mardi 27 novembre 2012

O GRANDE VAZIO


            Não e´ por essas praias bonitas, pelos prados, pelos campos e colinas que encontraremos o homem! Nada de humano se apresenta diante do eterno mar, bravio, silencioso, eloquente, desafiador. Pelas dádivas da natureza não   chegaremos ao homem. Nas quedas maravilhosas das  águas das mais belas cascatas do mundo; nos mais belos bosques que a evolução humana  produziu, nas matas e  nas florestas, nos campos fechados, nas caatingas, nos rios e nos belos lagos; na região  abissal dos mares e oceanos, ate mesmo nas mais elevadas   altitudes dos picos invejáveis que desafiam a coragem humana; em todo ponto de contato com a vida  alvissareira, profunda e bela, não encontramos, em principio, o homem em seu sentido superior e divino.
         Ornitólogos e entomologistas  estudam com paciência e assiduidade pássaros e insetos; cuidam das plantas abnegados botânicos; biólogos estudam os seres vivos, suas leis, sua permanência e sobrevivência no ecossistema .. naturalistas, ecologistas, todos eminentes e dedicados pesquisadores e cientistas laboram com perseverança e esperança  nas mais variadas áreas do conhecimento humano.Com seriedade e vontade de servir abraçam a causa humana com amor e espontaneidade , buscando o conhecimento progressivo do homem em si mesmo e em sua relação profícua com a  vida, o planeta e o cosmos.O homem, com raras exceções, todavia não lhes revela sua essência  sua verdadeira entidade. Seu cerne espiritual continua velado temporariamente. Missão postergada para o futuro.
          Não e´ pelos avanços da ciência  (acadêmica) que compreenderemos o homem em sua complexidade e essência. O código genético, por mais   avançado que esteja  em estudos magistrais, não elucida de modo algum quem e´ o homem em sua totalidade .Apenas ajuda em parte; outras vezes ate complica, dificulta a abordagem mais ampla sobre o ser humano, como um ser dotado de corpo, alma e espírito, pois desvia a atenção dos pesquisadores  deste enfoque desconsiderado. Não aceitando o espírito, eles não podem procura-lo em nenhuma situação, e por nenhum meio. O homem e´ um  ser espiritual dotado de corpo, alma e espírito. Torna-se um ser livre e passa a conhecer-se a si mesmo  em plena liberdade somente depois de um longo caminho de esmerado aperfeiçoamento e dedicação impar ; esforços e méritos próprios são virtudes imprescindíveis, que o capacitam nesta grande empreitada.
         O “ conhece-te a ti mesmo” de Sócrates não vive, de modo algum, no coração dos homens que buscam romper as barreiras do espaço sideral. Trazer novos conhecimentos para a Terra, sanar os males que afligem a Humanidade, superar modelos , acrescentando sempre, progressivamente, novas e ricas tecnologias promissoras de vida são alguns dos pontos basilares da busca do homem contemporâneo  por uma verdade inusitada fora da Terra.Este conhecimento titubeia diante do homem forte em Cristo, pois os conteúdos trazidos do espaço  não conseguem, com garantia e presteza, mitigar nossa fome, nem saciar nossa sede por dias melhores , nem mesmo nos sensibilizar para o campo  da realização espiritual genuína e pura. As minas desumanas refinando urânio e trabalhando outros minérios, a pesquisa do código genético sobre o homem e outros são consequência de atos movidos por uma postura desumana de seres  que não se conhecem a si mesmos como  seres livres na Terra e nas vastidões siderais, infinitas, ricas.
                  Por outro lado, o mundo sempre foi presenteado com a luz solar de grandes individualidades, que, portando uma luz solar no coração, trouxeram para a Humanidade decaída luzes e esperança , inaugurando um novo tempo, semeando o amor: uma linha que segue de Aristóteles  passando por São Tomas de Aquino e culminando com Rudolf Steiner, o grande fundador da Antroposofia, traz  alvorada, luz micaelica nesta época da alma da consciência, convidando o homem para o mister da liberdade, para tornar-se um cidadão livre.E assim engajar-se com imaculado espírito de sacrifício e  poderosa vontade de servir, desinteressadamente, auxiliando as questões sociais em voga no mundo. Tantas outras personalidades espirituais, elevadas, abnegadas, altruístas, humanas, por nosso planeta Terra passaram, deixando um rastro de luz: suas sementes  florescerão no devido tempo: Alexandre Magno e outros, Michelangelo, Rafael, Leonardo da Vinci, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho,  Novalis, Goethe, Ita Wegman, Lili Kolisko,  Joao Guimaraes Rosa, São Francisco de Assis e Irma Clara, Joana D’Arc,  São João da cruz, Tereza de Calcuta, Martin Luther King,  Irma Dulce,  Mahatma Gandhi, Gautama Buda, Zaratustra, o amorável mestre Jesus, Moises, Hermes Trimegistus, Abhraao,  Christian Rosencreutz, Conde de Saint Germain,  Mani, o cavaleiro Parsifal; os apóstolos, os mártires e todos os santos; e tantos outros seres de luz espiritual. A renascença brilha. Galileu Galilei, Kepler, Copernico, eternos! Tantos outros!
