samedi 17 novembre 2012

SALVAÇÃO


EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


“O tempo é a espera de Deus que mendiga nosso amor”
           (Simone Weil)


“O tempo é uma nave sem governo, umas vezes avança, outras baloiça-se nas ondas oleosas.
O tempo é uma perpetuidade cansada; o chão que pisamos é feito de infinidade, o sol despenha-se do alto para que o recebamos, e não para medir a noite e o dia.
Cada livro é uma peregrinação”.
         (Agustina Bessa  Luís)
Salvar o tempo do tempo: é preciso.
Toda matéria vem da memória.
Todo tempo é derradeiro.
Estoicos – não desistimos.
Tudo termina em morte.
Exorcizamos a finitude  através do que criamos?
Salvamos o tempo vivido.

Crônica da Urda


HISTÓRIAS DA MINHA AVÓ – II




                                   Acabo de ler num livro de História que, em 1772, depois de uma guerra civil, a Polônia foi dividida entre a Rússia, a Prússia e a Áustria, e que, através da partilha da Polônia, a Rússia obteve a Ucrânia polonesa e a LITUÂNIA.
                                   Até hoje eu não sabia como a Lituânia, terra natal da minha avó, fora parar sob domínio russo. Não posso afirmar, também, que a situação continuasse a mesma 100 anos depois, quando a minha avó nasceu – vou pesquisar mais um pouco a respeito.
                                   O fato é que minha avó nasceu numa Lituânia sob domínio russo, lá pelo ano de 1888, bem quando foi assinada a Lei Áurea, no Brasil. Já contei, em outra crônica, como se vivia mal lá, naquele tempo. Tão mal se vivia que começou a circular a idéia de emigração, e toda aquela aldeia onde minha avó vivia decidiu cair fora. Era fácil querer, o problema era poder. Eles viviam num pequeno país dominado pela Rússia czarista, com as fronteiras devidamente fechadas por barbudos soldados russos. Falar em emigração era proibido, mas quem segura o ser humano quando ele quer realmente alguma coisa? A aldeia da minha avó resolveu que iria fugir, e a história dessa fuga tem lances grandiosos, que vale a pena contar.
                                   Aqueles lituanos do século XIX fizeram cuidados planos. Um homem com uma carroça levaria as malas de toda a aldeia, e fazendo longa volta por uma floresta, alcançaria a fronteira num lugar pouco vigiado. Um homem com uma carroça chamaria pouco a atenção, não seria a mesma coisa que um bando de pessoas fugindo por uma floresta. Tá, o problema das malas estava resolvido, mas e o das pessoas?
                                   Sem dúvida, eles foram criativos. Organizaram uma festa fictícia em local próximo da fronteira, e depois, fingindo-se de muito bêbados, dirigiram-se cantando até o posto da guarda. Os homens levavam garrafas de vodka na mão e fingiam beber mais; as mulheres e as crianças limitavam-se a cantar. Pararam no posto da fronteira, cantaram para os guardas, e acabaram oferecendo-lhes vodka. Dá para imaginar que um ou outro guarda aceitou o seu golinho e, foi só eles se distraírem um pouco, e toda a aldeia da minha avó pôs-se a correr e a atravessar a fronteira. 
                                   A fronteira era uma vala, e do outro lado havia soldados alemães. Não sei o que tinha levado aqueles antigos lituanos a admirarem tanto a Alemanha, mas o fato é que eles tinham a maior confiança nos soldados alemães. Quando começou o frege de foge de cá e persegue de lá, um pai pegou uma criança pequena, atirou-a para o outro lado da vala, e desabafou:
-                                      - Se eu não conseguir fugir, pelo menos o meu filho se cria em lugar melhor! 
-                                      Acabaram fugindo todos. O último a atravessar a fronteira foi perseguido por um dos soldados russos a quem tinham oferecido vodka, e o russo estava para acertá-lo com sua espada quando ele pisou em solo alemão. Minha avó impava de emoção quando contava como um soldado alemão brandira sua espada e ameaçara o russo, dizendo que agora era tarde, que o homem já estava no outro país.
-                                      Não sei o que aconteceu em seguida, mas sei que a carroça das malas os alcançou depois, e que mais tarde foram todos parar no porto de Hamburgo, na Alemanha. Não sabiam, anida, que viriam para o Brasil. O futuro era uma grande incógnita, mas minha avó jamais esqueceu o que aconteceu no porto de Hamburgo: meu bisavô comprou para as crianças castelinhos feitos de açúcar, guloseima que eles nunca tinham visto, tão linda que não dava vontade de comer. Decerto que os adultos estavam enfrentando graves problemas para definir o futuro, mas para as crianças (minha avó, então, estava prestes a fazer sete anos), aqueles castelinho de açúcar foram a coisa mais maravilhosa que o porto de Hamburgo e a Alemanha poderiam lhes oferecer.
Acabaram decidindo vir para o Brasil, atraídos pela notícia de que aqui era um país onde se plantava um pedaço de pau e nasciam batatas (aipim). Eles se chamavam Katzwinkel. Sei que há muitos Katzwinkel espalhados por Santa Catarina, e todos são da família da minha avó. Adoraria se se comunicassem comigo,  

