jeudi 25 juillet 2013

AUTOR: H. WOLF E SEU LIVRO OS PRIMEIROS DIAS DE 36 HORAS

Um paulistano que vive com a mulher e os filhos como se vivesse na última ilha no meio do caminho entre a civilização e a inevitável solidão que a (in)delicadeza das boas intenções dá

2005-2007 escreve "Os Primeiros Dias De 36 Horas"
2008-2009 escreve o filme bilíngue "24 Dias Para Morrer"
2012 cria o jogo "TRAL", que define uma nova escrita - versão Tabuleiro e versão Web
2013 cria a versão Game Show televisivo do "TRAL"; escreve o curta-metragem "Flesh Is Crime"; define as bases do "Pós-Médio" (curso para o final da adolescência); e inicia a escrita do livro "Limites Inoportunos De Uma Tragédia"..  





OS PRIMEIROS DIAS DE 36 HORAS”      H. Wolf

Uma obra original e ousada que, além de prender o leitor com a estrutura da narrativa, traz algumas curiosidades: os quatro personagens principais não têm nome, são apresentados apenas como o Transformador, o Vivenciador, o Incitador e o Observador; ao longo das páginas, em momento algum, o leitor encontrará um verbo no gerúndio e tampouco algum advérbio de modo terminado em “mente”.
Esta ficção mostra como o protagonista começa a viver dias de 36 horas, em vez de 24. Descreve também a maneira nova como ele vê, a partir dessas 36 horas, todas as ocorrências do dia, bem como o novo jeito de se relacionar com os períodos da manhã, tarde, noite e madrugada.
O Transformador põe em prática sua grande descoberta, a capacidade de modificar alguém. Uma vez transformado, o Vivenciador luta para entender e aceitar o fato de estar diferente. O Incitador mostra, por meio de exemplos, como viver uma transformação, e o Observador, por todo o livro, expõe suas conclusões e indica caminhos.
As imagens que atravessam o livro vão desde as galerias subterrâneas de uma grande cidade – que escondem experiências relacionais entre homens e mulheres – até as configurações de duas praias como causadoras de dúvidas torturantes existenciais para um navegador indeciso. Marcado pelo desconcertante capítulo 4, o livro leva o leitor a, no mínimo, pensar sobre possíveis mudanças, ainda que pequenas. Pois entrega a ele, leitor, um panorama derivado daquela que está entre as mais impensáveis mudanças: a do próprio dia.
Sem dúvida, o protagonista é alguém marcado por uma das formas mais comuns da inadequabilidade, que o faz buscar, sem que saiba, uma nova maneira de viver a realidade. Acha mais que um jeito novo, acha uma nova realidade, que traz a ele a observação, como nunca antes, do dia por inteiro - aliás, dia que consegue a proeza de, em sua estrutura, ser diferente tanto do anterior quanto do seguinte.


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