lundi 24 décembre 2012

FELIZ NATAL! FELIZ 2013 AMIGOS DO VARAL!



Queridos amigos do Varal,

Tenham todos muita paz e alegrias nesta noite Natalina!
E que venha o novo ano trazendo para todos muitas oportunidades de sucesso e realização, emoldurados pela saúde e alegria de viver!
Obrigada pela companhia durante todo o ano de 2012, seja como escritores participantes, seja como leitores tão amáveis!
Nos encontraremos em 2013 novamente (a edição de janeiro sairá na primeira semana do mês com o tema Planeta Terra e Vida, aguardem!).

Um grande abraço amigo,
Jacqueline

*Este blog estará de férias durante a próxima semana, retornaremos no dia 02 de janeiro.
Mas você poderá continuar nos encontrando por aqui:





Uma sugestão de leitura para este Natal, nossa edição especial Natal e Ano Novo com muitas e belas mensagens para estas Festas tão especiais!


VARAL ESPECIAL DE NATAL E ANO NOVO! VARAL ESTENDIDO!
Comemorar as festas de Natal e Ano Novo é tradição que atravessa os tempos e penetra os corações. É a época onde se procura esquecer as desavenças e tristezas para colocar um foco no mais importante: o amor comum, aquele que toca a todos os cidadãos do mundo independentemente de credos e culturas.
Aqui do Varal do Brasil, esta revista eletrônica que há três anos vem singrando os mares da literatura, só temos a agradecer este ano de 2012.
Iniciamos o ano preparando o livro Varal Antológico 2, que foi lançado com muita alegria e sucesso em Brumadinho (MG), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) nos meses de maio e junho. E terminamos este mesmo ano preparando o livro Varal Antológico 3 que será lançado em Genebra (Suíça) durante o Salão Internacional do Livro e no Brasil em 2013.
Passamos pelo evento cheio de êxito que foi o 26o. Salão Internacional do Livro de Genebra, onde apresentamos a literatura brasileira e portuguesa para um público sedento de cultura e que foi receptivo e caloroso. Neste Salão pudemos ver que nossos livros, mesmo em Português, atravessam fronteiras. Muitos autores se apresentaram, se conheceram, se lançaram. O Varal do Brasil também é ponte!
Agora é Natal. Tempo de paz, de amor, de reconciliação. Tempo de deixar para trás o que possa ter sido dor e reivindicar da  vida mais esperança e realizações para o novo ano que chegará. Tempo de estender os braços e o coração e lembrar que precisamos amar todos os dias e que, só amando muito, poderemos ultrapassar as barreiras de duras realidades que muitas vezes se erguem entre nós e nossos sonhos.
Neste momento, tudo o que se pode desejar é que a VIDA volte a ter importância! Que o ser humano não esqueça dos seus semelhantes e nem da VIDA que o cerca em nosso Planeta. Que haja respeito e amor entre todos os seres. Que os sentimentos de paz e amor natalinos perdurem e preencham todos os dias do ano de 2013.
Quem escreve sabe: não há limites, não há fronteiras, não existe um verdadeiro fim. Então sigamos! Continuemos a escrever e a florir este mundo com nossas palavras.
Continuemos a caminhar juntos, vamos levar nossos sonhos onde for possível!
O Varal do Brasil deseja que em 2013 o sucesso e a realização pessoal estejam presentes em sua jornada. E que você, leitor, escritor, esteja sempre por perto para que possamos dar continuidade ao nosso projeto: Literário, mas sem frescuras!
Feliz Natal, Feliz Ano Novo!

Jacqueline Aisenman
Editora-Chefe da revista Varal do Brasil


Ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com 




FELIZ NATAL!


CONECTADOS/DESCONECTADOS


   (NATAL)
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

“Mandei lustrar os instantes do tempo, rebrilhar as estrelas, lavar a Lua com leite e o Sol com ouro líquido. Cada ano que se inicia, começo eu a viver”
(Clarice Lispector– 1920–1977)

Será tudo apenas fugaz?
Há um presépio, um menino e sua mãe.
Um pai.
Não é preciso muito:
Eras – menino – a antítese do mercantilismo que invadiu corações e mentes.
Mas Ele esta aí – aqui, no domingo que nasce, no pássaro que canta, além das misérias tantas.
Tudo se evapora, tudo parece oblívio.
Mas não esqueçam: nasceu um menino.
E ele não precisa de espumantes, presentes caros, carrões, engenhocas eletrônicas.
Conectados na rede, mas desconectados com a vida: assim estamos?

