mardi 3 juillet 2012

O MUNDO DOS LOUCOS


Nazaré, 13-05-1968
Os homens andavam de um lado para o outro como uns loucos e sem um rumo certo. Estavam perdidos na imensidão do mundo verde. Para eles, o principio da vida seria a morte. Não tinham outra alternativa. A morte era a única alternativa de se livrarem daquele mundo. Estavam sem comida, água, bússola ou armas. Estavam apenas com o desespero no corpo.
                Andavam incansavelmente pela floresta úmida e quente. Seus nervos já estavam à flor da pele. Seus corpos já estavam à flor da alma. Seus silêncios já estavam à flor do barulho do silencio. Seus calçados já estavam à flor dos pés e com um odor insuportável.
                Um dos homens caiu por terra. Um companheiro, na hora que se agachou para ajudá-lo, não aguentou levantar-se e também foi ao chão.
                Eram mais dois cadáveres.             
                Seus amigos prosseguiram a viagem para o infinito, para o abstrato. Quanto mais andavam, mais encontravam entradas. Caiu outro por terra, vomitando sangue e fome ao mesmo tempo. Ninguém podia ajudar a ninguém. Ninguém podia se ajudar. Era cada um por ninguém. Eles não mais raciocinavam.
                Depois de muito andarem, encontraram uma cachoeira. Um após outro, os homens lançaram-se nas águas turvas indo parar diretamente num redemoinho. Depois de muito girarem, foram ao fundo do lago, para não mais voltarem. Tinham descido pelo funil. Viveriam agora como peixes, se é que os peixes querem viver como os homens. Tinham fugido de uma guerra e encontraram a paz na morte.
                Todos aqueles que penetram na intimidade do desespero, a única saída é a morte.

Por Gilberto Nogueira de Oliveria

MEVROUW JANE


Um caleidoscópio é o que mais bem representa a obra Mevrouw Jane, que é baseada em história real. Temos essa sensação quando enveredamos pela narrativa e nos deparamos com belas imagens, marcadas pelo amor e pela amizade. É nesse universo sentimental que os movimentos diversos emergem, como se fossem um jogo de espelhos, refletindo cenas, levando o leitor a se espelhar no caleidoscópio de possibilidades do comportamento humano.
No encontro de Jane com Sofia, surge uma forte amizade. A história entre as amigas aponta um processo dialógico que se inscreve na veracidade dos acontecimentos. Em Maruchos, Brasil, por meio dos relatos de Jane para Sofia, o leitor toma conhecimento das dificuldades, inicialmente, encontradas por Jane no relacionamento com o marido Eric, em função dos contrastes culturais e das diferenças linguísticas entre nacionalidades diferentes (brasileira e holandesa), além de ter-se deparado com alguns conflitos gerados pela falta de limites na educação dos seus enteados. Mesmo com tantas objeções, Jane é capaz de reformular as circunstâncias da vida e de transformar episódios em pura amorosidade: a protagonista dedica-se ao cuidado com o seu jardim, plantando “os bulbos de tulipas”, “de narcisos”, exteriorizando a sua alma, sempre susceptível de aperfeiçoamento espiritual, a partir da gratidão, da amizade (”Amigos! Literalmente, a família que nos vem de presente como extensão do que somos.”) e do amor à pátria, sua raiz “verde-amarela”.
Em Mevrouw Jane enxergamos as facetas da vida, repleta de nuances feito imagens de um caleidoscópio. O livro é arrematado por uma revelação surpreendente, enriquecendo os matizes desta história. Com o desfecho, Mevrouw Jane nos remete à conclusão de que a vida pode ser uma luz de amor, mesmo que nos deparemos com algumas adversidades na nossa existência.

Elba Nusa Calmon
Professora de Língua Portuguesa e Mestre em Linguística pela
Universidade Federal do Estado do Espírito Santo-UFES






Lançamento em Brasília, Agente Jovem de Cultura e outras novidades


Caros amigos,


Escrevo para compartilhar algumas novidades da minha carreira literária.

1. Em primeiro lugar, gostaria de convidá-los a comparecer ou a ajudar na divulgação do lançamento do livro Colcha de Retalhos em Brasília, no Espaço Cultural Ary Barroso - SESC-DF.

Segue uma breve apresentação do evento e da obra:
Vencedor do Prêmio Utopia lança obra no Espaço Cultural Ary Barroso
Livro apresenta emaranhado de contos, crônicas e poesias rápidas e inteligentes
Após ter sido vencedor do Prêmio SESC-DF de Contos em 2011, o jovem e premiado escritor paranaense Rodrigo Domit retorna a Brasília para lançar o livro Colcha de Retalhos. O evento será realizado no Espaço Cultural Ary Barroso (SESC Estação 504 Sul - W3 Sul - Quadra 504/505), no dia 14 de julho, sábado, das 19h às 21h. A obra é composta majoritariamente por contos, mas também apresenta prosas poéticas e crônicas. O texto inteligente e de agradável leitura conquistou o primeiro lugar no Prêmio Utopia de Literatura, organizado em 2010 pela Utopia Editora, de Brasília. Além disso, a publicação também foi finalista do Prêmio Nacional SESC de Literatura, em 2008.


2. Além disso, tenho o prazer de enviar notícia de que o blog Concursos Literários está concorrendo ao Prêmio Agente Jovem de Cultura, que foi criado pelo Ministério da Cultura para reconhecer iniciativas propostas por jovens agentes culturais de todo o Brasil. O resultado final será divulgado em setembro, mas, independente deste resultado, o projeto já vem sendo reconhecido por quem mais importa: os autores e as instituições literárias.



3. Também informo aos amigos que fui convidado a fazer parte da equipe de autores da revista Samizdat, com publicações mensais no blog - todo dia 27  - e com um texto a cada edição da revista, que é trimestral.


4. Por fim, também gostaria de informá-los sobre dois resultados recentes em concursos literários:
- Poesia Traças - inédita - conquistou o 1º lugar no 8º Concurso Literário de Suzano - Secretaria Municipal de Cultura - Suzano - SP;

- Poesia Cochicho foi selecionada no 9º Concurso Poemas no Ônibus - Fundação de Cultura e Arte - Gravataí - RS;


Agradeço pela atenção e espero poder contar com a presença de vocês ou com o apoio na divulgação do lançamento do livro em Brasília!


Abraços,



Rodrigo Domit

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