mardi 28 mai 2013

UM POUCO DE JOÃO BATISTA

Aos sete anos
João  foi pela mãe liberado
Para viver no deserto da Judéia.
Três vezes sete anos
Vive João  no deserto;
O deserto é para ele o local propício
Para  grandes transformações.
Imerso no  deserto, como no  batismo.
  “ um  anjo   habita em João Batista”
Afirma  Rudolf Steiner.
Região hostil à vida.
Deserto de altas formações rochosas,
Grandes  montanhas , imensas gargantas,
vale com cavernas...  primavera branda,
uma terna vegetação;
 tudo isso   recebe e acolhe o  hóspede especial,
 um menino ainda , João Batista; e o vê crescer.
Uma aproximação de destino com um anjo
Sela o início de uma verdadeira amizade
Espiritual, eterna entre eles; fortalece laços
De outros tempos, sem duvida!
João não está nunca sozinho; nele vive
Um anjo amigo, um ser de muita luz espiritual;
Portador de um eu imortal, consciente, livre.

O pequeno João vive liberto de influências de
Seres luciféricos e arimânicos; percebe o logos, o Cristo.
Não necessita de suprimento  permanente
 De  alimentos e  bebidas para viver;
A luz maior angelical o protege,
O acalenta, e o guia  em todos os momentos
De sua  passagem pelo deserto da Judéia.
O deserto é o lugar ideal para que, com a
Ajuda do anjo, João desenvolva  o que
Fora em vidas passadas; as hierarquias
Espirituais o fortalecem  neste propósito,
Trabalhando pelo amadurecimento do corpo
De João já mesmo na infância.O tesouro
Das vidas passadas passa a ser um relicário
Constante de sua existência próspera e bela.
O último grande nazareno, João, vestia-se
Com pele de camelo; usava um cinturão
À altura dos rins.Nunca  teve compridos os cabelos
Como era  hábito dos nazarenos; nunca  passou
Pela imersão na água para fins de desenvolvimento
Espiritual; João porta a sabedoria conquistada  no passado
De modo grandioso, ímpar!
Em João age o eu do anjo; e o eu do anjo anuncia a vinda
Do portador do eu, o Cristo.
João podia permanecer com  o  olhar espiritual  permanente
Sobre o estado de evolução da Humanidade; e sobre a
Aparição do mais eminente de todos os seres, o Messias,
Impregnando-o.
Graças às hierarquias celestiais, estas
Forças sublimes atuam em João Batista,
Mesmo após  os quatro anos, sem que seu
Corpo seja alquebrado;
São  forças poderosíssimas,
futuramente a Humanidade deverá se aproximar
 delas com muito sacrifício, coragem  e amor.
Um grande homem, corajoso, audacioso, destemido,
Íntegro todo tempo.
Trabalha, protegendo a planície de Jezréel, vila de Nazaré,
Na Galiléia, rica região produtora de alimentos para os
Habitantes da região, bem como elimina o excesso das forças
De Caim ainda da época da escravidão dos hebreus no Egito,
Que, se mantido, causaria desequilíbrio na evolução . João
Elimina o excesso de forças, descartando-o  da terra prometida.
Consegue, assim, uma harmonização efetiva entre as correntes de
Caim e Abel , simbolizadas pelo gafanhoto e  mel. Este trabalho
 De João Batista antecipa a  união definitiva entre Caim e Abel
 Que se realiza pelo Cristo através da ressurreição de Lázaro.
Batizando, João libera uma parte do corpo etérico do imerso na água,
 isso permitia que a pessoa enxergasse  o lugar de nascimento
 do seu próprio eu.  “ Eu sou a voz que clama no deserto.” , esta é
marca inconfundível de João Batista.
Às primeiras horas da manhã, estando em Betânia, entre Jericó e Jerusalém,
 às margens do rio Jordão, o destino lhe reserva o encontro com  Jesus de Nazaré.
 O batismo de Jesus por João batista. Eis o grandioso momento, pois o mundo é
criado pela segunda vez. Agora , a Terra como um Sol!
Uma Terra virginal, pura, destacando-se  das águas primordiais, recebe João
Batista e Jesus para o batismo maravilhoso, ímpar da evolução de toda
A humanidade.
Acontecem o batismo da água ministrado por João, e o batismo do fogo
 realizado pelo Espírito Santo , quando o pai engendra seu filho único
  bem-amado por meio do Espírito : “ Este é o meu filho bem-amado,
 hoje eu o engendrei”; palavras grandiosas de Deus-pai, com a força
 poderosa de trovão!
João estava preparado para ter uma vivência do Cristo apenas pairando
Sobre a Terra, e não  no corpo físico de um homem;
 esta vivência magistral do batismo do  Jordão fica oculta
a João até a grande realização da ressurreição de Lázaro pelo Cristo.
O degolamento de João Batista marca a passagem das forças de sua
 Cabeça para  uma finalidade divina; para que, junto com  Lázaro,
 e a força vital de João Zebedeu, o divino mestre, o Cristo, através da ressurreição
de Lázaro, anuncie  ao mundo, Lázaro-João, o discípulo que   Ele muito amava;
símbolo do verdadeiro homem novo.
Não é como João  Batista( sozinho) mas como Lázaro-João( juntamente com Lázaro),
  um ser único, ímpar, que João alcança uma compreensão viva do batismo do Jordão
E  da segunda criação do mundo;
Lázaro-João passa a  ser conhecido como São João Evangelista.
No seu evangelho, no prólogo, traz maravilhas a esse respeito.
A ressurreição de Lázaro é  a primeira reunião decisiva
Entre Caim e Abel; cuja antecipação havia sido feita  com coragem e determinação
Por João Batista no deserto.


Gildo  P. de Oliveira
oliveira. gildo@bol.com.br
Rio Verde, Goiás,23.05.13
Integra o livro: Uma contribuição para o estudo de São João Evangeslista

O discípulo que o Cristo muito amava

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