(Escrito em 16 de junho de 1996)
Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR

Ouverture du festival FILMAR en América Latina


Chers Amis du Festival Filmar en América Latina,

L’ouverture officielle de la 14ème édition de FILMAR en América Latina a lieu demain et toute l’équipe du festival se réjouit de vous retrouver !

Après le très beau concert donné hier soir à la Maison des Associations, Angel Parra, films de la célèbre musicienne chilienne Violeta Parra, sera sous les projecteurs de l’Auditorium Arditi, samedi 17 novembre  à 18h00 pour présenter le très beau film Violeta se fue a los Cielos, film réalisé par Andrés Wood. Thomas Durand, acteur du film, sera également présent.

Le dimanche 18 novembre, l’Arditi sera aux couleurs du Brésil, pays phare de la 14ème édition. Trois films réjouiront les spectateurs. À 14h30 est projeté le premier film, Capitaines des Sables, de Cecilia Amado. Il s’agit d’une adaptation d’une œuvre du grand père de la réalisatrice Jorge Amado (1912-2001), romancier brésilien à qui le festival rend hommage à l’occasion du centenaire de sa naissance. À 16h30, le film Historias que só existem quando lembradas de Julia Murat sera introduit par notre invitée Lucia Murat, productrice du film et mère de la réalisatrice. À 18h45, Eduardo Nunes vous présentera son premier long-métrage de fiction Sudoeste, un rare plaisir esthétique !

Vous trouvez plus d'informations et le programme complet sur notre site www.filmar.ch

Nous espérons vous voir nombreux cette fin de semaine dans cette magnifique salle de la Fondation Arditi !

--
Florie Pingoud
Chargée de communication
Festival Filmar en América Latina
17 rue Necker
1201 Genève
+41 22 732.61.58
info@filmar.ch
www.filmar.ch
Facebook: Filmar en América Latina

CRIOLO - Clubraum Rote Fabrik


So 25.11.12, Rote Fabrik ZH
20h00,  Clubraum
JackSoul

CRIOLO / Dj Sir Joe
 Um ano após o lançamento do disco “Nó na Orelha”, o MC, cantor e compositor Criolo já apresentou o repertório de seu álbum em mais de 60 shows, em mais de nove estados brasileiros, Buenos Aires e Nova York. A apresentação, vencedora do Prêmio Bravo! de melhor show de 2011, tem direção musical de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, também produtores do disco. No palco, Criolo se apresenta acompanhado de sua banda, que conta com os produtores Daniel Ganjaman (teclados) e Marcelo Cabral (baixo elétrico e acústico) e Guilherme Held (guitarra), Maurício Alves (percussão), Thiago França (sax tenor e flauta), DJ Dan Dan (voz) e Sergio Machado (bateria).

