mercredi 13 mars 2013

Qual é o papel da mulher no mundo contemporâneo?


Esta pergunta remete a um episódio antigo, em que o marido de minha tia, boquiaberto com a capacidade de iniciativa de sua mulher, declarou, formalmente, que se ela tivesse nascido homem chegaria, com certeza, a presidente da república. É claro que não passava pela cabeça daquele senhor a possibilidade de um Brasil da era Dilma Rousseff. Os anos correram e, hoje, o que vemos é a mulher competindo em quase todos os campos. De mãe de família a presidente da república, de piloto de voo a comandante de navio, a mulher hoje domina a terra, o céu, o mar, estando presente em praticamente todas as profissões. Aliás, mãe de família não há dúvida, principalmente quando se observa, a partir das 6 da manhã, o movimento de entrada de crianças nas creches. Nove entre dez acompanhantes são mulheres que vão depositar suas crianças antes de irem trabalhar. Então, pergunta-se de novo, qual é mesmo o papel da mulher na sociedade moderna?
Divagando sobre o tema, deparamos com exemplos de mulheres excepcionais na história, na literatura, na vida. A Bíblia narra como Ruth e sua sogra Noemi conseguiram sobreviver em meio hostil, mesmo sem seus homens. Mais recentemente, Simone Veil, na França, Cory Aquino, nas Filipinas, Michelle Bachelet, no Chile são alguns exemplos de capacidade política em resolver conflitos dentro e fora de seu país, agindo como mulheres e não como clones de homens. Para ter sucesso na vida, a mulher não precisa imitar os homens, basta agir como mulher mesmo. Utilizando seus conhecimentos intelectuais, sua capacidade de reflexão e organização, seu bom senso, ela é capaz de administrar seu lar, seu país, gerir as contas da casa, aconselhar o marido, educar os filhos, realizar-se profissionalmente. E ainda arranjar tempo para se enfeitar!
Vislumbramos ainda uma categoria de mulheres que sem alarde se destacam pelo trabalho que realizam motivando e incentivando as confreiras que delas se aproximam. Animadas por uma luz interior, essas mulheres dedicam muito de seu tempo a espalhar a boa nova que a mulher pode, sim, realizar tudo o que deseja fazer, inclusive tornar-se escritora. Jacqueline Aisenman é uma dessas mulheres fora do comum, a quem prestamos homenagem com votos de longa vida, e enviamos parabéns pela batalha à frente da Varal do Brasil! 
Por isso, é surpreendente o pouco caso que ainda se faz da contribuição da mulher, como no mundo hermeticamente masculino de certas religiões. Por que não mulheres sacerdotisas? Imaginemos a feição que teria a Igreja Católica com a ordenação de mulheres! Em aspectos práticos, é revoltante que a mulher ainda receba salário inferior ao do homem por tarefas iguais. No campo da violência doméstica, é ainda mais revoltante a necessidade de uma Delegacia da Mulher para proteger aquelas muitas que são espancadas, desonradas pelos homens.
Concluindo, mesmo que se preferisse o contrário, ainda há necessidade de um Dia da Mulher, para lembrar que mesmo biblicamente originária da costela de Adão, a mulher não é um apêndice do homem. Ela é um ser humano com direito a tudo a que sua contrapartida masculina faz jus. Aliás, o mundo será muito mais interessante e equilibrado quando todas as sociedades reconhecerem a mulher como alguém capaz de gerir seu próprio destino, de escrever sua própria história. Um dia chegaremos lá! FELIZ DIA DA MULHER!
Marluce Portugaels



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