Apenas, acumulamos, não unificamos.
Parodio Drummond; onde estás,  precária síntese?
Mas não esqueçam: há um menino, um presépio, um dia recém-fundado, um esperança – sempre.

Direitos humanos, uma verdade desconfortável


Por Elaine Tavares

Pode parecer um paradoxo, mas o fato é que o mundo precisou, há 64 anos, criar uma declaração de direitos humanos. Isso porque, ao final da segunda grande guerra na Europa, as pessoas perceberam, estarrecidas, que havia seres humanos capazes das coisas mais atrozes contra outros seres humanos. Foi o caso do holocausto judeu imposto pelo nazismo. Mas, não só isso, houve também o massacre de Hiroshima e Nagasaki, com a bomba atômica lançada pelos estadunidenses, num momento em que o Japão já estava praticamente rendido. E, em vários outros pontos do mundo também havia gente capaz de torturas e outras violências indizíveis. Então, todo esse terror fez com que a nascente Organização das Nações Unidas, criada em 1945, estabelecesse uma norma para evitar que as gentes no planeta seguissem sendo vítimas da violência e da dor. Assim, no 10 de dezembro de 1948, a ONU lança a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Ali, os países membros assumiam o compromisso de garantir à família humana o direito de viver com dignidade, liberdade e paz. Também declaravam que esses direitos deveriam ser protegidos pelo Estado  sob pena de as pessoas serem compelidas, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão.
Assim, nos 30 artigos que conformam a declaração estão elencados os direitos que devem ser gozados por qualquer ser humano, seja ele branco, negro, amarelo, azul ou vermelho. Seja bom ou seja mau, pobre ou rico, ou de qualquer religião. A cada um deve ser assegurada a igualdade de direitos, a fraternidade, liberdade, segurança pessoal, igual proteção da lei, proteção contra a discriminação, garantia de um tribunal independente e imparcial quando responder qualquer acusação criminal, ser considerado inocente até que seja provado o contrário, proteção contra qualquer interferência na vida pessoal que signifique ataque à honra, direito de locomoção, à nacionalidade, a buscar exílio se perseguido, direito à liberdade de pensamento, opinião e expressão, direito à livre associação,  à segurança social,  ao trabalho, ao salário justo, repouso, lazer, alimentação, vestuário, educação, cultura.
A declaração também garante que ninguém pode ser mantido em escravidão ou servidão, ninguém pode ser submetido à tortura nem tratamento cruel, e ninguém poderá ser arbitrariamente preso. O texto, de certa forma, ampara a pessoa em praticamente tudo o que é essencial á vida. E mais, garante o direito de receber dos tributos nacionais o remédio efetivo para os atos que violem esses direitos fundamentais.
É com base nisso, portanto, que as famílias dos desaparecidos da ditadura militar  seguem exigindo do governo os corpos de seus entes queridos, entendendo, inclusive que eles não cometeram crime algum. Pelo contrário, aqueles que se levantaram contra a ruptura da ordem provocada pelos militares em 1964, estavam exercitando o seu direito inalienável de rebelião contra a tirania, como a própria declaração dos direitos humanos assegura. Naqueles dias em que o poder militar rasgava a Constituição e a própria Declaração dos Direitos Humanos, meninos e meninas, professores, camponeses, sindicalistas, militantes sociais foram presos, torturados, mortos ou desaparecidos. Sofreram as violências mais vis e muitas famílias sequer tiveram o direito de chorar os seus mortos. Os corpos nunca foram encontrados, não há sepultura, não há certezas. Só a dor profunda que, hoje, segue exigindo o direito humano de exigir do estado "o remédio efetivo para os atos que violaram esses direitos".

Aqueles que compactuaram com a violência e a tortura da ditadura militar, ou os que são capazes de desejar todas essas crueldades aos "outros" seguem disseminando o discurso de que os que padeceram sob o jugo do estado na ditadura militar eram bandidos. E se fossem, mereceriam a tortura? Cabe a um homem infligir dor a outro? Já não foi superada a lei do talião, do olho por olho, dente por dente? Pois parece que não, uma vez que a tortura e a violência seguem sendo praticadas nas prisões, nas guerras, e nas periferias.

