.br

7) Não será cobrado taxa de inscrição.

8)  Os trabalhos serão julgados por comissão especializada, indicada pela instituição promotora do concurso.

9) PREMIAÇÃO: 1º, 2º e 3º lugares receberão Troféu e Medalha e o 4° e 5° lugares Medalha.

10) Os resultados serão proclamados e os prêmios conferidos em solenidade especial, em Porto Alegre, durante o mês de março de 2013, em local a ser definido.


 
Porto Alegre, 15 de dezembro de 2012

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A Estância da Poesia Crioula torna público que estão abertas as inscrições para o       2º Concurso de Causos Gauchescos APPARÍCIO SILVA RILLO, em homenagem ao grande escritor, poeta e contador de causos, Sócio-Fundador desta entidade.
O seguinte regulamento normatiza o Concurso:
1) A partir desta data, até 28 de fevereiro de 2013 estão abertas as inscrições para o 2º Concurso de Causos Gauchescos “Apparício Silva Rillo”.

2) O tema do Concurso é livre, porém, deverá abordar a história, lendas, tradições, usos ou costumes do Rio Grande do Sul.

3) Os trabalhos apresentados deverão ser inéditos, na forma narrativa de causo gauchesco (galponeiro, campeiro, pulpeiro) no estilo consagrado pelo grande poeta gaúcho.
OBS: Não confundir causo com conto. Não será admitido o uso de termos  chulos.
4) O trabalho apresentado deverá conter o título e pseudônimo do autor. Em separado deve ser enviado os dados pessoais, com endereço, telefone e e-mail para contato.
5) Cada autor poderá concorrer com até dois trabalhos.

6) Os trabalhos deverão ser encaminhados, EXCLUSIVAMENTE POR E-MAIL, até o dia 28 de fevereiro de 2013 para o seguinte e-mail: chasque@estanciadapoesiacrioula.com.br
7) Não será cobrado taxa de inscrição.
8) Os trabalhos serão julgados por comissão especializada, indicada pela instituição promotora do concurso.
9) PREMIAÇÃO: 1º, 2º e 3º lugares receberão Troféu e Medalha. O 4º e 5º lugares Medalha

10) Os resultados serão proclamados e os prêmios conferidos em solenidade especial, em Porto Alegre, durante o mês de março de 2013, em local a ser definido.

Porto Alegre, 15 de dezembro de 2011

Sarau Encontro de Utopias


O Sarau Encontro de Utopias em fevereiro convida o músico e humorista Márcio Miele e poeta Júlio Bittar. Temos também a alegria de receber o lançamento do livro “Poemas Diversos” do poeta pernambucano Valmir Jordão.

Afine a poesia.
Dedilhe seu traço.
Percuta a intuição.
Essa ciranda é sua!
Entre na roda:
cultura é protagonismo.

Palco Aberto.

Terça feira, 19 de fevereiro às 21h.
Centro Cultural Lamparina Brasil, R Marques de Paranaguá, 377 – Consolação. 
Gratuito. 


Sobre nossos convidados: 

Valmir Jordão

O poeta, compositor e performer Valmir Jordão está de livro novo na praça. O autor do antológico “Justiça Total”:

Coca para os ricos
Cola para os pobres
Coca-Cola é isso aí!

Nesta ocasião, presenteia o público com o singelo “poemas diversos”, título do mais recente livro do nosso bardo pela Ed. Escalofobética, com o apoio do SINTTEL-PE e do projeto Castanha Mecânica. Onde a sua veia crítica/cítrica, permanece mordaz e vigorosa com textos inéditos e interessantes. Por exemplo:

Descerebração
(a Drummond)

havia uma pedra no meio
o caminho. stop!
a vida noiou.


Valmir Jordão é oriundo da geração 80 do cenário poético recifense e esta é a décima quarta publicação independente de sua lavra. Com prefácio e revisão do poeta Lara e diagramação do poeta Fred Caju (nova geração), sem papas na língua, nosso vate fala do Recife, de Olinda, do amor, do comportamental, da política, da história e outras coisitas mais. “Poemas Diversos” é um livro instigante e atualíssimo.




