samedi 10 novembre 2012

QUE FAZER?


EMANUEL MEDEIROS VIEIRA


PARA ELMODAD AZEVEDO
(OUVINDO CARTOLA E ELIS)
– TAMBÉM BEETHOVEN  – numa sexta-feira, enquanto anoitece –

“Na juventude deve-se acumular o saber. Na velhice fazer uso dele.”
                             (Jean-Jacques Rousseau)


O que fazer quando qualquer gesto parece inútil e o rio parece inundado de impotência?
Não controlamos o nosso destino – o acaso?
Não, não é auto-ajuda.
Somos finitos – pó  seremos.
O que fazer enquanto estamos aqui, longe do mundo vão das celebridades instantâneas, da idiotice generalizada, da mediocridade hegemônica?
Somos poucos, mas parecemos muitos – e seremos mais.
Manter o pessimismo da inteligência e o otimismo da vontade?
Sim. Também isso.
Um passo a frente, dois atrás.
Dois à frente, um atrás.
Cansamos dos podres poderes. Chegamos ao limite da tolerância com a calhordice no poder.
Não é preciso trair valores.
É preciso atravessar a margem do rio – preservando-os.
Até à terceira margem.
É um mundo pós-utópico, árido, cinzento.
Mas um pássaro canta neste final de tarde.
Existe a amizade, o amor (como nossa maior sede antropológica, e não beijo de novela), o mar, memórias.
Cheiro de café moído, de pão feito em casa. Um pão repartido com fraternidade.
Palavras como a mãe, irmão, amigo.
O hoje não deveria ser o carbono de ontem.
O instante poderia ser convertido em sempre.
A guerra sangrenta europeia – onde se mata pelo CAPITAL –, onde tantos sofrem, deveria impedir o individualismo feroz.
Que fazer, irmão?
Não, não sabemos.
Não é nostalgia, mas pioramos.
Melhorarmos em engenhocas eletrônicas.
Internamente, regredimos.
Mas poderemos crescer.
Acumular conhecimento, resistir, envelhecer com dignidade.
Não digo nada de novo? Não.
E manter o humor.
“Seguro morreu de guarda-chuva”, pontificava o mágico-poeta Mário Quintana.
Que fazer?
Alguém disse que não entende porque tantas pessoas moram em outros lugares, enquanto Paris ainda existe...
(Salvador, outubro de 2012)

Música em Genebra


Crônica da Urda


MORRER EM LA PAZ
                                    (Para Carlos Humberto Pederneira Correa, meu Presidente)

                                   Os 150 km que separam Blumenau de Florianópolis impediram que eu vivesse mais perto do Dr. Carlos Humberto Pederneiras Correa, confrade tanto na Academia Catarinense de Letras quando no Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e então não tivemos uma amizade, realmente, mas eu o admirava muito, principalmente pela seriedade com que dirigia o IHGSC, e quando o encontrava, tinha um grande prazer de chamá-lo de “meu presidente!”, com grande respeito e muito carinho. Ele sempre foi muito cordial e bom para comigo – pelo menos da minha parte, a relação que tinha para com ele era de consideração e admiração.
                                   Foi como um soco no peito saber, de uma hora para outra, lá no final de 2010, que ele tinha partido sozinho numa rua de La Paz. Não sei muitos detalhes, mas sei que estava lá representando Santa Catarina num sério congresso – e como estava só, sua falta só foi sentida um dia depois, quando alguém quis saber “onde estava aquele brasileiro”. Se foi triste para mim, imagino como o foi para a família e os amigos mais próximos, mas, de uma certa forma, o invejei. Explico:
                                   Eu amo La Paz. Nos últimos anos estive lá por cinco vezes, e em La Paz a gente está tão perto do céu, num lugar tão alto que o ar de pouco oxigênio se torna transparente e brilhante, e o grande éter acima parece tão próximo e é tão azul que, apesar dos males da altitude, a gente fica tomada de uma etereidade única e como que flutua dentro daquele riqueza cultural ímpar que lá existe, e nas noites o céu aveludado fica pejado de grandes estrelas tão próximas que tenho sempre a sensação, lá, que posso erguer a mão e segurar uma delas.
                                   Não é brincadeira, no entanto, os quase 4.000 metros de altitude. Na penúltima vez que estive lá, quando cheguei à rodoviária de La Paz, vinda de Santa Cruz de La Sierra, tive a sensação de que não teria forças para me levantar, saltar do ônibus, pegar minha mochila e chegar ao hotel próximo. Fiz tudo muito devagarinho, então, e consegui cumprir aquelas poucas atividades até entrar no hotel, onde me sentei ao chão e esperei que cuidassem de mim, pois aquela gente de lá já sabe em que situação chega essa gente que vive ao nível do mar.
                                   Na última vez em que lá estive, vivi um momento pior: voltava do centro para o hotel pelas seis da tarde, o que significava caminhar por uma suavíssima subida, coisa imprópria para gente que vive por aqui, e que comumente faço de táxi. Naquele horário, no entanto, parecia que todos os táxis estavam lotados, e resolvi ir andando devagarinho, tentar chegar com as minhas pernas. Em vão! Pela metade do caminho foi tão forte uma sensação de morte que me acometeu, que entendi que morreria se continuasse tentando a natureza. Tive o bom senso, então, de parar num café cibernético por uma hora – quando saí, já havia táxis disponíveis.
                                   Penso que meu presidente viveu alguma coisa assim. Forçava-se a andar por alguma rua e sentiu aquele sensação de morte que eu senti – mas era um homem forte, e achou que se forçasse mais um pouquinho, chegaria ao hotel dele. Não deu, como não dá, e enquanto sua matéria tombava na calçada, sua energia saiu dele e voou célere para aquele céu tão próximo, para aquele azul transparente que de noite é veludo negro iluminado de grandes estrelas – e, de uma certa forma, eu sinto um pouco de inveja dele. Deve ser muito bom morrer em La Paz! Está-se tão pertinho daquele céu único que deve ser uma delícia flutuar por ali! Historiador que era, ele deve ter aproveitado a oportunidade para dar uma espiada flutuante sobre os tantos câmbios de História que estão acontecendo por esta América! Entre morrer numa cama de hospital ou partir para o maravilhoso céu de La Paz, eu não titubearia na escolha! Só espero que não tenha doído muito, meu presidente! Quem sabe um dia a gente se encontre nos muitos milhares de metros de altura dos céus que encobrem os Andes! Por enquanto, choro um pouco de saudades, mas espero que o senhor esteja feliz!
 Blumenau, 14 de outubro de 2012.

Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR.

INSTRUMENTAL ORIENTAL BLUES WORLD BEAT MUSIC


Data: 10 de novembro de 2012 00:38
Assunto: Enc: Enc CONVITE SHOW CÁSSIA E ALEXANDRE ARAÚJO MAHARAJ / CONSULADO DA ÍNDIA - Release/Fotos -
Para:

Alexandre Araújo e Cássia

Show  INSTRUMENTAL ORIENTAL BLUES dia 13 de Novembro  de 2012, treça- feira as 21 h.
Couvert :  12 reais
Local : Restaurante  Maharaj  /  Consulado da Índia
End : Rua Paraíba, 523. Funcionários 
Reservas : 3055-3836

Neste dia iremos comemorar o Festival das Luzes em comemoração à passagem do ano novo na Índia.
Este é um festival sagrado do hinduísmo onde as luzes e lâmpadas ( toda a Índia se enfeita )  representam a celebração da vitória do bem sobro o mal dentro de cada ser humano.
Uma festa que traz bençãos divinas !




Alexandre Araújo - Sitar   Acustic Guitar  Gaita e  Composições

Cássia -  Teclado    Scaleta     Cajon  e  Composições


Uma imersão singular  no universo da world beat music inspirada na magia da música oriental com elementos  flamenco, afro ameríndio e o  blues cria uma atmosfera viva , intensa e profunda.
Navegando em uma fusão de estilos  Alexandre e Cássia executam um popurri da música erudita e contemporânea.
Parceiros há dois anos em constante pesquisa e elaboração de novos conceitos a dupla proporciona  uma música rica em improvisos e sonoridades inusitadas próprias da liberdade e criatividade da world beat music.

Alexandre  Araújo

Músico experiente e um “bluseiro” inato é considerado o braço do blues em Minas . A sua escola musical itinerante permitiu imersões em diversos estilos além de formar muitos músicos  e bandas nesta trajetória.
Seu CD Berimblues ganhou prêmio Instrumental 2000 /BDMG e uma tournê nos USA através da Parthness of América. Irmão do Compositor Marco Antônio Araújo participou como guitarrista em sua obra. Auto didata no Sitar Indiano é também professor de Violão e Terapeuta Holístico ( Yoga, Massoterapia e Alimentação orgânica ).


Cássia

Musicista  desde a infância estudou piano erudito e como compositora lançou o CD instrumental ATMAN  pelo selo Karmim e realizou uma tournê pela Índia à convite da  Brahma Kumaris , África e Austrália tocando em diversos eventos holísticos nacionais e internacionais .
Em sua bagagem Cássia executa hoje Piano, Teclados, Scaleta e na parte rítmica o Cajon ( Instrumento de origem Afro Cubana).
Suas composições inspiradas na fusão do  Lounge , New Age e Progressivo Jazz Rock criam uma atmosfera transcendental. Cássia além de Musicista é também Bailarina desde a infância e Psicóloga Clínica.





REPERTÓRIO / Popurri


- Composições próprias, Vila Lobos, Ravel, Beatles Stones, Piazzola, Charles Chaplin, Luiz Gonzaga, Yes, Pink Floyd, Cantigas Folclóricas e Performance.




Contatos :

31 - 9154-6055        Alexandre
31 - 9289-5967         Cássia

O Dia da Consciência Humana


O dia 20 de novembro passou a ser chamado o dia nacional da consciência negra. Em homenagem ao grande herói Zumbi dos Palmares, um escravo fugitivo que conseguiu lutar contra o martírio da escravidão do homem pelo homem. 
Muitas pessoas esquecem de lembrar que esse importante dia poderia muito bem ser lembrado como o dia da consciência humana, porque a distinção de raças ainda vai ser evidenciada, não podemos esquecer que somos humanos e por isso temos a obrigação de fomentar a união e não separação, mágoas e protestos onde o tempo passa, as pessoas se desenvolvem contudo a exploração do homem pelo homem continua de diversas maneiras, o ataque à natureza continua, aos pobres e desvalidos também, independente de raça. 
Seria muito mais interessante que as pessoas se unissem e protestassem sim, mas contra a violência, a falta de oportunidades e principalmente contra os ataques contra a natureza, pois todos nós independentemente de raça, estamos no mesmo “barco” afundando e com o dia da Consciência Humana, seria um dia em que todos se uniriam em prol da salvação de todos os valores que a humanidade está deixando para trás com o “desenvolvimento”. 





Marcelo de Oliveira Souza

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