vendredi 1 février 2013

OPORTUNIDADES LITERÁRIAS!

VARAL PROCURA VOLUNTÁRIOS PARA ESCREVER COLUNAS (CRÔNICAS, ENSAIOS, TEXTOS LIVRES) NA REVISTA VARAL DO BRASIL SOBRE:

- Literatura (livros, arte de escrever, etc.)
- Cinema (indicação de filmes, crônicas sobre cinema, etc.)
- Artes Plásticas (comentários sobre artistas, sobre obras de arte, etc.)
- Artes em geral (crônicas que falem sobre arte - qualquer manifestação artística)
- Música (indicação de músicos e músicas, crônicas sobre música, etc.)
- Folclore brasileiro (ensaios, textos, crônicas sobre o folclore brasileiro)
- Ecologia e Proteção animal (ensaios, textos, crônicas de conscientização para a preservação ambiental e/ou proteção animal).

As colaborações deverão ser mensais.
Toda participação na revista VARAL DO BRASIL é GRATUITA assim como é a distribuição da mesma em sua forma digital (a revista não é impressa).
As pessoas interessadas poderão contatar o VARAL no e-mail varaldobrasil@gmail.com


I PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA




27o SALON INTERNATIONAL DU LIVRE ET DE LA PRESSE DE GENÈVE



Crônica da Urda


TEMPOS CONTURBADOS 4
 Como sair dali?
(Parte do livro "Meu cachorro Atahualpa", publicado em 2010)

 



                                   Penso agora na forma solidamente católica/luterana dentro da qual havia sido criada: era necessário viver-se da forma como a vida se nos apresentava; era necessário saber-se resistir às provações  que aparecessem, fossem elas quais fossem. Em nenhum momento, naqueles meses angustiantes, pensei que poderia sair daquele ambiente, que parecia que tinha sido bombardeado, para uma outra realidade – o máximo que chegara a pensar, nos primeiros meses após a Tragédia, fora de comprar um trailer para viver nele, onde estaria sempre pronta a fugir das hecatombes da natureza. Na verdade, era um velho sonho que vinha desde lá dos tempos do Movimento Hippie, e que, naquela altura em que estava fora de casa, parecia-me a melhor idéia possível – Atahualpa e eu viveríamos com muita frugalidade e simplicidade, dentro de um trailer, e poderíamos ser felizes com muito pouco. Pensei muito seriamente no assunto: cheguei a ir ver locais onde poderia estacionar um trailer em Blumenau, já que minha cidade não está preparada para tais coisas; cheguei a fazer contatos e ir a lugares onde se vendiam trailers, para ver se achava um compatível com a realidade de uma escritora e de um cachorro, e só não fomos morar em um porque não apareceu o adequado.
                                   No momento em que voltamos para aquele caos em que se transformara a rua Hermann Huscher, no entanto, eu não conseguia visualizar outra realidade a não ser a de continuar ali e agüentar aquilo.
                                   Voltáramos em fevereiro; já era maio quando, afinal, surgiu uma luz no fim do túnel, e veio através do Nisael, um amigo que é corretor de imóveis:
                                   - Por que é que tu não vendes este apartamento e vais morar em outro lugar?
                                   - Mas alguém compraria este apartamento?
                                   - Sim, compraria. Muitas pessoas gostariam de morar aqui.
                                   Até hoje fico pensando o que levaria pessoas a quererem ir morar naquele lugar deteriorado e perigoso, mas o fato é que as havia. Penso que talvez a proximidade do centro era um grande atrativo, não sei. O fato é que tão logo dei sinal verde ao Nisael, um e outro e outro interessados foram aparecendo, e num instante apareceu a casinha dos meus sonhos, em bairro seguro, livre de enchentes, e longe de barrancos e de ribeirões, espaçosa e bonita, com uma varanda na frente que era a coisa mais amada! A casa fazia parte de um pequeno condomínio fechado com algo como 40 outras casinhas, salão de festa, parquinho e praça de esportes. O condomínio tinha um jardim comunitário, mas cada casinha tinha seu próprio jardinzinho e, detalhe que fez com que me apaixonasse perdidamente por ela: nos fundos, havia uma mata virgem virgem mesmo, cheia de animaizinhos de pena e de pelo. Só não comprei a casa no primeiro dia porque tinha que vender o apartamento primeiro, e as diversas pessoas que apareciam querendo comprar o meu apartamento não o faziam no mesmo dia porque tinham que vender outros imóveis primeiro. Então a coisa foi-se arrastando, mas agora havia uma chama acesa na minha alma, e eu me derretia de ternura quando falava com Atahualpa:


                                   - Meu amor, eu estou te prometendo que nós iremos sair deste lugar horrível, que iremos morar numa casinha onde haverá um jardinzinho só para ti! – eu lhe dizia centenas de vezes, em todos os momentos, mas principalmente quando estávamos no trânsito congestionado das seis da tarde, quando meu cachorrinho, deitado no banco do lado, enfiava o focinho e a cabeça sobre minhas pernas. Nessa altura ele atingira os mais de nove quilos que tem até agora, e há muito não cabia mais no meu colo enquanto eu dirigia, como o fizera enquanto era um bebê.
                                   Aquilo tinha se tornado ponto de honra para mim, e me partia o coração a cada dia que passava oprimida na velha realidade, sem poder dar ao meu cachorrinho a largueza de uma casa com varanda e seu próprio jardinzinho.