Júlio Bittar


Júlio Bittar é o Poeta das Imagens. Como pouquíssimos artistas, domina com esmera perfeição a linguagem poética e a das cores, elevando as Belas Artes por entre as paisagens Alucinadas da Aldeia. Seu imaginário transgride a estrutura dos sonhos e povoa o juízo dos leitores com imagens de extraordinária beleza, que retomam, por vezes, uma São Paulo perdida em meio às sombras de seusdesbravadores



Marcio Miele

Marcio Miele é compositor, cantor e multi-instrumentista. Professor a mais de vinte e cinco anos, pensa na música como uma necessidade para todos, um meio de conectar as pessoas entre si, devolvendo os aspectos humanos que vão sendo perdidos com o voar dos dias. Tem como característica o lado performático, a brincadeira, o lúdico, o humor & a música. Um repertório eclético, que através do humor dá seu grito a favor da liberdade. O humor levado a sério. 

Convite evento da Poemas Flor da Pele


Convite evento da Poemas Flor da Pele
Uma honra enorme comunicar a todos vocês o Próximo evento da Poemas Flor da Pele, entrada franca Palco aberto venha e seja bem vindo dia 22 de fevereiro das 20 horas  as 22,30 horas  no Centro Cultural São Paulo Vergueiro numero 1000. Stamos te esperando.  


Crônica da Urda


Bento ou Benedito?
                                  


                            (Como as coisas se passaram quando o papa foi eleito. Reencaminhado por pertinência do momento. Urda)

                                   Quando eu era criança, eu via que o Brasil era como era. Depois cresci e li Gilberto Freire e seu entusiasmo, e passei a crer que vivíamos, mesmo, numa democracia étnica. Daí cresci mais e vivi mais, e fui vendo que a coisa não era bem assim, e veio Darcy Ribeiro e outros me acenando com o outro lado da moeda, mas mesmo assim eu acho que não estava nada preparada para o ato explícito de racismo institucionalizado ao qual assisti nesta semana.
                                   Vejamos: eu liguei a televisão bem na horinha em que começou a sair uma primeira fumacinha lá na chaminé da capela Sistina, ainda fumaça tão tênue que não se definia a cor – e logo a fumaça ficou branca!  Era hora do Jornal “Hoje”, e a expressão “Habemus Papa” passou a estar na boca de todos, seguida da grande curiosidade: “Quem é, quem é?”. Então, nos trinta ou quarenta minutos seguintes as coisas se definiram: havia sido escolhido o alemão Joseph Ratzinger, e isto é assunto para outra discussão, e que discussão! Mas o que nos interessa, neste momento, é que quando se soube quem era o Papa, ele já havia escolhido seu nome de Papa, e o Jornal Hoje já estava devidamente calçado com a presença de um teólogo da USP, que clareava o que não se sabia.  Soube-se, então, que o nome que o Papa escolhera significava “Abençoado”, e o teólogo foi taxativo: tanto em italiano, quanto em português, “Abençoado” significava “Benedito”, ou “Bento”. Então não havia dúvidas: Habemus Papa Benedito, XVI, para se ser mais exato, pois outros 15 Beneditos já houvera.
                                   Por uns 30 minutos, no Brasil, tivemos o Papa Benedito XVI. O Jornal Hoje se estendia sem pressa, e o teólogo da USP explicava tudo que se queria saber, tintim-por-tintim, quando de repente, uma meia hora depois, o nome do Papa passou para Bento. Eu cá estranhei: aquilo tinha cheiro de racismo! Lembrei-me de São Benedito, santo preto muito popular no Brasil, padroeiro das gentes negras – será que uma coisa não estava tendo a ver com a outra? Passei uma mensagem para uma amiga antropóloga na Alemanha, grande conhecedora de Brasil, contando o que acontecia, e ela me respondeu: “Aqui ele é Benedikt. Eu acho que é racismo, sim!” Expus o caso para minha faxineira, que passava roupa e espiava a televisão ao mesmo tempo: “O que tu achas?” – Ela foi taxativa: “Bento fica melhor, tu não estás vendo? Benedito é nome di nego!” . Eram opiniões de áreas extremas: ia desde uma doutora em Antropologia até minha pouco alfabelizada faxineira, passando pela humilde escriba que sou. Telefonei para minha mãe e expus o caso – ela achava melhor não mexer com tais coisas. Então, só restava esperar. E esperei.
                                   Nas horas seguintes, nos dias seguintes, fui vendo que a exclusividade do nome Bento pertencia ao Brasil (e agora descobri que a Portugal também). Na língua espanhola o papa é Benedicto; na língua alemã é Benedikt – na verdade, não pesquisei em muitos países, pois já conheço um bocado este Brasil onde “Benedito é nome di nego”, e posso entender este racismo que assola a minha gente, sob a capa de uma democracia étnica. E Portugal, bem ... se um dia fomos no embalo de Portugal, penso que hoje Portugal muito nos copia – basta ver o gosto dos portugueses pelas nossas novelas!
                                   Taí o que queria falar. Se “Abençoado” , no Brasil, quer dizer Bento, e não Benedito, acho que São Benedito e nossos irmãos negros  têm muito a ver com a coisa. Se na nossa língua não se aceita ter um Papa Benedito, eu acho que tem a ver com o mais descarado racismo, sim. Gilberto Freire que me perdoe, mas a tal democracia étnica está fazendo água.