Autor de um dos álbuns mais comentados do ano, Criolo angariou uma série de prêmios em 2011. Além de vencer a 7ª edição do Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura na categoria Melhor Show do ano, foi o grande vencedor do VMB 2011, que concedeu ao compositor os prêmios de Artista Revelação, Melhor Música pela canção “Não Existe Amor em SP” e Disco do Ano. Criolo também foi premiado na categoria Revelação pelo júri da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Venceu o Prêmio Faz a Diferença na categoria Música, na qual concorreu com Roberto Medina e Chico Buarque. O disco “Nó na Orelha” foi considerado o melhor álbum do ano e “Não Existe Amor em SP”, a melhor música de 2011, em ranking publicado pela revista Rolling Stone brasileira.

O repertório do show traz canções como “Bogotá”, que celebra a influência da música africana com sax tenor de Thiago França; o clássico imediato “Não Existe Amor em SP”, que exibe poesia e interpretação que não deixam dúvidas a respeito da força da composição e da garganta de Criolo; “Freguês da Meia-Noite”, samba canção acirrado por arranjo de cordas certeiro e o hit dos shows, “Sucrilhos”, que resurge com novo arranjo para os já conhecidos versos “Pode colar mas sem arrastar. Se arrastar, favela vai cobrar. Acostumado com Sucrilhos no prato, morango só é bom com a preta de lado”. A malemolência de “Subirudoistiozin”, o alto impacto de “Lion Man“ e a musculosa “Grajauex” completam a lista de raps que serão executados pelo MC nos palcos.

Sobre Criolo - Aos 36 anos, 24 deles dedicados ao rap, Kleber Gomes, o Criolo, lançou seu primeiro álbum de canções, “Nó na Orelha”, em maio de 2011, com apoio da Matilha Cultural. Criolo é multi-talentoso. Compositor de canções contundentes e letras bem construídas, destila versos habilidosos como MC, sem necessariamente utilizar-se de rimas para tal, e profere vocais que surpreendem pela beleza e versatilidade. Paulistano nascido no bairro de Santo Amaro e criado no Grajaú, Kleber Gomes mune-se de agressividade, humor e delicadeza para criar seu aguardado “Nó na Orelha”. Com igual domínio compõe e entoa genêros diversos comosamba, afrobeat, bolero, reggae, rap e romântico. Criador da Rinha dos MCs, uma das festas mais autênticas do hip hop dedicada às batalhas de improvisação, Criolo não deixa de representar sua raíz musical em “Nó na Orelha”.

Der Mann aus Sao Paulo weiss, wovon er spricht bzw. rappt: wenn Criolo über das Leben in den Favelas singt, dann besingt er seine eigene Vergangenheit. Mit 11 Jahren schrieb er seinen ersten Song, aber erst mit 36 - und seinem  zweiten Album Nó Na Orelha - hat er sich in die Ohren und Herzen seiner Landsleute gespielt. Vorher war er Kleiderhändler, Jugendarbeiter, Schauspieler, und er hat sich vor allem in der Rap-Szene einen sehr guten Namen gemacht. Denn Criolo nimmt kein Blatt vor den Mund.
Erstaunt es, wenn Ikonen wie Caetano Veloso Criolo als den „momentan wohl wichtigsten Musiker Brasiliens“ bezeichnen? Nein, denn das sagt sowohl der Politkopf Veloso, wie auch der Songschreiber. Criolo zieht alle Register: Afrobeat, die  elektronisch-gedrechselten Sounds seiner Heimatstadt São Paulo, Samba inkl. Dub-Schlaufen, die Afro-Rhythmen aus Kolumbien oder Amazonien, scharfes und genau platziertes Gebläse mit sporadischem Freilauf. Dazu eine Stimme die mal schmeichelt, mal anklagt. Seine Geschichten braucht Criolo nicht zu erfinden, er hat sie erlebt.