                     Estudos sobre os seres e forças da natureza  contribuem muito para a evolução humana em vias de aperfeiçoamento, mas não podem ser tidos com a pedra de toque para elucidar  nossos mistérios, e  cuja revelação  estabeleceria as normas e procedimentos para o nosso autoconhecimento. A atenção dirigida  para o homem, sempre o homem, sem vacilar, e´ o farol-guia que  nos move.
                  Realizamos nosso grande sonho , fazer o cruzeiro ; e  passamos a  conhecer pessoalmente  grande parte do mundo, obtivemos novos conhecimentos, deparamos com pessoas, traçamos  novos rumos, estabelecemos novos pontos  de contato com a vida em seus vários setores culturais: cientifico, artístico, filosófico, religioso, espiritual; alem de usufruir de um lazer tão merecido; ainda assim não nos conhecemos a nos mesmos com profundidade, esmero e sapiência.
                    Nos mais  expressivos projetos que o profundo arquiteto do nosso tempo realiza com esmerada habilidade e notável competência, não  vemos o homem  em sua relação divina com o cosmos. A Arquitetura Orgânica de Rudolf Steiner faz a grande diferencia, todavia!  `A luz do espírito o homem com sabedoria celestial e´ o grande  elaborador das formas. Na medicina, na agricultura, na pedagogia, e em muitos outros enfoques  com que  Rudolf Steiner teceu profundos comentários sobre a vida   `a luz do espírito floresce uma nova maneira de abordar o ser humano,a Terra e o cosmos, mais abrangente, mais viva, mais promissora. Alvissareira!
                    Nas mirabolantes acrobacias aéreas, cruzando, celeremente, o céu infinito, azulado,  desafiando a vida tão preciosa e útil, cumprindo uma função,  o sábio, corajoso  e competente piloto, de longa data,  também não consegue conhecer-se a si mesmo verdadeiramente.Uma busca espiritual interior por meio de uma apurada meditação se revela ao homem como uma tarefa própria para os nossos  dias.
Não so para ele , mas para  todos os seres humanos , indistintamente .Ocupaçao angular do nosso tempo.  A proeza de  Santos Dumont diminui fronteiras,  avança na confraternização entre os povos, inaugura um novo tempo de gloria e luz para a Humanidade,  mas sem o prévio conhecimento da essência humana.
              Então, não e´ pelas praias bonitas, pelos prados, pelos campos e  colinas, não e´ pela natureza toda multifaceta ...tampouco  pelos avanços dos eminentes homens da ciência, nem mesmo  pelos  conteúdos, algumas vezes extensos,  dos grandes filósofos; também não e´ pelos esforços dos grandes artistas diante de suas mais belas peças, todas talhadas com amor e grande sensibilidade; nem mesmo pela magia das preleções doutrinários  de grandes educadores nos mais variados templos religiosos, nos âmbitos educacionais,  nas escolas, nas universidades ; e por nenhum outro fundamento que trabalha a alma humana em vias de aperfeiçoamento.Diante de todos esses pontos de contato com a vida podemos dizer que o homem encontra-se limitado quanto a sua natureza pessoal. O que ele tem de comum com a natureza e´ somente o seu corpo físico.Nada mais. Rudolf Steiner diz que o homem vivencia, nessa condição,  a noite da alma e as trevas do espírito. Mas dessa obscuridade e limitação  nascerão as forças  que lhe capacitarão para a vivencia  espiritual no grande momento, quando ele  já maduro se aproxima do limiar do mundo espiritual.Corajoso, alcançado, no devido tempo, este limiar, provas e testes se materializarão ante seus olhos: diante do guardião do mundo espiritual observam-se  as extensões do mundo sensível, material, e por detrás dele, as profundezas do abismo, que separam o homem do mundo espiritual.De posse   do conhecimento, gradativo,  torna-se ele o grande benfeitor de si mesmo e do cosmos, onde agora adentra conscientemente.A natureza e a sociedade são fases preliminares da educação esmerada do homem, a ultima fase, ele mesmo e por si mesmo somente o homem pode conferir a si  o galardão de cidadão  livre, prospero e eficiente, agindo  sabiamente e com muito amor e apreço pelos seus irmãos, sempre atuante pelas veredas  do espírito livre.Um homem livre no sentido da filosofia da liberdade de Rudolf Steiner.
Segue, com fidelidade,  a eterna lição do  grande representante da Humanidade,o Cristo!
Não e´ por essas praias bonitas, pelos prados, pelos campos e colinas que encontraremos o homem!


