mercredi 6 février 2013

COM RUI MARTINS NO FESTIVAL DE BERLIM


BERLIM COMEÇA
COM ARTES MARCIAIS

A Berlinale, ou Festival Internacional de Cinema de Berlim tem abertura oficial hoje (dia 7), num clima de artes marciais, com O Grande Mestre, do cineasta chinês Wong Kar Way. Na verdade dois mestres, o herói do filme Ip Man, exímio lutador de Kung Fu, arte marcial também chamada de Wing Chun, e o diretor do filme, já premiado em Cannes e presidente do júri da competição, razão pela qual o filme está fora de concorrência.

Num cenário épico, vivem duas personagens, um homem e uma mulher, num momento crítico da China, 1936, pouco antes da invasão japonesa. Será uma festa de impressões visuais e corpos acrobáticos, garante o Festival, que já desenrolou o tapete vermelho para receber os ícones dos dez dias de projeções de filmes, a maioria ainda inéditos.

A competição será das mais difíceis este ano, pois reúne diretores e astros renomados – Gus Van Sant, Steven Soderbergh, o iraniano Jafar Panahi, Juliette Binoche, Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Matt Damon, presentes em suas novas estréias.

Mas o clima não será, e isso é uma marca da Berlinale, só de festa. Pouco antes da projeção de abertura, outro filme questiona, critica, busca uma explicação. É o filme de Raoul Peck, sobre o terremoto do Haiti e o que se fez ou não se fez até hoje, em favor do sobrevientes. Peck é haitiano, vive na França e é conhecido, desde Locarno, por seu cinema entre arter e política.

Dois filmes africanos, na mostra Panorama merecem nossa atenção – Burn it up Djassa, da Costa do Marfim, de Lonesome Solo e a coprodução da Guiné Bissau com Portugal, dirigida pelo cineasta português, João Viana, A batalha de Tabatô. Há ainda dois filmes palestinos, um documentário e outro na mostra Forum.



COM RUI MARTINS NO FESTIVAL DE BERLIM


Habi, a estrangeira, atração em Berlim


A coprodução argentico-brasileira Habi, a estrangeira é uma das esperadas atrações do Festival de Cinema de Berlim, na mostra Panorama, não só por tratar do tema da mudança de identidade, como por ser a concretização de um recente projeto de cooperação cinematográfica entre o Brasil e a Argentina.
Habi tem também um produtor brasileiro de prestígio, Walter Salles. A diretora é a argentina Maria Florencia Alvarez, autora da saborosa história de uma jovem argentina do interior que, dentro da cidade grande, no caso Buenos Aires, rompe com seu passado e assume outra vida, outras roupas, outros amigos e outra crença.
Fazer como certos insetos, que se descartam de uma fase embrionária para se metamorfosearem em algo diferente, é a tentação de muitos migrantes. O anonimato no novo país ou na nova cidade, permite, a quem quiser, se desvencilhar do passado e começar uma nova vida.
Assim, ocorre com Anália, jovem interiorana atraída pela oportunidade de se transformar em outra pessoa, no contato com seu novo mundo, a cidade grande. Por circunstâncias diversas, Anália vai a um velório de uma muçulmana e acaba recebendo algumas de suas roupas.
Curiosa, veste-se como a defunta e se deixa guiar pela nova indumentária, como se pela roupa se tivesse transformada em muçulmana. E cobre a cabeça com o chador, segundo o rito muçulmano, vai à mesquita e se identifica com as outras mulheres seguidoras de Alá como se fosse uma delas.
Fascinada por esse novo mundo, que lhe compensa a ruptura do passado com uma sensação de nova vida, se dá um outro nome Habiba Rafat. Para sobreviver nessa nova identidade, consegue um emprego num supermercado árabe, aluga um lugar para morar, onde pode viver só pela primeira vez, passa a ter uma amiga muçulmana, Yasmin, e tudo parece funcionar nessa nova vida, até se apaixonar por um jovem libanês.
Habi é o primeiro-longa metragem de Maria Florenzia Alvarez.
Rui Martins, de Berlim, convidado pelo Festival.


PERFIL DE ESCRITOR: MARIO PC


Músico e escritor, Mário PC nasceu em Belo Horizonte (MG). Lá, iniciou seus estudos de música na Fundação Clóvis Salgado. Autor do livro “O Saxofone Pop dos Anos 80”, Mário PC graduou-se em Licenciatura em Música pela UNIRIO, no Rio de Janeiro (RJ), onde reside desde 1985. Como músico, já dividiu palcos e estúdios com grandes artistas, entre eles Lulu Santos, Marina Lima, Ed Motta, Paralamas do Sucesso e Midnight Blues Band.

Livro:

"Ilusório Relógio da Vida"

O “Ilusório Relógio da Vida” enquanto conceito reflexivo promove de forma poética o resgate do individualismo massacrado pelo medo que acomete o homem frente à ausência de sentido de sua própria existência. Prima pela reconstrução de uma sociedade sobre uma base equânime, igualitária. Traz nos seus textos o despertar do autor e a revelação de seu sonho mais ambicioso. Faz uma alusão à vida do homem enquanto ser evolutivo amparado pela significância do tempo, utopicamente primordial. É um resgate, um chamado à vida. Aponta para a ideia de uma existência plena, não opressora, em que todos enquanto seres sociais preservam-se por meio de condutas dignas. Não há espaço para escravizações ou ludíbrios. Um livro educacional, poético e instigador.

Prefácio: Marco Antônio Tavares Coelho (Escritor e bravo oponente da ditadura militar)
Texto das orelhas: Olavo Celso Romano (Escritor e membro da Academia Mineira de Letras)
Texto da 4ª capa: Octavio Caruso (Ator e Crítico de Cinema)


Convite:

Amigos, no dia 05 de março lanço meu segundo livro, "Ilusório Relógio da Vida". O lançamento será de 18:00 às 21:00 h, no Espaço Multifoco, localizado à Av. Mem de Sá nº 126, Lapa, Rio de Janeiro. Venham brindar comigo!

Em Poemoda


Esta semana, em "Poemoda, a canção em verso e prosa", os heterônimos de Fernando Pessoa, em verso e canção.
Participação mais-que-especial de Marcelo De Angelis

Grande abraço,

 Alan Romero & Etel Frota


"Poemoda, a canção em verso e prosa"
           todas as quartas-feiras, às 11 da noite
(com reprise aos sábados, 6 da tarde)


grade semanal de apresentação:

em Curitiba: FM 97.1
_quartas-feiras, 23:00h
reprises aos sábados, 18:00h e quartas-feiras, 05:00h


em Curitiba: AM 630_quartas feiras, 05:00h


em Lisboa: Rádio Zero
_sextas-feiras, 18:00h
_segundas-feiras, 06:00h 


POEMA DE CLEVANE PESSOA


Compartilho post de Faruk Sarioglu (imagem)  -sempre com muito bom gosto nas seleções que faz- e escrevo:

Poente 


Não por acaso,
 o sol em desmaio de ocaso
lambe a água fria
contamina-a de amarelo
e desenha um movimento
antes de recolher-se.

Já eu, saio
e semeio versos ,
para , notívaga,
fertilizar a Noite.

Clevane Pessoa 


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