                                   Blumenau, 23 de abril de 2005.


                                               Urda Alice Klueger
                                               Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR 

COM RUI MARTINS EM BERLIM: URSO DE OURO


FILME RUMENO GANHA URSO DE OURO
Child´s pose, de Calin Peter Netzer

A imprensa está habituada a confundir os rumenos com os ciganos pobres, mas na Romênia existe uma alta sociedade rica, na qual as mulheres agem como chefes de família que decidem e se impõem.
Cornélia, personagem do filme, com seu casaco de pele, arquiteta, fumante, mãe possessiva de um filho médico, um tanto apagado e inseguro, é uma dessas mulheres.

Ela vai se mobilizar para evitar que seu filho não seja condenado a cinco ou seis anos de prisão, por ter atropelado e morto um menino, quando ultrapassava um caminhão a 140 km por hora. E não terá o menor escrúpulo em ir modificando os documentos da polícia, depoimeto do motorista do caminhão, utilizando envelope recheado de dinheiro ou utilizando sua influência. Um clima de corrupção dos ricos sobre os pobres, exatamente como ainda se faz no Brasil.


O realizador Calin Peter Netzer conta que o projeto inicial era o de contar disputas dentro das famílias, inclusive dentro de sua própria família e suas relações com sua mãe autoritária. No seu entender existe nas mulheres romenas uma relação de proteção quase patológica das mães com os filhos. Muitas delas, já aposentadas, se privam do bom e do melhor para sustentar um filho pouco amigo do trabalho.

No filme, a mãe ama seu filho marmanjo sem impor qualquer condição e sem esperar qualquer retorno. Diante do filho, revoltado com as iniciativas tomadas pela mães em seu favor (mas sua inércia o levaria à prisão), Cornélia sofre como vítima do seu amor sem condição.

Comprovando o mostrado no filme, ocorreu na entrega do Urso de Ouro um comportamento bem ilustrativo por parte da produtora rumena do filme, que roubou a cena do realizador premiado, indo receber o Urso com ele e fazendo um discurso em seu lugar.

Calin Peter Netzer tinha oito anos quando seus pais emigraram para a Alemanha, mas aos 19 anos retornou à Romênia e estudou cinema em Bucareste. Fez diversas curtas e ganhou o Urso de Ouro, aos 38 anos, com sua segunda longa-metragem.

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