Gildo P. de Oliveira,
Extraído do livro  PASTOREIO, RITMO E VITALIZAÇÃO,
Convite angular do nosso tempo

Rio Verde, Goias, 22 de novembro de 2012
            

CGAC: música


obra de Fernando Casás y su vinculación con la naturaleza y el tiempo es el punto de partida de los conciertos creados ex profeso para  el ciclo Música y arte: Correspondencias sonoras, organizado por el CGAC / Centro Galego de Arte Contemporánea en Santiago de Compostela. Después de De paisajes, paseos y arqueologías sonoras…,  comisariado por el compositor Ángel Faraldo (Ferrol, 1980),  será presentado el próximo martes día 27 de noviembre Efímero, cinco creaciones también realizadas a partir de la obra de Casás por los compositores Jacobo Gaspar (Mos, Pontevedra, 1975), Esaias Järnegard (Estocolmo, Suecia, 1980), Alexander Khubeev (Perm, Rusia,1986), Mathias Kranebitter (Viena, Austria, 1980) y Simone Movio (Latisana, Italia, 1978).
Adjunto cartel de la presentación.

A obra de Fernando Casás e sua vinculação com a natureza e o tempo é o ponto de partida dos concertos criados ex-professo para o ciclo Música e arte: Correspondencias Sonoras, organizado pelo CGAC / Centro Galego de Arte Contemporánea de Santiago de Compostela, Espanha. Depois de De paisagens, passeios e arqueologias sonoras..., com curadoria do compositor Ángel Faraldo (Ferro, Espanha, 1980), na próxima terça-feira dia 27 de novembro será apresentado Efímero, cinco criações também realizadas a partir da obra de Casás pelos compositores Jacobo Gaspar (Pontevedra, Espanha, 1975), Esaias Järnegard (Estocolmo, Suecia, 1980), Alexander Khubeev (Perm, Rusia,1986), Mathias Kranebitter (Viena, Austria, 1980) y Simone Movio (Latisana, Italia, 1978).
 


BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA


EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

O Brasil está mais violento a cada dia.
Sim. Não disse nada de novo.
Mais violento não só nas grandes centros.
A violência tem migrado intensamente para o Nordeste.
Levi Vasconcelos – de um jornal da capital baiana – relatou o diálogo entre dois jornalistas:
 Um repórter e “O Globo” ligou para um colega seu, de Salvador.
Queria saber o número de assassinatos no feriadão da Proclamação da República na capital da Bahia.
Ouviu a resposta: 25
(Até o dia 22 de novembro, já eram 32.)
– Zorra. Está pior do São Paulo, espantou-se quem indagou.
Em São Paulo, com 13 milhões de habitantes foram 24. E no Rio, com 6,3 milhões, 12.
Só fatos recentes na capital baiana: um coronel da PM, uma juíza e uma promotora sequestrados. A promotora foi estuprada.
No interior, os assaltos a bancos são praticamente diários.
“Neste cenário, a Bahia, capital e interior unidos na dor, é uma terra em que a bandidagem cada vez mais impera sobre a cidadania”, observa Levi Vasconcelos.
A cidade da Bahia – como Jorge Amado chamava Salvador – é belíssima.
Mas diante deste quadro, a sua glamurização  e reiteração de mitos só prejudicará sua melhoria.
A Bahia não é só Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, nem gente se rebolando.
Essa é uma visão absolutamente falseada. 
Nas caminhadas diárias – bem cedo –, vejo ônibus apinhados e muita gente indo para o trabalho – e muita pobreza.
Não pretendo fazer uma tese. Mas algo está acontecendo.
Entre os motivos da banalização da violência, estão o escasso valor que se dá à vida, à mercantilização (compre, compre, compre!), ao império da droga, à desagregação da família e à carência da Educação.
(Além  – no caso da Bahia –de um governo que só existe virtualmente – com toneladas de propaganda na TV.)
E perdoem o tom que poderá parecer de autoajuda: a absoluta carência de amor e respeito ao próximo.
A vida? Se não resgatarmos o seu valor, não revalorizarmos o Ser no coração da família, e não percebermos que “comprar” não é tudo, continuaremos indo ladeira abaixo.
Entre os dez países de maior PIB do mundo, o Brasil é o que apresenta o maior número de homicídios: uma pessoa morre a cada 9,8 minutos.
Segundo dados do Instituto de Prevenção ao Crime e à Violência (IAB), 1.194.116 homicídios foram cometidos entre 1980 até hoje no país.

O SER-SELO EDITORIAL REBRA CONVIDA


Boa Literatura e Florais de Bach no Livros em Revista


Nesta quinta-feira (29), 17hs ao vivo na www.clictv.com.br o programa Livros em Revista receberá Claudio Parreira, jornalista escritor,que lançará “Gabriel”, seu recente romance.Glória Helena Salviano lançará “Terapia Floral e Cabala”,quando demonstrará interessante relação entre os Florais e a milenar Cabala.Participe!

Ralph Peter

Nossos programas anteriores estão disponíveis 24hs por dia, todos os dias. Acessem: www.clictv.com.br


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