samedi 15 décembre 2012

A ARTE DE JESSÉ – PINTOR PERNAMBUCANO




Homem simples, cuja alegria se encontrava  na “fidelidade às cores;” um pintor pernambucano. A fama não o alcançou – partiu deixando muitas das suas obras penduradas, nas paredes de pessoas influentes – algumas, bem intencionadas, lhes pagaram conscientemente; outras lhes deram alguns trocados.
Somos conhecedores da triste história, sobre a vida de alguns artistas, não só de Pernambuco e/ou, do Brasil, mas de famosos de nacionalidades diversas - Mozart e Van Gogh estão dentre esses - pintores, escritores e poetas que, chegaram ao término de suas vidas de forma trágica, catastrófica - entre frustrações, loucuras e suicídios, quando não, na mais completa miséria. Alguns alcançaram a fama após as suas partidas, rumo ao infinito – onde brilham entre outras estrelas.
Há nesse infinito um astro a brilhar – Jessé!  Depreciado em vida, por muitos e,  até ignorado; quase sempre levado ao ridículo. Porém, por estes,  explorado – Quantos compraram as suas telas “a preço de bananas” porém, as colocaram nas paredes principais de suas casas, gabinetes, consultórios e mais. Jessé não se deleitou com os frutos do seu maravilhoso talento. Pintava constantemente e corria para vender a tela ainda fresca.
Jessé das facetas mil; dos florais; dos  casarios e, por fim, das mulatas dos grandes olhos.
 Ao que ele imortalizou - a sua obra - os nossos aplausos; de sua pessoa e arte...saudade.Seus pincéis que o digam. 



¹EstherRogessi,Crônica: A ARTE  DE  JESSÉ – PINTOR PERNAMBUCANO – EM FIDELIDADE ÀS CORES,Recife,13/11/12, Homenagem da pintora pernambucana;
² Fotos do Blog do GB, a foto do pintor Jessé é da autoria do Júlio Leite.

FESTA


(Luiz Carlos Amorim)



O tempo corre, célere,
e a vida aposta corrida com ele.
Feito um relógio,
a vida se refaz.
Vai-se o inverno,
vem a primavera
e, arauto do tempo,
floresce o jacatirão,
o pincel da natureza
pintando a tela do mundo,
anunciando o verão,
anunciando o Natal.
Natal, essa época mágica
de desembrulhar esperanças,
dar muito amor de presente,
desempacotar paz e fé
e engavetar a saudade.
Festa de aniversário
do Senhor da grande tela
da cor do jacatirão,
enfeite maior do Natal.

MOSQUITO: UM ANO


EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

“Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam”
                                     (Edmund Burke)
“Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita”
                                   (Confúcio)

Faz um ano que Amilton Alexandre  – o popular Mosquito –  viajou paras as plagas que não conhecemos.
Meu pequeno texto não é uma exaltação. É um elogio da memória.
Nada somos sem ela.
Num mundo tão volátil, em que nada dura, no qual triunfa o mercantilismo, em que vigora o “desencantamento do mundo” e – em nosso Brasil –, a traição de tantos valores, uma pena e uma voz indignada fazem muita falta.
Posturas voluntaristas ou que tenham sido eventualmente injustas, ficam menores diante da coragem de enfrentar os poderosos de plantão, de dar nome aos bois, e de revelar a traição diária e contínua dos novos dos do poder.
Fazes falta, amigo!
Num tempo de acomodação, de achar que nenhum esforço vale a pena, uma vida corajosa que se vai, deixa um buraco.
Não somos ilhas.
Pela “inter-subjetividade” das consciências, pelos sonhos que gestamos em nossa breve trajetória, estaremos unidos para sempre.
Como dizia grande arquiteto que há pouco se foi – Dr. Oscar Niemeyer – a vida é um sopro.
“A vida não é justa. E o que justifica esse nosso passeio é a solidariedade” – ele complementava.
Só queria de te dar um abraço.
E dizer que continuamos vigilantes, atentos – não esquecendo.
E perguntando: o que está morte fez com tanta vida?
Nenhum sacrifício e nenhum esforço foram em vão.
Algo de ti ficará. Algo de nós sempre ficará.
Não estás mais onde nós estamos, mas estarás sempre onde nós estivermos.

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