lundi 22 octobre 2012

PELOURINHO: PATRIMÔNIO AMEAÇADO

Por Emanuel Medeiros de Oliveira


              
Muito acreditam que o Pelourinho é o monumento histórico mais importante da História do Brasil. Ele está ameaçado
O Centro Histórico de Salvador (CHS) deve receber em breve a visita da organização sem fins lucrativos “Worls Monuments Fund”, que trabalha pela proteção de monumentos e patrimônios do mundo., com sede em Nova Iorque, nos EUA.
Como lembra matéria de Hieros Vasconcelos Reego, dentre tantos centros históricos no Brasil, o da capital baiana foi considerado o que corre mais riscos.
Para a organização, o CHS é um dos patrimônios mais ameaçados pelo descaso governamental  ou pela ação da natureza.
A ONG aponta para a “vulnerabilidade da região”, com economia em declínio, criminalidade e infraestrutura decadente.
O Pelô (como é conhecido aqui) virou também paraíso de craqueiros.
Há pouco, o governador esteve na região para entregar dez unidades móveis das bases comunitárias de segurança.
Mas os moradores, comerciantes e turistas reclamam constantemente da situação em que se encontra o Pelourinho.
O sociólogo George Almeida acredita que áreas que têm uma só vocação –  como o turismo –, caso do Pelourinho – estão fadadas à deterioração.
É preciso dialogar com os moradores, não enxotá-los.
É preciso fazer algo enquanto é tempo.
É um dos mais belos patrimônios da História do Brasil que está sendo jogado na na lata de lixo.
COMPLEMENTO: Com uma foto da invasão da Nova Constituinte (uma favela no subúrbio  de Salvador), a versão online do “The New York Times”, publicou a matéria “As Prosperity Rises in Brazil’s Northeast, So Does Drug Violence (“Assim como cresce a prosperidade do Nordeste do Brasil, cresce a violência das drogas”), de autoria de Myrna Domit.
Fala da violência de Salvador, o que – conforme detectou um jornalista – marca um novo tempo nas abordagens dos norte-americanos sobre a Bahia.
“Antes só dedicava espaço sobre nossas belezas naturais. Agora vem o lado macabro”.
Em suma: a violência  – banalizada no Brasil toda – está migrando para todo o Nordeste brasileiro.
(Salvador, outubro de 2012)


DIA 25 DE OUTUBRO 2012 – QUINTA FEIRA


ERNESTO RUBARTH, Cônsul do Brasil em Genebra, estará respondendo às suas perguntas num, ambiente informal, trazendo o Brasil para mais perto de você.
Endereço :
Salle de l’Etoile
Rue du Four 17 – Centre
Yverdon-les-Bains
Horario : de 18h à 21h30
Para mais informações contactar :
 E-mail :  brasil5000cores@gmail.com ou com Cleide Saito tel : 024 426 45 90 de 18h30 é 21h

VOCE FAZ PARTE DESTE ENCONTRO – TRAGA SEUS AMIGOS
Entrada franca


Organização : Centro Cultural Cores do Brasil  rue du Four 17  -  1400 Yverdon-les-Bains
Programme de la visite du Consul du Brésil à Yverdon-les-Bains
le 25.10.2012

à la salle de L’Étoile rue du Four 21 – Yverdon-le-Bains


18h - 
Accueil
Verre de bienvenue  - Français et Portugais

18h30 - 
Présentation du Centre Culturel Couleurs du Brésil (Français et Portugais brésilien)
Discours de la Municipalité (Français)
Présentation du Consulat par M. Rubarth (Français et Portugais brésilien)

19h -
Questions/réponses/échanges -  (Portugais brésilien et, éventuellement, Français)

20h -
Apéritif de confraternização  -  (Français et Portugais brésilien)

21h30 -
Fin

JÁ VI TUDO

Por Gilberto Nogueira de Oliveira


Nazaré-Ba

Tudo o que eu vi está guardado em mim.
Não esqueço nunca de tudo o que vivi:
Já vi um homem virar bicho,
Já vi mãe chorar pelo filho,
Já vi a fome chorar pela morte.

Já vi tudo na vida, até a própria vida
Querer tornar-se morte.
Quase que vi a morte.
Já quis morrer de amor.
Foi aí que aprendi o significado da vida.
Queria até viver.
Já vi bicho virar homem, amando-se mutuamente
Como fazem os bichos que pensam que são homens,
E os homens que pensam que são bichos.

Já vi sangue inocente correndo sem razão,
Quase vi o homem comer a outra metade do pão.
Já vi Cristo ensinando o amor entre irmãos,
Mas o homem interveio e disse, não!

Já vi a paz nascer numa mulher da madrugada,
Já vi o sol morrer nos braços de minha amada,
Já vi um homem morrendo aflito e envenenado,
Pelo desespero da fome, pelo alimento minguado.

Já vi tudo ou quase tudo,
E penso que não vi nada,
Que não vivi quase nada.

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