É, porque também pode ser torturante não ter casa para morar, não ter comida, segurança ou um trapo para cobrir o corpo. Tudo isso é violência, da mais atroz. Mas, ao que parece, muitos dos que gozam da possibilidade de ter um trabalho, um salário, uma casa e vida digna, preferem imputar ao outro, ao que nada tem, a etiqueta de "vagabundo", "bandido" , "baderneiro", "terrorista" e, assim sendo, estaria liberado a ele toda a sorte de sevícias.

Mas, para os que militam pelos direitos humanos, mesmo o bandido, o vagabundo, o caído, ainda segue sendo humano e, portanto, merece ser tratado como tal. Seus crimes, se houverem, serão punidos. A violência, a tortura, a sevícia não trará de volta os que morreram, não mudará os fatos, não aplacará a dor. É certo que ainda é longo o caminho para a beleza, para um mundo onde não seja necessário que exista uma lei que puna aqueles que violentam seus irmãos. Só que enquanto esse tempo não chega, as famílias de desaparecidos, os sem casa, sem terra, sem trabalho, sem espaço no mundo capitalista, seguirão lutando, esgrimindo a lei, que é o que se pode ter agora.

E àqueles que insistem em achincalhar a luta pelos direitos humanos, dizendo que só se defende bandido, que fiquem alertas, porque como diz a canção do Chico, uma belo dia podem se ver na condição daqueles que tanto discriminam. A vida é uma roda, que gira sem parar, ora estamos aqui, ora ali, ora em cima, ora em baixo. Por isso, o melhor é defender a vida, seja de quem for, homens, mulheres, animais, plantas. Porque só vale a pena viver se todos a nossa volta têm vida plena. É bom para nós e para eles. Então, ainda que tantos não queiram, seguiremos em caravana no deserto dos amores humanos...

Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
América Latina Livre - www.iela.ufsc.br
Desacato - www.desacato.info
Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com
Agencia Contestado de Noticias Populares - www.agecon.org.br

FELIZ NATAL DO HOSPITAL DE LAGUNA (SC)


Que, neste Natal, Jesus Menino faça transbordar de amor e esperança os corações, fazendo com que 2013 venha repleto de paz, saúde e realizações. Ao mesmo tempo, agradecemos a todas as pessoas e entidades que têm ajudado o Hospital da Laguna a cada vez melhor desempenhar sua missão de salvar e curar.

Direção, Administração, Médicos, Funcionários e Voluntários do Hospital da Laguna

*Presépio elaborado pelo Sr. Jairo Barcelos, na Capela do Hospital, fotografado por Maria de Fátima Barreto Michels 


Uma Árvore de Natal


MOR

Uma bela homenagem
Para ela que já partiu.
Com singela homenagem
Esta cena ela não viu.

Um registro pra história
Para seus filhos e netos.
Guardarem na memória
Era só o amor em tetos.

Para dela sempre lembrarem
De sua mais querida avó.
Por ela continue a rezarem
Que de todos era o xodó.

São José/SC, 22 de dezembro de 2012.

FELIZES FESTAS


MENSAGEM DE NATAL



MENSAGEM


É
Natal
novamente
onde estamos
e onde não estamos

Nas ruas
nas noites enfeitadas
o Natal chega
passo a passo
em cada dia de dezembro
E não há como fugir
já não há onde esconder
o encontro é inevitável
Há que se aproximar então
o coração aberto
o afeto dilatado
Deixar
se desprender de nós
fardos desnecessários
forjados impedimentos
e aceitar
Aceitar esta carga - condição de ser humano

 
É Natal
Há que se respirar
com novo fôlego
um outro ar
aqui
onde estamos
e onde jamais estaremos
o Natal nos transporta
como um barco incansável


É preciso deixar
esta água
fluir
é preciso aceitar
o mistério das fontes

Não podemos deixar morrer nenhum nascimento
                                                                
  Eunice Arruda

Com este belíssimo poema de Eunice Arruda,
eu lhe desejo um Natal repleto de alegria e paz.
Mary Castilho

dezembro de2012

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