Aktuelles Album: Nó Na Orelha


POESIAS SEM FRONTEIRAS


VIII CONCURSO LITERÁRIO POESIAS SEM FRONTEIRAS        
           (inscrições de 10 de agosto até 20 de dezembro de 2012)


Apoio: Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências ;  União Brasileira dos Escritores/BA;

Com o objetivo de estimular poetas de todo o Brasil e de outros países, o concurso premia os melhores trabalhos, comprovando o sucesso com sua 8ª edição.
Os interessados devem enviar uma única poesia, tema LIVRE (digitada ou datilografada) inédita sob pseudônimo, em duas vias, dentro de um envelope maior. No envelope menor, deverá constar a ficha de inscrição que  será criada pelo autor, com  o nome, endereço completo, idade, profissão, escolaridade, título da poesia, pseudônimo, telefone, e-mail (se tiver), comprovante de depósito de R$ 9,00, em nome de Marcelo de Oliveira Souza, conta poupança BRADESCO : No 5920 digito 0 Agência 3679 digito 0. Não se esquecer de dizer como tomou conhecimento do concurso e se já participou de outras versões.
Obs:  Não aceitaremos poesias por e-mail ; menores de idade podem participar desde que seja com a autorização dos pais ; Inscrições de países de outra língua também serão aceitas desde que estejam na língua oficial do concurso – Língua Portuguesa; Quanto aos trabalhos enviados, no final do concurso, serão incinerados;  Caso não haja autor menor e/ou estrangeiro a premiação se extinguirá; O autor poderá participar com mais de um trabalho, para isso terá que efetuar nova inscrição e pseudônimos diferentes;
O Livro Confissões Poéticas é do autor MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA, organizador do concurso; O Livro Varal Antológico II é  um projeto organizado por Jacqueline Aisenman.; Os Livros "30 Anos de Poesia" e "Memórias do Inferno Brasileiro" são do autor Valdeck Almeida de Jesus .

Formas de pagamento:
• Em espécie junto à ficha de inscrição (envelope menor)
• Depósito Bancário ou transferência de conta
• Fora do país:  Cinco  dólares / euros  ou em moeda vigente de cada pais no valor correspondente.

RESULTADO: Dia 10 de janeiro de 2013
No site oficial do concurso; nos blogs marceloescritor;  por e-mail, para quem enviar o endereço eletrônico e por carta para quem não tiver e-mail.
1°lugar: Troféu + certificado  + Livro Confissões Poéticas   + Livro Varal Antológico II
2° lugar: Troféu + certificado + Livro Varal Antológico II + Pen Drive 4GB
3° lugar: Certificado   + Livro  "Memórias do Inferno Brasileiro"
4° Lugar:  Certificado + Livro "30 Anos de Poesia"
5° Lugar:  Certificado + Livro "30 Anos de Poesia"
Menções Honrosas: Uma  para o autor Nacional Juvenil, menores de idade; outra para
 o  autor Internacional;  cuja premiações  serão:   Nacional Juvenil: certificado + Livro Varal Antológico II + MP3 + Camisa Tamanho M do site “Galinha Pulando” ; Internacional:  certificado  + Livro Confissões Poéticas + Livro “Memórias do Inferno Brasileiro”

Todos os vencedores do concurso terão seu trabalho publicado no site www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net
Contatos: marceloosouzasom@hotmail.com e celular 71-81553677     
Enviar carta registrada para:   
VIII Concurso literário: Poesias sem Fronteiras
A/c escritor Marcelo de Oliveira Souza Conjunto Edgar Santos Bloco 14/204
Engenho Velho de Brotas  Salvador  Bahia   BRASIL CEP 40240-550


Marcelo de Oliveira Souza
http://marceloescritor2.blogspot.com

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