samedi 20 juillet 2013

Trecho da obra A Filosofia da Liberdade

Rudolf Steiner

...Enquanto atuo, impele-me a máxima moral enquanto pode viver em mim intuitivamente. Esta máxima está unida ao amor pelo objeto que quero realizar em meu ato.Não pergunto a ninguém nem a nenhum código moral se devo ou não realizar o ato em questão, mas executo-o tão logo concebo a idéia do mesmo. Só assim tal ato é um ato meu.
O ato daquele que age só por  acatar certas normas morais é  o resultado dos princípios contidos em seu código moral. Neste caso ele é só um executor, uma espécie de autômato superior. Não precisa mais do que introduzir em sua consciência um estímulo para a ação, e imediatamente a engrenagem dos seus princípios morais põe-se em movimento e funciona da forma prescrita para executar, seja um ato cristão, ou humanitário, ou de altruísmo, ou destinado a contribuir com o progresso cultural. Mas se me deixo guiar por meu amor ao objeto, sou, só então, eu mesmo quem age.
Uma vez situado neste nível da moral, não guiam meus atos  nem um amo,nem uma autoridade exterior, nem a chamada voz interior. Não admito nenhum princípio exterior de meus atos, pois encontrei em mim mesmo a causa da minha conduta, isto é, o amor pela ação.
Não examino com o intelecto, se minha ação é boa ou má, mas executo-a porque a amo. Será “boa” se minha intuição impregnada de amor estiver de forma adequada, dentro da continuidade do mundo experimentada intuitivamente; e “ má”, em caso contrário.Tampouco me pergunto, então, como agiria outra pessoa em meu caso, mas atuo como eu, personalidade particular, tenho necessidade de atuar.
Não me induzem de modo imediato nem o hábito comum, o costume geral, nem um princípio válido para todos os homens, tampouco uma norma moral, mas meu amor  pela ação. Não sinto coação alguma, nem da natureza, que me guia em meus apetites, nem dos mandamentos morais, mas quero simplesmente executar aquilo que se encontra em mim.


Trecho extraído da Obra a Filosofia da Liberdade de Rudolf Steiner, pg. 89. Tradução de Alcides Grandisoli. Editora Antroposófica, São Paulo.  Segunda edição, 1988.


*Enviado por Gildo Oliveira

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...