                    Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR

"Eu me dei conta de que cada vez que um dos meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele. Cada vez que um cachorro novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço de seu coração. Se eu viver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de cachorro, então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles."  (Autor desconhecido) 


IV SELETIVA NACIONAL DE POESIA PARA A IV COLETANEA SECULO XXI


IV SELETIVA PARA A IV COLETÂNEA SÉCULO XXI – 2013
- HOMENAGEM (ACEITA E AUTORIZADA PELA AUTORA) -
Olga Savary (Belém, 21 de maio de 1933)

                                                                       Foto: divulgação
É poeta, como gosta de ser chamada, contista, romancista, crítica, tradutora e ensaísta.

Inscrições de 1º de FEVEREIRO a 5 de MARÇO de 2013
(Preferencialmente pela INTERNET ou pelos Correios)

   A PoeArt Editora de Volta Redonda RJ, institui a IV Coletânea Século XXI  (depois do sucesso da I, II, III e das Antologias Poéticas de Diversos Autores, Vozes de Aço da I A XIII e  do livro Cardápio Poético, primeira e segunda edição), para premiar autores de ambos os sexos, maiores de dezoito anos, amadores ou profissionais, somente residentes no país, na categoria: Poesia, em língua portuguesa, tendo como objetivo principal à descoberta de novos autores e o intercâmbio cultural entre os participantes.


SEM TAXA DE INSCRIÇÃO: (ATÉ 3 POESIAS)

   Ao efetuar a sua inscrição, o autor estará concordando com as regras do Concurso, e, se selecionado, autorizando a publicação dos trabalhos na IV Coletânea Século XXI – 2013. Em caso de cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral, será responsabilizado judicialmente.

Tema e Apresentação:
- O tema é livre OU HOMENAGEM À AUTORA.
- Cada autor poderá inscrever de uma a 3 poesias (versos livres ou poema com forma fixa), cada uma em uma página, inéditas ou não, máximo de até 30 versos cada, fonte Times New Roman, corpo 12, digitadas somente em um dos lados da folha, onde deverá constar o título de cada poesia. Não é necessário pseudônimo.
- Uma via de cada trabalho, no mesmo envelope, mais um CD (se for enviar pelos correios) com as poesias gravadas e uma foto de perfil recente em alta resolução (que será usada no livro).
- Em anexo um envelope menor, lacrado, sem qualquer identificação do lado de fora, contendo:
- Nome completo, nº do RG, nome do concurso, títulos dos trabalhos, endereço completo, dados biográficos
(no máximo dez linhas), telefone e e-mail.

- As obras que chegarem sem esses dados não serão consideradas inscritas.
- Todos os trabalhos enviados (selecionados ou não) serão incinerados, após a divulgação do resultado.


Forma de Inscrição:

  As obras deverão ser enviadas (preferencialmente pela INTERNET para: poearteditora@gmail.com) ou pelos correios para: PoeArt Editora: Caixa Postal: 83967 – Cep: 27255-970 – Volta Redonda – RJ.

Premiação:

   Os cinco melhores poemas serão publicados sem qualquer ônus na IV Coletânea Século XXI2013 –, cada um dos cinco autores premiados receberá 3 exemplares da obra pelos direitos autorais, diploma e a sua foto colorida no livro.

  OBS: A partir do 6º trabalho selecionado, os autores serão convidados a participar do livro pelo sistema de cooperativismo, pois serão escolhidos no máximo cem trabalhos de até cinqüenta autores.

Jean Carlos Gomes / Organizador e Editor / Contatos: 24 - 9993-0615 | 33457352 (depois das 18h)

Organização e Realização: PoeArt Editora de Volta Redonda – RJ

   Apoiadores: Reprográfica Barrense, Colégio Garra Vestibular, Lex Print – Suprimentos de Informática, Teatro GACEMSS 67 Anos de Cultura, GREBAL – Grêmio Barramansense de Letras, Academias: Barramansenses de Letras e História, Art Nouveau, Val Lourenço – Cabelo e Corpo, Jornais: O Universo, Volta Cultural, Jornal do Interior, MaioIrdade, A Voz da Cidade e Diário do Vale, Clube Foto Filatélico e Numismático de VR – Ponto de Cultura, Zênite Publicidade, Usina Gráfica – Design e Propaganda, Câmara Municipal de VR e Deputado Federal Zoinho.



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