samedi 20 avril 2013

Rosiska Darcy de Oliveira


A escritora e jornalista Rosiska Darcy de Oliveira foi escolhida  ontem (11/4/13)  a nova imortal da Academia Brasileira de Letras, tendo  obtido 23 dos 38 votos possíveis no primeiro e único escrutínio. Autora de diversas obras, ela substituirá o poeta Ledo Ivo, morto a 23 de dezembro em Sevilha, Espanha. Também foram votados os poetas Antonio Cícero e Marcus Accioly, respectivamente com seis e cinco indicações, e a escritora Mary Del Priore, com duas. Dos votantes estiveram presentes 26 escritores. Os demais se manifestaram por carta.
O secretário-geral da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, que presidiu a sessão em substituição à presidente da entidade, Ana Maria Machado, ausente por motivos particulares, foi dos primeiros a falar a respeito do resultado e da escritora. “A Academia está muito contente com a eleição da escritora Rosiska Darcy de Oliveira. E se sente enriquecida com o aumento de seu naipe feminino. Trata-se de uma pessoa muito competente e de convívio admirável”, afirmou ele. Tão logo soube do resultado da votação, Rosiska abriu sua casa, no Rio, a confrades e convidados.
 Rosiska Darcy de Oliveira, que é bacharel em direito pela PUC-Rio de Janeiro, iniciou sua carreira jornalística na revista Visãotendo também trabalhado no Jornal do Brasil e TV Globo. Exilada pela ditadura militar, se tornou doutora pela Universidade de Genebra, onde deu aula por dez anos. De volta a seu país, implantou no Rio de Janeiro o Instituto de Ação Cultural que fundara na Suíça.  A escritora integrou a delegação brasileira à Conferência Mundial sobre População no Cairo e co-chefiou a delegação à Conferência Mundial Sobre a Mulher em Beijing. Presidiu no governo federal o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e, 1996, fundou o Centro de Liderança da Mulher, que comanda até hoje.  Embaixadora do Brasil na Comissão Interamericana de Mulheres da OEA, participou ainda do Conselho sobre Mulher e Desenvolvimento do BID. Hoje Rosiska Darcy de Oliveira é consultora de diversos organismos internacionais e  membro do Painel Mundial Sobre Democracia da Unesco.
Os dois primeiros livros da nova integrante da ABL, “O Feminino Ambíguo” e “A Cultura das Mulheres” ─  foram publicados primeiramente  na Europa. Já “Elogia da Diferença” foi lançado entre nós e também nos Estados Unidos. Na escolha de seu nome para a Academia devem ter pesado, ainda, seus livros de crônicas “A Dama e o Unicórnio”, “Outono de Ouro e Sangue”, “A Natureza do Escorpião” e “Chão da Terra”.

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